Por que nosso futuro depende de bibliotecas, de leitura e de sonhar acordado

Uma palestra que explica porque usar nossa imaginação e providenciar para que outros utilizem as suas, é uma obrigação de todos os cidadãos publicado no The Guardian, em 15/10/2013. É uma versão editada da palestra do Neil Gaiman para a Reading Agency, realizada dia 14 de outubro de 2013 (segunda-feira) no Barbican em Londres. A série anual de palestras da Reading Agency começou em 2012 como uma plataforma para que escritores e pensadores compartilhassem ideias originais e desafiadoras sobre a leitura e as bibliotecas.

É importante para as pessoas dizerem de que lado estão e porque, e se elas podem ou não ser tendenciosas. Um tipo de declaração de interesse dos membros. Então eu estarei conversando com vocês sobre leitura. Direi à vocês que as bibliotecas são importantes. Vou sugerir que ler ficção, que ler por prazer, é uma das coisas mais importantes que alguém pode fazer. Vou fazer um apelo apaixonado para que as pessoas entendam o que as bibliotecas e os bibliotecários são e para que preservem ambos.

E eu sou óbvia e enormemente tendencioso: sou um escritor, muitas vezes um autor de ficção. Escrevo para crianças e adultos. Por cerca de 30 anos tenho ganhado a minha vida através das minhas palavras, principalmente por inventar as coisas e escrevê-las. Obviamente está em meu interesse que as pessoas leiam, que elas leiam ficção, que bibliotecas e bibliotecários existam para nutrir amor pela leitura e lugares onde a leitura possa ocorrer.

Então sou tendencioso como escritor. Mas eu sou muito, muito mais tendencioso como leitor. E sou ainda mais tendencioso enquanto cidadão britânico.

E estou aqui dando essa palestra hoje a noite sob os auspícios da Reading Agency: uma instituição filantrópica cuja missão é dar a todos as mesmas oportunidades na vida, ajudando as pessoas a se tornarem leitores entusiasmados e confiantes. Que apoia programas de alfabetização, bibliotecas e indivíduos e arbitrária e abertamente incentiva o ato da leitura. Porque, eles nos dizem, tudo muda quando lemos.

E é sobre essa mudança e este ato de leitura que quero falar hoje a noite. Eu quero falar sobre o que a leitura faz. O porquê de ela ser boa.

Uma vez eu estava em Nova York e ouvi uma palestra sobre a construção de prisões particulares – uma ampla indústria em crescimento nos Estados Unidos. A indústria de prisões precisa planejar o seu futuro crescimento – quantas celas precisarão? Quantos prisioneiros teremos daqui 15 anos? E eles descobriram que poderiam prever isso muito facilmente, usando um algoritmo bastante simples, baseado em perguntar a porcentagem de crianças entre 10 e 11 anos que não conseguiam ler. E certamente não conseguiam ler por prazer.

Não é um pra um: você não pode dizer que uma sociedade alfabetizada não tenha criminalidade. Mas existem correlações bastante reais.

E eu acho que algumas destas correlações, a mais simples, vem de algo muito simples. Pessoas alfabetizadas leem ficção.

A ficção tem duas utilidades. Primeiramente, é uma droga que é uma porta para leituras. O desejo de saber o que acontece em seguida, de querer virar a página, a necessidade de continuar, mesmo que seja difícil, porque alguém está em perigo e você precisa saber como tudo vai acabar… Este é um desejo muito real. E te força a aprender novos mundos, a pensar novos pensamentos, a continuar. Descobrir que a leitura por si é prazerosa. Uma vez que você aprende isso, você está no caminho para ler de tudo. E a leitura é a chave. Houve um burburinho brevemente há alguns anos atrás sobre a idéia de que estávamos vivendo em um mundo pós-alfabetizado, no qual a habilidade de fazer sentido através de palavras escritas estava de alguma forma redundante, mas esses dias acabaram: as palavras são mais importantes do que jamais foram: nós navegamos o mundo com palavras, e uma vez que o mundo desliza para a web, precisamos seguir, comunicar e compreender o que estamos lendo. As pessoas que não podem entender umas às outras não podem trocar idéias, não podem se comunicar e apenas programas de tradução vão tão longe.

Descobrir que a leitura por si é prazerosa. Uma vez que você aprende isso, você está no caminho para ler de tudo.

A forma mais simples de ter certeza de que educamos crianças alfabetizadas é ensiná-los a ler, e mostrarmos a eles que a leitura é uma atividade prazerosa. E isso significa, na sua forma mais simples, encontrar livros que eles gostem, dar a eles acesso a estes livros e deixar que eles os leiam.

Eu não acho que exista algo como um livro ruim para crianças. Vez e outra se torna moda entre alguns adultos escolher um subconjunto de livros para crianças, um gênero, talvez, ou um autor e declará-los livros ruins, livros que as crianças devem parar de ler. Eu já vi isso acontecer repetidamente; Enid Blyton foi declarado um autor ruim, R. L. Stine também, assim como dúzias de outros. Quadrinhos tem sido acusados de promover o analfabetismo.

É tosco. É arrogante e é burro. Não existem autores ruins para crianças, que as crianças gostem e querem ler e buscar, porque cada criança é diferente. Eles podem encontrar as histórias que precisam, e eles levam a si mesmos nas histórias. Uma ideia banal e desgastada não é banal nem desgastada para eles. Esta é a primeira vez que a criança a encontrou. Não desencoraje uma criança de ler porque você acha que o que eles estão lendo é errado. A ficção que você não gosta é uma rota para outros livros que você pode preferir. E nem todo mundo tem o mesmo gosto que você.

Adultos bem intencionados podem facilmente destruir o amor de uma criança pela leitura: parar de ler pra eles o que eles gostam, ou dar a eles livros ‘chatos mas que valem a pena’ que você gosta, os equivalentes “melhorados” da literatura Vitoriana do século XXI. Você acabará com uma geração convencida de que ler não é legal e pior ainda, desagradável.

Precisamos que nossas crianças entrem na escada da leitura: qualquer coisa que eles gostarem de ler irá movê-las, degrau por degrau, à alfabetização. (Além disso, não faça o que eu fiz quando a minha filha de 11 anos estava gostando de ler R. L. Stine, que foi pegar uma cópia de Carrie do Stephen King e dizer que se você gosta deste, adorará isto! Holly não leu nada além de histórias seguras de colonos em pradarias pelo resto de sua adolescência e até hoje me dá olhares tortos quando o nome de Stephen King é mencionado).

Precisamos que nossas crianças entrem na escada da leitura: qualquer coisa que eles gostarem de ler irá movê-las, degrau por degrau, à alfabetização.

E a segunda coisa que a ficção faz é construir empatia. Quando você assiste TV ou vê um filme, você está olhando para coisas acontecendo a outras pessoas. Ficção de prosa é algo que você constrói a partir de 26 letras e um punhado de sinais de pontuação, e você, você sozinho, usando a sua imaginação, cria um mundo e o povoa e olha através dos olhos de outros. Você sente coisas, visita lugares e mundos que você jamais conheceria de outro modo. Você aprende que qualquer outra pessoa lá fora é um eu, também. Você está sendo outra pessoa e quando você volta ao seu próprio mundo, você estará levemente transformado.

Empatia é uma ferramenta para tornar pessoas em grupos, que nos permite que funcionemos como mais do que indivíduos obcecados consigo mesmos.

Você também está descobrindo algo enquanto lê que é de vital importância para fazer o seu caminho no mundo. E é isto:

O mundo não precisa ser assim. As coisas podem ser diferentes.

Eu estive na China em 2007 na primeira convenção de ficção científica e fantasia aprovada pelo partido na história da China. E em algum momento eu tomei um alto oficial de lado e perguntei a ele “Por que? A ficção científica foi reprovada por tanto tempo. Por que isso mudou?”. É simples, ele me disse. Os chineses eram brilhantes em fazer coisas se outras pessoas trouxessem os planos para eles. Mas eles não inovavam e não inventavam. Eles não imaginavam. Então eles mandaram uma delegação para os Estados Unidos, para a Apple, para a Microsoft, para o Google e perguntaram às pessoas de lá que estavam inventando seu próprio futuro. E descobriram que todos eles leram ficção científica quando eram meninos e meninas. A ficção pode te mostrar um outro mundo. Pode te levar para um lugar que você nunca esteve. E uma vez que você tenha visitado outros mundos, como aqueles que comeram a fruta da fada, você pode nunca mais ficar completamente satisfeito com o mundo no qual você cresceu.

Descontentamento é uma coisa boa: pessoas descontentes podem modificar e melhorar o mundo, deixá-lo melhor, deixá-lo diferente. E enquanto ainda estamos nesse assunto, eu gostaria de dizer algumas palavras sobre escapismo. Eu ouço o termo utilizado por aí como se fosse uma coisa ruim. Como se ficção “escapista” fosse um ópio barato utilizado pelos confusos, pelos tolos e pelos desiludidos e a única ficção que seja válida, para adultos ou crianças é a ficção mimética, espelhando o pior do mundo em que o leitor ou a leitora se encontra.

Descontentamento é uma coisa boa: pessoas descontentes podem modificar e melhorar o mundo, deixá-lo melhor, deixá-lo diferente.

Se você estivesse preso em uma situação impossível, em um lugar desagradável, com pessoas que te quisessem mal e alguém te oferecesse um escape temporário, por que você não ia aceitar isso? E ficção escapista é apenas isso: ficção que abre uma porta, mostra o sol lá fora, te dá um lugar para ir onde você esteja no controle, esteja com pessoas com quem você queira estar (e livros são lugares reais, não se enganem sobre isso); e mais importante, durante o seu escape, livros também podem te dar conhecimento sobre o mundo e o seu predicamento, te dar armas, te dar armaduras: coisas reais que você pode levar de volta para a sua prisão. Habilidades, conhecimento e ferramentas que você pode utilizar para escapar de verdade.

Como J. R. R. Tolkien nos lembrou, as únicas pessoas que fazem injúrias contra o escape são prisioneiros.

Outra forma de destruir o amor de uma criança pela leitura, claro, é se assegurar de que não existam livros de nenhum tipo por perto. E não dar a elas nenhum lugar para que leiam estes livros. Eu tive sorte. Eu tive uma biblioteca local excelente enquanto eu cresci. Eu tive o tipo de pais que podiam ser persuadidos a me deixar na biblioteca no caminho do trabalho deles nas férias de verão, e o tipo de bibliotecários que não se importavam que um menino pequeno e desacompanhado ficasse na biblioteca das crianças todas as manhãs e ficasse mexendo no catálogo de cartões, procurando por livros com fantasmas ou mágica ou foguetes neles, procurando por vampiros ou detetives ou bruxas ou fantasias. E quando eu terminei de ler a biblioteca de crianças eu comecei a de adultos.

Eles eram ótimos bibliotecários. Eles gostavam de livros e eles gostavam dos livros que estavam sendo lidos. Eles me ensinaram como pedir livros das outras bibliotecas em empréstimo inter-bibliotecas. Eles não eram arrogantes em relação a nada que eu lesse. Eles pareciam apenas gostar do fato de existir esse menininho de olhos arregalados que amava ler e conversariam comigo sobre os livros que eu estava lendo, achariam pra mim outros livros em uma série deles, eles me ajudariam. Eles me tratavam como outro leitor – nem mais, nem menos – o que significa que eles me tratavam com respeito. Eu não estava acostumado a ser tratado com respeito aos oito anos de idade.

Mas as bibliotecas tem a ver com liberdade. A liberdade de ler, a liberdade de ideias, a liberdade de comunicação. Elas tem a ver com educação (que não é um processo que termina no dia que deixamos a escola ou a universidade), com entretenimento, tem a ver com criar espaços seguros e com o acesso à informação.

Eu me preocupo que no século XXI as pessoas entendam errado o que são bibliotecas e qual é o propósito delas. Se você perceber uma biblioteca como estantes com livros, pode parecer antiquado e datado em um mundo no qual a maioria, mas não todos, os livros impressos existem digitalmente. Mas pensar assim é errar o ponto fundamentalmente.

Eu acho que tem a ver com a natureza da informação. A informação tem valor, e a informação certa tem um enorme valor. Por toda a história humana, nós vivemos em escassez de informação e ter a informação desejada era sempre importante, e sempre valia alguma coisa: quando plantar sementes, onde achar as coisas, mapas e histórias e estórias – eles eram sempre bons para uma refeição e companhia. Informação era uma coisa valorosa, e aqueles que a tinham ou podiam obtê-la podiam cobrar por este serviço.

Nos últimos anos, nos mudamos de uma economia de escassez da informação para uma dirigida por um excesso de informação. De acordo com o Eric Schmidt do Google, a cada dois dias agora a raça humana cria tanta informação quanto criávamos desde o início da civilização até 2003. Isto é cerca de cinco exobytes de dados por dia, para vocês que mantém a contagem. O desafio se torna não encontrar aquela planta escassa crescendo no deserto, mas encontrar uma planta específica crescendo em uma floresta. Precisaremos de ajuda para navegar nesta informação e achar a coisa que precisamos de verdade.

Bibliotecas são lugares que pessoas vão para obter informação. Livros são apenas a ponta do iceberg da informação: eles estão lá, e bibliotecas podem fornecer livros gratuitamente e legalmente. Crianças estão emprestando livros de bibliotecas hoje mais do que nunca – livros de todos os tipos: de papel e digital e em áudio. Mas as bibliotecas também são, por exemplo, lugares onde pessoas que não tem computadores, que podem não ter conexão à internet, podem ficar online sem pagar nada: o que é imensamente importante quando a forma que você procura empregos, se candidata para entrevistas ou aplica para benefícios está cada vez mais migrando para o ambiente exclusivamente online. Bibliotecários podem ajudar estas pessoas a navegar neste mundo.

Bibliotecas são lugares que pessoas vão para obter informação. Livros são apenas a ponta do iceberg da informação: eles estão lá, e bibliotecas podem fornecer livros gratuitamente e legalmente

Eu não acredito que todos os livros irão ou devam migrar para as telas: como Douglas Adams uma vez me falou, mais de 20 anos antes do Kindle aparecer, um livro físico é como um tubarão. Tubarões são velhos: existiam tubarões nos oceanos antes dos dinossauros. E a razão de ainda existirem tubarões é que tubarões são melhores em serem tubarões do que qualquer outra coisa que exista. Livros físicos são durões, difíceis de destruir, resistentes à banhos, operam a luz do sol, ficam bem na sua mão: eles são bons em serem livros, e sempre existirá um lugar para eles. Eles pertencem às bibliotecas, bem como as bibliotecas já se tornaram lugares que você pode ir para ter acesso à ebooks, e audio-livros e DVDs e conteúdo na web.

Uma biblioteca é um lugar que é um repositório de informação e dá a cada cidadão acesso igualitário a ele. Isso inclui informação sobre saúde. E informação sobre saúde mental. É um espaço comunitário. É um lugar de segurança, um refúgio do mundo. É um lugar com bibliotecários. Como as bibliotecas do futuro serão é algo que deveríamos estar imaginando agora.

Alfabetização é mais importante do que nunca, nesse mundo de mensagens e e-mail, um mundo de informação escrita. Precisamos ler e escrever, precisamos de cidadãos globais que possam ler confortavelmente, compreender o que estão lendo, entender as nuances e se fazer entender.

As bibliotecas realmente são os portais para o futuro. É tão lamentável que, ao redor do mundo, nós observemos autoridades locais apropriarem-se da oportunidade de fechar bibliotecas como uma maneira fácil de poupar dinheiro, sem perceber que eles estão roubando do futuro para serem pagos hoje. Eles estão fechando os portões que deveriam ser abertos.

De acordo com um estudo recente feito pela Organisation for Economic Cooperation and Development, a Ingaterra é o “único país onde o grupo de mais idade tem mais proficiência tanto em alfabetização quanto em capacidade de usar ou entender as técnicas numéricas da matemática do que o grupo mais jovem, depois de outros fatores, tais como gênero, perfis sócioeconômicos e tipo de ocupações levados em consideração”.

Colocando de outro modo, nossas crianças e netos são menos alfabetizados e menos capazes de utilizar técnicas de matemática do que nós. Eles são menos capazes de navegar o mundo, de entendê-lo e de resolver problemas. Eles podem ser mais facilmente enganados e iludidos, serão menos capazes de mudar o mundo em que se encontram, ser menos empregáveis. Todas essas coisas. E como um país, a Inglaterra ficará para trás em relação a outras nações desenvolvidas porque faltará mão de obra especializada.

Livros são a forma com a qual nós nos comunicamos com os mortos. A forma que aprendemos lições com aqueles que não estão mais entre nós, que a humanidade se construiu, progrediu, fez com que o conhecimento fosse incremental ao invés de algo que precise ser reaprendido, de novo e de novo. Existem contos que são mais velhos que alguns países, contos que sobreviveram às culturas e aos prédios nos quais eles foram contados pela primeira vez.

Eu acho que nós temos responsabilidades com o futuro. Responsabilidades e obrigações com as crianças, com os adultos que essas crianças se tornarão, com o mundo que eles habitarão. Todos nós – enquanto leitores, escritores, cidadãos – temos obrigações. Pensei em tentar explicitar algumas dessas obrigações aqui.

Eu acredito que temos uma obrigação de ler por prazer, em lugares públicos e privados. Se lermos por prazer, se outros nos verem lendo, então nós aprendemos, exercitamos nossas imaginações. Mostramos aos outros que ler é uma coisa boa.

Temos a obrigação de apoiar bibliotecas. De usar bibliotecas, de encorajar outras pessoas a utilizarem bibliotecas, de protestar contra o fechamento de bibliotecas. Se você não valoriza bibliotecas então você não valoriza informação ou cultura ou sabedoria. Você está silenciando as vozes do passado e você está prejudicando o futuro.

Temos a obrigação de ler em voz alta para nossas crianças. De ler pra elas coisas que elas gostem. De ler pra elas histórias das quais já estamos cansados. Fazer as vozes, fazer com que seja interessante e não parar de ler pra elas apenas porque elas já aprenderam a ler sozinhas. Use o tempo de leitura em voz alta para um momento de aproximação, como um tempo onde não se fique checando o telefone, quando as distrações do mundo são postas de lado.

Temos a obrigação de usar a linguagem. De nos esforçarmos: descobrir o que as palavras significam e como empregá-las, nos comunicarmos claramente, de dizer o que estamos querendo dizer. Não devemos tentar congelar a linguagem, ou fingir que é uma coisa morta que deve ser reverenciada, mas devemos usá-la como algo vivo, que flui, que empresta palavras, que permite que significados e pronúncias mudem com o tempo.

Nós escritores – e especialmente escritores para crianças, mas todos os escritores – temos uma obrigação com nossos leitores: é a obrigação de escrever coisas verdadeiras, especialmente importantes quando estamos criando contos de pessoas que não existem em lugares que nunca existiram – entender que a verdade não está no que acontece mas no que ela nos diz sobre quem somos. A ficção é a mentira que diz a verdade, afinal. Temos a obrigação de não entediar nossos leitores, mas fazê-los sentir a necessidade de virar as páginas. Uma das melhores curas para um leitor relutante, afinal, é uma estória que eles não são capazes de parar de ler. E enquanto nós precisamos contar a nossos leitores coisas verdadeiras e dar a ele armas e dar a eles armaduras e passar a eles qualquer sabedoria que recolhemos em nossa curta estadia nesse mundo verde, nós temos a obrigação de não pregar, não ensinar, não forçar mensagens e morais pré-digeridas goela abaixo em nossos leitores como pássaros adultos alimentando seus bebês com vermes pré-mastigados; e nós temos a obrigação de nunca, em nenhuma circunstância, escrever nada para crianças que nós mesmos não gostaríamos de ler.

Temos a obrigação de entender e reconhecer que enquanto escritores para crianças nós estamos fazendo um trabalho importante, porque se nós estragarmos isso e escrevermos livros chatos que distanciam as crianças da leitura e de livros, nós estaremos menosprezando o nosso próprio futuro e diminuindo o deles.

Todos nós – adultos e crianças, escritores e leitores – temos a obrigação de sonhar acordado. Temos a obrigação de imaginar. É fácil fingir que ninguém pode mudar coisa alguma, que estamos num mundo no qual a sociedade é enorme e que o indivíduo é menos que nada: um átomo numa parede, um grão de arroz num arrozal. Mas a verdade é que indivíduos mudam o seu próprio mundo de novo e de novo, indivíduos fazem o futuro e eles fazem isso porque imaginam que as coisas podem ser diferentes.

Olhe à sua volta: eu falo sério. Pare por um momento e olhe em volta da sala em que você está. Eu vou dizer algo tão óbvio que a tendência é que seja esquecido. É isto: que tudo o que você vê, incluindo as paredes, foi, em algum momento, imaginado. Alguém decidiu que era mais fácil sentar numa cadeira do que no chão e imaginou a cadeira. Alguém tinha que imaginar uma forma que eu pudesse falar com vocês em Londres agora mesmo sem que todos ficássemos tomando uma chuva. Este quarto e as coisas nele, e todas as outras coisas nesse prédio, esta cidade, existem porque, de novo e de novo e de novo as pessoas imaginaram coisas.

Temos a obrigação de fazer com que as coisas sejam belas. Não de deixar o mundo mais feio do que já encontramos, não de esvaziar os oceanos, não de deixar nossos problemas para a próxima geração. Temos a obrigação de limpar tudo o que sujamos, e não deixar nossas crianças com um mundo que nós desarrumamos, vilipendiamos e aleijamos de forma míope.

Temos a obrigação de dizer aos nossos políticos o que queremos, votar contra políticos ou quaisquer partidos que não compreendem o valor da leitura na criação de cidadãos decentes, que não querem agir para preservar e proteger o conhecimento e encorajar a alfabetização. Esta não é uma questão de partidos políticos. Esta é uma questão de humanidade em comum.

Uma vez perguntaram a Albert Einstein como ele poderia tornar nossas crianças inteligentes. A resposta dele foi simples e sábia.

“Se você quer que crianças sejam inteligentes”, ele disse, “leiam contos de fadas para elas. Se você quer que elas sejam mais inteligentes, leia mais contos de fadas para elas”.

Ele entendeu o valor da leitura e da imaginação. Eu espero que possamos dar às nossas crianças um mundo no qual elas possam ler, e que leiam para elas, e imaginar e compreender.

Fonte original: Neil Gaiman: Por que nosso futuro depende de bibliotecas, de leitura e de sonhar acordado

Destacam o poder da leitura para harmonizar e tornar as pessoas melhores

Sala de leitura. Foto: Divulgação do Programa Nacional de Salas de Leitura (PNSL) da Conaculta, México.

Sala de leitura. Foto: Divulgação do Programa Nacional de Salas de Leitura (PNSL) da Conaculta, México.

Inaugurando a Conferência Nacional de Mediadores de Sala de Leitura, que ocorreu no dia 22 de outubro na cidade de Mérida, Estado de Yucatán, México e contou com a participação de mais de 150 mediadores destas salas a diretora geral de publicações de Conaculta (Conselho Nacional para a Cultura e as Artes), Marina Núñez Bespalova ressaltou que já existem mais de três mil desses espaços em todo o país e alcançou a formação das pessoas, especialmente dos jovens.

Jorge Cortés Ancona, Marina Núñez Bespalova, Hiryna Enríquez Niño (representando os professores) .

Jorge Cortés Ancona, Marina Núñez Bespalova, Hiryna Enríquez Niño (representando os professores) .

As salas de leitura que surgem como um esforço social “são salas frutíferas que estão formando leitores com um nível de amplo e crítico de leitura.

” Acrescentou ainda que “São pessoas que sabem como escolher o que ler e que nos faz felizes e nos dá muita esperança e nos anima, nos dá confiança para continuar com o apoio dos outros.”  – Bespalova

Está comprovado, acrescentou, que as comunidades se deslocar no livro, inclusive têm apoiado a determinados programas de corte social, de harmonia, de pacificação, então é algo que deve ser apoiado por ser uma ferramenta valiosa de divulgação da cultura e a promoção da leitura .

Isso tem dado certo porque tivemos sensibilidade suficiente para encontrar uma maneira de que através da sociedade civil fosse possível disponibilizar livros para as pessoas, porque não podemos esperar que as pessoas leiam se não houver livros. Até mesmo porque

Onde o único lugar de acesso ao livro é uma sala de leitura, mas não falo de poucas. Existem áreas marginais que estão longe dos centros culturais e administrativos, onde há somente uma sala de leitura como espaço de acesso ao livro”. – Bespalova.

Para o chefe do Departamento de Fomento Literário e Promoção Editorial de Sedeculta (Secretaria de Cultura e das Artes), Jorge Cortés Ancona, afirmou que:

O papel que tem essa atividade não é apenas como lazer ou ócio criativo mas também como forma de comunicação e de convivência, pois nem sempre a leitura é um ato solitário já que é uma ação que se pode compartir frutuosamente”. – Ancona

Ancona disse ainda que a leitura é uma ferramenta para a sociedade poder desfrutar de uma convivência justa e pacífica e acredita na possibilidade de torná-lo uma ferramenta de redirecionamento da qualidade de vida de todos os cidadãos, independentemente da idade, etnia, gênero ou condição socioeconômica. Finalizou destacando que o encontro é importante para dar visibilidade ao trabalho feito pelos mediadores, o qual representa o maior ativo disponível para uma sociedade que é o capital humano: os nutridas nosso povo em sua expressão artística, livre nas suas manifestações culturais.

Fontes: 
http://www.informaciondelonuevo.com/2015/10/mediadores-de-salas-de-lectura.html
http://www.informador.com.mx/suplementos/2015/621535/6/destacan-poder-de-la-lectura-para-armonizar-y-hacer-mejores-personas.htm

Campanhas publicitárias que fomentam a leitura – parte II

Depois de Campanhas publicitárias que fomentam a leitura – parte I seguimos agora com outras novidades que merecem destaque.

Salve um livro, leia um livro.

Apelos para salvar os livros, porque todos os dias há mais e distintas ofertas mais elevadas para preencher nosso tempo de lazer. A agência desenvolveu uma campanha de impressão que ganhou o Prêmio Leão de Ouro em Imprensa no Cannes Film Festival. A campanha consiste em três páginas duplas: Moby Dick, Dom Quixote, O Pequeno Príncipe, três dos mais amplamente lido nos livros de história da humanidade.

Agência: Grey

Anunciante: Associação de Editores de Madri

Ano:2013

"Quando você passa tanto tempo na frente de um vídeo game, você mata não só os seus inimigos."

“Quando você passa tanto tempo na frente de um vídeo game, você mata não só os seus inimigos.”

"Quando você gasta tanto tempo jogando no seu celular, nem tudo o que destrói dá pontos".

“Quando você gasta tanto tempo jogando no seu celular, nem tudo o que destrói dá pontos”.

"Se você gasta muitas horas assistido a série mais vista da história, os protagonistas não serão a única coisa que você acaba perdendo".

“Se você gasta muitas horas assistido a série mais vista da história, os protagonistas não serão a única coisa que você acaba perdendo”.

Imagens originais no site da Agência. Disponível em: http://grey.com/spain/work/key/asociacion-editores2013/id/2507/

Um livro pode mudar a história de sua vida

Com essa campanha a agência asiática ilustra como “literalmente” um livro pode mudar sua vida. De que forma determinadas leituras podem possibilitar a mudança de direção em nossas vidas.

Agência: Y&R Beijing

Anunciante: Penguin Books, Inglaterra

Ano:2011

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Imagens originais no site: http://www.arq4design.com/tododesign/change-direction-adv-by-yr-beijing-agency-for-penguin-books/

 


 

Capturada em áudio

Em 2014, a mesma agência Y&R Beijing realizou uma nova campanha, desta vez para promover os audiolivros da Penguin, a campanha intitulada “Capturada em Áudio” que foi premiada na modalidade gráfica do Prêmio Clio Awards. 

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As Aventuras de Sherlock Holmes, capturado em aúdio

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Frankenstein, capturado em aúdio

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Moby Dick, capturado em aúdio

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Alice no País das Maravilhas, capturado em aúdio

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Drácula, capturado em aúdio

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Dia D – A invasão de Normandia, capturado em aúdio

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Dom Quixote de la Mancha, capturado em aúdio

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Contos dos heróis gregos, capturado em aúdio

19 tendências futurísticas em bibliotecas e serviços bibliotecários segundo a ALA

Enquanto leio discursos sobre a importância da leitura do livro e das bibliotecas, sei que por outro lado, no mundo real, há falta de orçamentos e o esquecimento do lugar que deveria ser essencial nas escolas. Mas não é para desanimar, esse futuro não está longe. É hora de reinventar-se!

Pensando nisso a ALA (American Library Association), através de seu Centro para o Futuro das Bibliotecas, está trabalhando para identificar novas tendências relacionadas com as bibliotecas e as comunidades a que servem. Tal medida busca promover técnicas de inovação que favoreçam os bibliotecários e construir parcerias com expertos e inovadores que ajudem as bibliotecas em questões emergentes.

#Organização e Classificação de Tendências

As tendências estão organizadas em sete categorias – Sociedade, Tecnologia, Educação, Meio Ambiente, Política e Governo, Economia e Demografia.

#Quantas oportunidades de futuro restam as bibliotecas?

19 Tendências em bibliotecas segundo ALA

1) Envelhecimento da sociedade

Os adultos podem continuar a trabalhar idades de aposentadoria tradicionais passadas.Para bibliotecas, isso pode significar uma mudança no perfil de seus usuários, especialmente em bibliotecas universitárias, médicas e especiais, e no perfil dos bibliotecários e profissionais de biblioteca. Presume-se  uma demanda por atividades de lazer para preencher o tempo dos adultos mais velhos.

2) Anonimato 

As bibliotecas e os bibliotecários podem preencher uma necessidade crescente de diálogo aberto e informações respeitáveis. Para alguns usuários, o anonimato proporciona oportunidades de discussão mais profunda e revelação pessoal. A mídia social fornece uma plataforma para partilhar informações amplamente com os amigos, familiares e público. No entanto, muitos dos aplicativos mais populares, nomeadamente Facebook, Twitter e Google, liga as comunicações para um perfil individual autenticado e  são rastreáveis.  

3) Impacto coletivo

As bibliotecas e bibliotecários são considerados colaboradores chave em projetos sociais, como a alfabetização. Portanto, devem alinhar-se com grandes organizações ou governo para esse tipo de tema.

4) Aprendizagem conectada

Estimular a exploração e interação com os recursos que para envolvam os estudante sobre benefícios fundamentais  das bibliotecas. Os estudantes poderão lograr melhores resultados quando se sentem apoiados e reforçados em outros cenários que não seja simplesmente a sala de aula e a escola.

5) Dados em todas as partes

As bibliotecas podem encontrar oportunidades de utilizar os dados para seus próprios fins ou para compartilhar com empresas, governos ou outras organizações ainda que este cenário possam trazer problemas com a privacidade dos usuários.  De igual maneira, se utilizados com inteligência, poderão ser utilizados para desenvolver, criar e promover conteúdo.  

6) Nativos digitais

 As bibliotecas e bibliotecários devem estar preparados para adaptar serviços e programas segundo as necessidades desta tipologia de usuários.  

7) Drones

Poderiam ajudar  para melhorar o acesso a Internet em zonas desatendidas, melhorar esforços de divulgação , entrega de recursos e ainda conectar pessoas por vídeo. Também são muito questionados pelos temas que envolvem a privacidade e há alguns problemas na segurança. 

8) Os “jovens adultos

As bibliotecas e  bibliotecários também tem que olhar com atenção a esse grupo de usuários que saem da adolescência mas que não necessariamente tem que ser considerado já como adultos.  

9) “Fast casual

É igual aos serviços de comida rápida, as bibliotecas devem aproveitar esse nicho para criar espaços mais ativos e sociais, mais que decoração (que pode ser um plus), é interessante desenvolver serviços que criem boas experiências e que faça ter um sentido de pertinência que toda organização busca (ou deveria buscar).

10) Aprendizagem agregada

Ofertar serviços extras a estudantes através de recursos na própria biblioteca. Recursos como oficinas, conversas informativas,  sessões de ensino, videoconferências, vídeos, etc. 

11) Gamificação

As bibliotecas, como espaços reconhecidos de aprendizagem, podem impulsar o acesso a informação por meio da aprendizagem e o descobrimento através de pequenos jogos ou instruções a fim de motivar os usuários. Estimular aprendizagem e descoberta promovida por jogos. Utilizar a biblioteca como espaço de reunião, ajudando a melhorar as habilidades sociais dos jogadores, incentivar a jogar juntos em pequenos ou grandes grupos. E principalmente: construir consciência, fazer perguntas, e processar o que está sendo aprendido através da brincadeira.

12) Internet das coisas

Os dados coletados podem ser utilizados por investigadores para identificar tendências ou padrões na sociedade de que não seria possível de outro modo.

13) Movimento maker: faça você mesmo

As bibliotecas proporcionam acesso a materiais criados por outros, agora é a hora de adotar novas funcionalidades proporcionando às comunidades a oportunidade de criar conteúdos na própria biblioteca e que poderão ser inseridas na coleção.

14) Mudança de privacidade 

Os usuários das bibliotecas necessitarão ajuda a respeito dos temas de sua privacidade pessoal de sua privacidade pessoal. O ideal é encontrar um ponto médio entre compartilhar informação e conservar a privacidade.  

15) Resilência

As bibliotecas podem ter que adaptar suas instalações, serviços e programas para demonstrar uma estratégia flexível. Sobretudo, os profissionais podem ser sócios ideais em apoiar as pessoas a adotarem práticas flexíveis em suas comunidades. 

16) Robôs

A crescente introdução a robôs nos postos de trabalho faz que haja um deslocamento nos postos laborais das pessoas. As bibliotecas devem ter um papel importante no desenvolvimento de novas habilidades para esse tipo de trabalhadores e melhorar as habilidades para que os trabalhadores possam fazer a transição a novas funções e assumir outras responsabilidades em ambientes onde os robôs assumem uma parte significativa do fluxo de trabalho. 

17) Economia compartilhada ou colaborativa

As bibliotecas tem que seguir sendo líderes em por a disposição de seus usuários recursos e espaços livres. Necessitam mudar e se adaptar para manter a satisfação de seus usuários.  Podem ter a oportunidade de se alinhar com o intercambio de serviços que promovam o bem social.

18) Desconexão

As bibliotecas tem que seguir sendo espaços para seus usuários. Buscar tranquilidade, desconexão, concentração e reflexão de alguns usuários.  Portanto, pensar em espaços múltiplos e para fins diversos, mas não esquecer dos típicos usuários que precisam de silêncio ou mesmo os que queiram “zonas livres de dispositivo” para realizar uma  desintoxicação digital.

19) Urbanização

As bibliotecas das grandes cidades tem que estar preparadas para assumir um papel importante no desenvolvimento econômico e para enfrentar desafios de aumento de demanda por qualquer razão, podendo ser uma delas, o desemprego da população. É importante adaptar-se as necessidades da cidade.

Fonte original:
Trends“, American Library Association, Agosto 8, 2014.
http://www.ala.org/transforminglibraries/future/trends (Acesso em: 5 de Maio, 2015)

Campanha de incentivo a leitura #50mais1

50mais1, Campanha de incentivo a leitura da FazINOVA Brasil

Assista ao vídeo da campanha e espalhe a leitura pelo Brasil. 

A FazINOVA acredita no poder dos livros de mudar vidas. E por isso resolvemos juntar todas as nossas forças, através dos inúmeros Embaixadores que temos pelo Brasil, para disseminar o hábito da leitura com a campanha “50mais1”.

Mais uma vez surpreendido e encantado com o trabalho de Bel Pesce, sim, ela mesma, a escritora do famoso livro A menina do vale. Uma jovem empreendedora brasileira que está sempre buscando estimular outros jovens a “fazer acontecer”, empreender e desenvolver habilidades e competências de modo responsável. É importante ressaltar o compromisso com o social porque a missão da empresa é muito clara e acredita que nosso país é o resultado da soma das ações de todos nós.

No Brasil, metade da população tem o hábito de ler. Cinquenta mais um desafia você, leitor, a compartilhar esse hábito emprestando um livro que você gosta para um amigo, e assim, trazendo cada vez mais pessoas para esse universo da leitura.

#Para participar é simples:

  • Tire uma foto com o livro que será compartilhado.
  • Diga qual amigo vai receber o livro.
  • Poste nas redes sociais com a #50mais1 indicando mais 3 amigos para continuar a corrente.

Para facilitar a postagem, a FazINOVA montou esse texto que pode ser copiado e compartilhado:

Fui desafiado a compartilhar um livro e incentivar a leitura no Brasil com a campanha #50mais1.
Um livro que me ensinou muita coisa foi “nome do livro” e eu vou emprestá-lo para a “nome do amigo” E desafiar meus amigos “amigo1”, “amigo2” e “amigo3” a também compartilhar um livro e desafiar outras pessoas.

Campanhas publicitárias que fomentam a leitura – parte I

Estive realizando um 5S nos meus arquivos e observando umas coisas legais da minha rápida passagem pelo Curso de Produção Publicitária. Tive um insight e iniciei um levantamento na internet sobre campanhas publicitárias que abordam a temática da leitura. Me deparei com excelentes materiais e então vou desdobrar em vários posts. Para começar, selecionei algumas peças que foram lançadas por uma Livraria em Israel, chamada Steimatzky Bookstore.

Agência: ACW Grey Tel-Aviv, Israel

Ler estimula a tua imaginação

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Lançada em junho de 2014 pela Associação de Editores de Madri, com o tema “Ler estimula tua imaginação”. A mensagem é bem clara, reforçando a leitura como fomento a criatividade, dessa forma podemos despertar os “Sherlocks” ou “‘Cyranos” existentes dentro de nós.


Seu livro, seu elenco

Campanha de 2013. Entendi que se refere a liberdade individual de imaginar e construir o personagem como quiser. É interessante notar que combina a ideia de cinema e literatura: Drácula, Chapeuzinho Vermelho, Dom Quixote, Sherlock Holmes.

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Um bom livro sempre te fará companhia

Apresenta uma proposta criativa bem executada. Estas peças me chamaram a atenção, sobretudo porque remete a leituras noturnas, quando estás num momento relaxado lendo um grande livro e as vezes pode acontecer que você se sente parte da história. Combina elementos de fotografia, iluminação e espaço, dessa forma consegue vender a ideia de entrar em um novo mundo através da leitura.

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Leia mais!

Publicado em 2008. Simples e funcional. A leitura amplia a sua mente e do conhecimento e pode proporcionar horas de diversão. Mas em um mundo onde a mídia digital tem tomado, como você levar as pessoas a ler mais livros? A resposta é você alertar o público para as consequências seu comportamento possa ter.

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 Conhece alguma campanha interessante, comente. Quem sabe podemos construir juntos os próximos posts?