Netvibes: tudo o que você precisa saber para aplicar essa ferramenta na sua biblioteca.

Descrever e analisar a implementação de um ambiente de trabalho virtual como um novo serviço bibliotecário para o desenvolvimento das competências de alfabetização informacional: a alfabetização digital. Isso envolve a capacidade de alunos e professores no uso da Internet, e para compreender e utilizar documentos de hipertexto.

Captura de tela da interface de usuário do Netvibes aplicado a Biblioteca Escolar em Buenos Aires

Captura de tela da interface de usuário do Netvibes aplicado a Biblioteca Escolar em Buenos Aires

A utilização da Internet pelos alunos faz com que a aquisição de competências e habilidades em informação seja cada vez mais necessária devido ao aumento da informação disponível. Para isso eles precisam adotar estratégias melhores, tanto para a investigação, para a seleção e mesmo para reformular a informação e serem mais capazes de transformá-la em novos conhecimentos.

O desenvolvimento e implementação de um ambiente de trabalho virtual usando a ferramenta on-line Netvibes permite que os usuários tenham, em um único lugar, recursos educacionais on-line e permite ainda que bibliotecários possam armar uma interface para ensinar como localizar informações na Internet, desenvolver critérios seleção e avaliação de recursos na web (autoridade, navegabilidade, cobertura, atualidade), analisar de modo comparativo como  são apresentados os resultados das consultas, e avaliar a relevância e eficácia das informações obtidas.

Se é o Netvibes serviço web que atua a modo de área de trabalho virtual personalizado, similar a Página Principal Personalizada do Google. Assim, representa uma contribuição valiosa para agilizar os processos e melhorar os resultados das pesquisas de informações realizadas pelos usuários da biblioteca escolar, preparando-os para ser capaz de usar a informação para resolver problemas e tomar decisões.

Resolvi divulgar a ferramenta porque acreditei no poder atrativo da ferramenta num ambiente de trabalho ainda mais em contexto onde normalmente  não dispomos de suporte técnico de informática abundante e nem mesmo recursos financeiros. Portanto, desejamos soluções simples e livre. Então, durante a cursada de um seminário no  mestrado uma amiga, a Bibliotecária Licenciada Verónica Luján Cavalleri que é apaixonada e atua em biblioteca escolar, está implantando um portal com dita aplicação que pode ser consultada em www.netvibes.com/biblioteca10de10 .

#Conhecendo funcionalidades estruturais básicas

A interface é básica e altamente personalizável, portanto você pode agregar abas, notas e outros widgets (aplicativos) pensando na contribuição para a inserção desses usuários na sociedade da informação e do conhecimento, alcançando assim uma sociedade mais igualitária e democrática.

Abas – Crie abas temáticas para facilitar a visualização. Como podemos observar no caso onde foi aplicado o Netvibes, a colega optou por criar abas: Inicio, Obras de Referência, Bibliotecas digitais, Vídeo-livros e áudio livros, Canais educativos, Revistas de Literatura Infantil e Juvenil, Aprender jogando, Contos digitais.

Notas e notícias – Sugere que sejam postas na aba Início. Você poderá dar conhecimento da missão e visão da biblioteca, regulamento, horário de funcionamento, serviços e novidades, como chegar utilizando os ônibus ou outros meios de transporte, novas aquisições, eventos, sugestão de leituras e outros.

Widgets – podem ser incorporados coisas como previsão do tempo, link de notícias dos principais jornais de circulação nacional e local, aplicativos de jogos educativos.

#Outro caso onde o Netvibes é utilizado

Vi que a ferramenta também é usada pela  Rede de Bibliotecas Públicas de Dublin desde ano 2010 e oferta abas com recursos para todas as suas comunidades, inclusive para o público adolescente e de crianças.

Captura de tela do Netvibes aplicado na Rede de Bibliotecas Públicas de Dublin

Captura de tela do Netvibes aplicado na Rede de Bibliotecas Públicas de Dublin

Captura de tela do Netvibes aplicado na Rede de Bibliotecas Públicas de Dublin - setor infantil

Captura de tela do Netvibes aplicado na Rede de Bibliotecas Públicas de Dublin – setor infantil

Cada um conhece a sua realidade e o público para quem trabalha. Use a sua criatividade e crie uma interface para o seu local de trabalho sem precisar de recursos financeiros extra. Dedique tempo e você poderá ter um lindo (e eficiente) portal.

Se você gostou da ideia e pretende aplicá-la, compartilhe aqui nos comentários o link e mostre como ficou o seu trabalho. 

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Pensar maneiras de reavivar as bibliotecas

Campanha para transformar as bibliotecas

libraries transform

Projetado para sensibilizar o público para o valor, o impacto e os serviços prestados por bibliotecas e dos próprios profissionais; a campanha de ALA (American Library Association) criou a campanha “Libraries Transform” , no português algo como  “Transformar as Bibliotecas” e tem o objetivo de ajudar a criar uma mensagem comum, clara e forte dentro e fora da profissão sobre a natureza transformadora das bibliotecas nos dias de hoje bem como a importância delas na era digital.

As maneiras pelas quais as bibliotecas se transformam são tão sutis e variadas como as pessoas a que servem. As mudanças físicas são fáceis de detectar, mas a transformação de serviços, e o alcance podem ser menos evidentes, embora essas mudanças estão ocorrendo constantemente.

Este vídeo é a primeira de muitas ferramentas compartilháveis ​​concebidos para provocar uma discussão sobre a  biblioteca transformada e o profissional  da biblioteca. Em algumas coisas estamos longe na realidade brasileira, onde ainda não conseguimos unir economia e bibliotecas por exemplo. Mas o importante é a inspiração e acreditar que podemos chegar nesse cenário o quanto antes.

Esta campanha foi desenhada para mostrar como:

• Bibliotecas transformam as comunidades e as vidas de pessoas.

• Bibliotecas seguirão [deveriam seguir] se transformando rapidamente para responder e atender às novas necessidades de usuários e comunidades no século 21.

• Os profissionais de biblioteca seguem em capacitação para adquirir habilidades e competências para melhor atender as necessidades em tempos de mudança nas comunidades a que servem.

• Aumentar a conscientização e o apoio às bibliotecas. Demonstrando a natureza transformadora das bibliotecas de hoje.

• Aumentar a conscientização sobre o papel fundamental que possuem as bibliotecas e os profissionais das bibliotecas na era digital.

• Atualização da imagem das bibliotecas e dos profissionais que nela atuam.

• Atrair à profissão os melhores e mais brilhantes profissionais em todas os âmbitos da vida para ajudar a crescer e expandir nossa biblioteca.

• Influenciar os principais tomadores de decisão nos níveis nacional, estadual e local para aumentar a acessibilidade e políticas públicas para as bibliotecas.

Cartões postais e cartazes da campanha

Amerelo: Porque existem mais de 14.000.000 resultados da busca para as eleições presidenciais de 2016. Laranja: Porque mais de um quarto dos lares norte-americanos não têm um computador com ligação à Internet. Azul: Porque por que não você ser capaz de trazer o seu grande macchiato snickerdoodle caramelo (tipo de café vendido na cafeteria Starbucks)?

Amerelo: Porque existem mais de 14.000.000 resultados da busca para as eleições presidenciais de 2016.
Laranja: Porque mais de um quarto dos lares norte-americanos não têm um computador com ligação à Internet.
Azul: Porque você não pode ser capaz de trazer o seu grande macchiato snickerdoodle caramelo (tipo de café vendido na cafeteria Starbucks)?

Verde claro: Porque o mundo está em suas mãos e que o mundo pode ser um lugar assustador. Verde escuro: Porque os alunos não podem pagar revistas acadêmicas com um orçamento "ramen budget" (expressão utilizada para viver na pobreza já que se refere a uma comida muito econômica como o macarrão instantâneo - amplamente considerado como a refeição mais barata que um humano pode consumir). Roxo: Porque os empregadores querem candidatos que sabem a diferença entre uma busca na web e uma pesquisa.

Verde claro: Porque o mundo está em suas mãos e que o mundo pode ser um lugar assustador.
Verde escuro: Porque os alunos não podem pagar revistas acadêmicas com um orçamento “ramen budget” (expressão utilizada para viver na pobreza já que se refere a uma comida muito econômica como o macarrão instantâneo – amplamente considerado como a refeição mais barata que um humano pode consumir).
Roxo: Porque os empregadores querem candidatos que sabem a diferença entre uma busca na web e uma pesquisa.

Ajude a difundir a campanha

Como o material é em inglês e algumas coisas não se aplicam a nossa cultura brasileira, é interessante pensar no que poderia despertar o interesse de nossa comunidade e criar nossos próprios cartazes utilizando um diagrama parecido. As cores utilizadas me chamaram bastante atenção. Isso seguramente eu aplicaria.

  1. Envie um Tweet em seus serviços mais inovadores e impactantes usando a hashtag #transformarasbibliotecas
  2. Inclua informações sobre “Transformar as Bibliotecas” nos boletins de notícias ou e-mails.
  3. Faça a sua própria campanha de marketing criativa para encantar e surpreender sua comunidade. 
  4. Convido você leitor ou seguidor do blog os membros de sua comunidade para compartilhar informações sobre a forma de “transformar as bibliotecas” em suas plataformas de mídia social – Facebook, YouTube, Instagram, etc. 

Sinta-se convidado a compartilhar suas experiências e dizer quais motivos você acredita que as bibliotecas precisam ser transformadas e de que maneira podemos oferecer serviços para mostrar essas transformações.

6 sites super legais e gratuitos para criar o seu próprio avatar

Um desenho, uma caricatura, um avatar ou simplesmente VOCÊ animado.

Estive visitando sites e blogs de bibliotecários que já receberam o prêmio Movers & Shakers (algo como Mover e Agitar) que é um prêmio de reconhecimento a líderes empresariais aqueles que fizeram grandes realizações em alguma área e já vinha acompanhando o blog de Gwyneth Jones autora do blog The Daring Librarian  onde ela aparece como uma pessoa dos desenhos animados com óculos de gato-olho e cabelos cor de fogo.

Captura de Tela (31)

The Daring Librarian – captura de imagem do blog de Gwyneth Jones, uma super bibliotecária.

Como fã de história em quadrinhos e tecnologia aplicada na aprendizagem, vira e mexe estou visitando para ler coisas bacanas que ela gosta de compartilhar e lembrei que em algumas situações aparecem amigos pedindo algum avatar para suas campanhas ou montar algum cartaz para algum projeto ou biblioteca em que trabalha.

Tomei como referência o post de Gwyneth e escolhi os meus favoritos (que já os conhecia também) considerando ainda um layout amigável e fácil para você poder criar as suas imagens, e o melhor de tudo: são gratuitos.

1. Studio South Park [Quem me conhece nem se questiona porque esse é o primeiro.]

Transforme-se em um personagem de South Park! Recomendo começar pela pele (skin) e o fundo da imagem (background). Para salvar é só fazer uma captura de dela (printscreen – que normalmente tem no teclado do computador) da tela e depois cortar. Se você usa Apple: Control + Shift + 4.

2. Fábrica de Herois

Transforme-se em um personagem super-herói. Este pode ser útil como como parte de um recurso de narração digital.

3. Bitstrips 

O mais comum e usado por brasileiros, pode ser usado pelo smartphone e acessado pelo facebook. É constantemente atualizado e oferece opção de anexar aos seus emails se você usa conta do Google. Você cria uma vez e ele te dá várias opções diariamente de acordo a sua eleição do seu estado de espírito. Você pode escolher inúmeros estados, criar situações com seus amigos do Facebook que possuem o aplicativo e permite compartilhar direto com diferentes redes sociais.

4. Professor Garfield Laboratório de comics

Permite criar os personagens e as tiras de quadrinhos. Pode salvar em PNG ou JPEG ou ainda imprimir diretamente do site. A falha é que não reconhece os acentos sob as palavras e alguns sinais da escrita portuguesa.

5. Build Your Wild Self

Esse permite salvar e ainda deixar como plano de fundo na sua área de trabalho. Dá pra usar a imaginação e inventar personagens loucos para as histórias criativas. Primeiro, projete seu lado com características humanas e então escolha suas partes de animais favoritos.

6. Boneco de Lego

Esse é divertido e podemos montar bonecos de lego virtual. Para salvar tem que fazer captura de tela no computador.

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10 idiomas mais presentes na internet e a sociedade da informação

Recentemente em discussão sobre a produção de conteúdos em língua portuguesa, comentamos que esta língua já figura como a quinta mais presente na Web. Mesmo que que a língua inglesa tenha um uso mais comum na produção de conteúdos publicitários ou acadêmicos disponibilizados o português vem ganhando espaço, sobretudo, devido ao crescimento da utilização da Internet em países como o Brasil, Angola e Moçambique.

Pensando nisso, fui em busca de mais informações. De acordo com pesquisa subsidiada pelo Internet World Stats no ano de 2014, podemos observar as últimas estimativas para usuários de Internet por língua:

idiomas na internet 2014

 

Brasil domina o mercado de Internet da América Latina em termos de número de usuários.

Em nível global o Brasil se posiciona em quarto lugar, ficando atrás de China, Estados Unidos e Índia, respectivamente.

Em termos de penetração, que ocupa aproximadamente o terceiro lugar, atrás de Uruguai e Chile e ligeiramente à frente da Argentina.

Brasil é o país onde mais de um terço de todos os usuários de celulares na América Latina e no Caribe.

número de usuários na internet américa do sul

Com as possibilidades diversas da forma de pagamento, a classe média do país está se tornando um consumidor cada vez mais desejoso de computadores e  smartphones.

Segundo informações divulgadas na Pesquisa de Mídia Brasileira 2015, divulgadas em 19/12/2014 pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, os brasileiros já passam mais tempo navegando na internet do que na frente da TV.

gasto de tempo na internet

Brasileiros gastam em tempo médio conectados à internet :

  • 4  horas e 59 minutos por dia usando a internet durante a semana.
  • 4 horas e 24 minutos/dia nos fins de semana.
  • 76% acessam a rede todos os dias.
  • O pico de uso é às 20h, tanto nos dias úteis quanto nos fins de semana.
  • Jovens com até 25 anos, 63% acessam a internet todos os dias.
  • Adultos com 65 anos ou mais, o percentual de acesso cai para 4%.
  • 8% estudaram até a 4ª série acessam a internet pelo menos uma vez por semana.
  • Aumenta para 87% o acesso a internet entre os que têm ensino superior.
  • Entre os internautas, 92% estão conectados por meio de redes sociais, sendo as mais utilizadas o Facebook (83%), o Whatsapp (58%) e o Youtube (17%), Instagram (12%) e Google+ (8%). O Twitter, foi mencionado por apenas 5% dos entrevistados.

Esse post realmente me chama atenção como profissional da informação e é entender os fatos existentes atrás dos números. É preciso analisar sobre o que as pessoas acessam na rede, se sabem buscar informações e mais que isso: sabem como tirar proveito do que existe de bom na rede, separar informações relevantes das não relevantes.

Embora a pesquisa e a observação empírica permita afirmar que  67% acessam a rede em busca de informações ou notícias, mesmo percentual dos que dizem entrar na internet para buscar entretenimento (pergunta de múltiplas respostas).

Democratizar o acesso não significa o mesmo que incluir a todos, logo, não podemos seguir estimulando um discurso que não é retrata a realidade de que todos ou grande parte possuem acesso e sim perceber se sabem utilizar as ferramentas disponíveis e se o governo contribuiu fomentando projetos de promoção a cidadania e coesão social.

Existe um mundo de possibilidades com a web e pode ser explorada de forma pedagógica para dar suporte a educação, formal continuada ou a distância. Mesmo porque não podemos pensar apenas nos nativos digitais pois há que considerar a existência de pessoas que precisam ser alfabetizadas, capacitadas para então conseguirem ser inseridas na tal sociedade da informação*.


*Sociedade da Informação é a nomenclatura dada para os programas nacionais voltados às Tecnologias da Informação e Comunicação como forma de garantir sua utilização e distribuição para toda a população, para assegurar que as TIC não sejam mais um fator de exclusão social. O termo nasce em Portugal em meados da década de 1990 e vai ganhando força em todo o mundo. No Brasil, o projeto é finalizado entre 1999 e 2000. Em alguns países, o mesmo programa pode ser encontrado como “Sociedade do Conhecimento”.

Materiais relacionados:

 


Fontes consultadas:

http://www.budde.com.au/Research/Brazil-Mobile-Operators-Insights-and-Analysis.html
http://www.budde.com.au/Research/Brazil-Mobile-Market-Insights-Statistics-and-Forecasts.html
http://www.internetworldstats.com/sa/br.htm
http://www.internetworldstats.com/stats15.htm
http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2014-12/brasileiro-passa-mais-tempo-na-internet-que-vendo-tv
SANTOS, Plácida L.V.A; CARVALHO, Angela M. G. Sociedade da Informação: avanços e retrocessos no acesso e no uso da informação Inf. & Soc.:Est., João Pessoa, v.19, n.1, p. 45-55, jan./abr. 2009. Disponível em: <http://www.ies.ufpb.br/ojs/index.php/ies/article/view/1782/2687&gt;.