Por que nosso futuro depende de bibliotecas, de leitura e de sonhar acordado

Uma palestra que explica porque usar nossa imaginação e providenciar para que outros utilizem as suas, é uma obrigação de todos os cidadãos publicado no The Guardian, em 15/10/2013. É uma versão editada da palestra do Neil Gaiman para a Reading Agency, realizada dia 14 de outubro de 2013 (segunda-feira) no Barbican em Londres. A série anual de palestras da Reading Agency começou em 2012 como uma plataforma para que escritores e pensadores compartilhassem ideias originais e desafiadoras sobre a leitura e as bibliotecas.

É importante para as pessoas dizerem de que lado estão e porque, e se elas podem ou não ser tendenciosas. Um tipo de declaração de interesse dos membros. Então eu estarei conversando com vocês sobre leitura. Direi à vocês que as bibliotecas são importantes. Vou sugerir que ler ficção, que ler por prazer, é uma das coisas mais importantes que alguém pode fazer. Vou fazer um apelo apaixonado para que as pessoas entendam o que as bibliotecas e os bibliotecários são e para que preservem ambos.

E eu sou óbvia e enormemente tendencioso: sou um escritor, muitas vezes um autor de ficção. Escrevo para crianças e adultos. Por cerca de 30 anos tenho ganhado a minha vida através das minhas palavras, principalmente por inventar as coisas e escrevê-las. Obviamente está em meu interesse que as pessoas leiam, que elas leiam ficção, que bibliotecas e bibliotecários existam para nutrir amor pela leitura e lugares onde a leitura possa ocorrer.

Então sou tendencioso como escritor. Mas eu sou muito, muito mais tendencioso como leitor. E sou ainda mais tendencioso enquanto cidadão britânico.

E estou aqui dando essa palestra hoje a noite sob os auspícios da Reading Agency: uma instituição filantrópica cuja missão é dar a todos as mesmas oportunidades na vida, ajudando as pessoas a se tornarem leitores entusiasmados e confiantes. Que apoia programas de alfabetização, bibliotecas e indivíduos e arbitrária e abertamente incentiva o ato da leitura. Porque, eles nos dizem, tudo muda quando lemos.

E é sobre essa mudança e este ato de leitura que quero falar hoje a noite. Eu quero falar sobre o que a leitura faz. O porquê de ela ser boa.

Uma vez eu estava em Nova York e ouvi uma palestra sobre a construção de prisões particulares – uma ampla indústria em crescimento nos Estados Unidos. A indústria de prisões precisa planejar o seu futuro crescimento – quantas celas precisarão? Quantos prisioneiros teremos daqui 15 anos? E eles descobriram que poderiam prever isso muito facilmente, usando um algoritmo bastante simples, baseado em perguntar a porcentagem de crianças entre 10 e 11 anos que não conseguiam ler. E certamente não conseguiam ler por prazer.

Não é um pra um: você não pode dizer que uma sociedade alfabetizada não tenha criminalidade. Mas existem correlações bastante reais.

E eu acho que algumas destas correlações, a mais simples, vem de algo muito simples. Pessoas alfabetizadas leem ficção.

A ficção tem duas utilidades. Primeiramente, é uma droga que é uma porta para leituras. O desejo de saber o que acontece em seguida, de querer virar a página, a necessidade de continuar, mesmo que seja difícil, porque alguém está em perigo e você precisa saber como tudo vai acabar… Este é um desejo muito real. E te força a aprender novos mundos, a pensar novos pensamentos, a continuar. Descobrir que a leitura por si é prazerosa. Uma vez que você aprende isso, você está no caminho para ler de tudo. E a leitura é a chave. Houve um burburinho brevemente há alguns anos atrás sobre a idéia de que estávamos vivendo em um mundo pós-alfabetizado, no qual a habilidade de fazer sentido através de palavras escritas estava de alguma forma redundante, mas esses dias acabaram: as palavras são mais importantes do que jamais foram: nós navegamos o mundo com palavras, e uma vez que o mundo desliza para a web, precisamos seguir, comunicar e compreender o que estamos lendo. As pessoas que não podem entender umas às outras não podem trocar idéias, não podem se comunicar e apenas programas de tradução vão tão longe.

Descobrir que a leitura por si é prazerosa. Uma vez que você aprende isso, você está no caminho para ler de tudo.

A forma mais simples de ter certeza de que educamos crianças alfabetizadas é ensiná-los a ler, e mostrarmos a eles que a leitura é uma atividade prazerosa. E isso significa, na sua forma mais simples, encontrar livros que eles gostem, dar a eles acesso a estes livros e deixar que eles os leiam.

Eu não acho que exista algo como um livro ruim para crianças. Vez e outra se torna moda entre alguns adultos escolher um subconjunto de livros para crianças, um gênero, talvez, ou um autor e declará-los livros ruins, livros que as crianças devem parar de ler. Eu já vi isso acontecer repetidamente; Enid Blyton foi declarado um autor ruim, R. L. Stine também, assim como dúzias de outros. Quadrinhos tem sido acusados de promover o analfabetismo.

É tosco. É arrogante e é burro. Não existem autores ruins para crianças, que as crianças gostem e querem ler e buscar, porque cada criança é diferente. Eles podem encontrar as histórias que precisam, e eles levam a si mesmos nas histórias. Uma ideia banal e desgastada não é banal nem desgastada para eles. Esta é a primeira vez que a criança a encontrou. Não desencoraje uma criança de ler porque você acha que o que eles estão lendo é errado. A ficção que você não gosta é uma rota para outros livros que você pode preferir. E nem todo mundo tem o mesmo gosto que você.

Adultos bem intencionados podem facilmente destruir o amor de uma criança pela leitura: parar de ler pra eles o que eles gostam, ou dar a eles livros ‘chatos mas que valem a pena’ que você gosta, os equivalentes “melhorados” da literatura Vitoriana do século XXI. Você acabará com uma geração convencida de que ler não é legal e pior ainda, desagradável.

Precisamos que nossas crianças entrem na escada da leitura: qualquer coisa que eles gostarem de ler irá movê-las, degrau por degrau, à alfabetização. (Além disso, não faça o que eu fiz quando a minha filha de 11 anos estava gostando de ler R. L. Stine, que foi pegar uma cópia de Carrie do Stephen King e dizer que se você gosta deste, adorará isto! Holly não leu nada além de histórias seguras de colonos em pradarias pelo resto de sua adolescência e até hoje me dá olhares tortos quando o nome de Stephen King é mencionado).

Precisamos que nossas crianças entrem na escada da leitura: qualquer coisa que eles gostarem de ler irá movê-las, degrau por degrau, à alfabetização.

E a segunda coisa que a ficção faz é construir empatia. Quando você assiste TV ou vê um filme, você está olhando para coisas acontecendo a outras pessoas. Ficção de prosa é algo que você constrói a partir de 26 letras e um punhado de sinais de pontuação, e você, você sozinho, usando a sua imaginação, cria um mundo e o povoa e olha através dos olhos de outros. Você sente coisas, visita lugares e mundos que você jamais conheceria de outro modo. Você aprende que qualquer outra pessoa lá fora é um eu, também. Você está sendo outra pessoa e quando você volta ao seu próprio mundo, você estará levemente transformado.

Empatia é uma ferramenta para tornar pessoas em grupos, que nos permite que funcionemos como mais do que indivíduos obcecados consigo mesmos.

Você também está descobrindo algo enquanto lê que é de vital importância para fazer o seu caminho no mundo. E é isto:

O mundo não precisa ser assim. As coisas podem ser diferentes.

Eu estive na China em 2007 na primeira convenção de ficção científica e fantasia aprovada pelo partido na história da China. E em algum momento eu tomei um alto oficial de lado e perguntei a ele “Por que? A ficção científica foi reprovada por tanto tempo. Por que isso mudou?”. É simples, ele me disse. Os chineses eram brilhantes em fazer coisas se outras pessoas trouxessem os planos para eles. Mas eles não inovavam e não inventavam. Eles não imaginavam. Então eles mandaram uma delegação para os Estados Unidos, para a Apple, para a Microsoft, para o Google e perguntaram às pessoas de lá que estavam inventando seu próprio futuro. E descobriram que todos eles leram ficção científica quando eram meninos e meninas. A ficção pode te mostrar um outro mundo. Pode te levar para um lugar que você nunca esteve. E uma vez que você tenha visitado outros mundos, como aqueles que comeram a fruta da fada, você pode nunca mais ficar completamente satisfeito com o mundo no qual você cresceu.

Descontentamento é uma coisa boa: pessoas descontentes podem modificar e melhorar o mundo, deixá-lo melhor, deixá-lo diferente. E enquanto ainda estamos nesse assunto, eu gostaria de dizer algumas palavras sobre escapismo. Eu ouço o termo utilizado por aí como se fosse uma coisa ruim. Como se ficção “escapista” fosse um ópio barato utilizado pelos confusos, pelos tolos e pelos desiludidos e a única ficção que seja válida, para adultos ou crianças é a ficção mimética, espelhando o pior do mundo em que o leitor ou a leitora se encontra.

Descontentamento é uma coisa boa: pessoas descontentes podem modificar e melhorar o mundo, deixá-lo melhor, deixá-lo diferente.

Se você estivesse preso em uma situação impossível, em um lugar desagradável, com pessoas que te quisessem mal e alguém te oferecesse um escape temporário, por que você não ia aceitar isso? E ficção escapista é apenas isso: ficção que abre uma porta, mostra o sol lá fora, te dá um lugar para ir onde você esteja no controle, esteja com pessoas com quem você queira estar (e livros são lugares reais, não se enganem sobre isso); e mais importante, durante o seu escape, livros também podem te dar conhecimento sobre o mundo e o seu predicamento, te dar armas, te dar armaduras: coisas reais que você pode levar de volta para a sua prisão. Habilidades, conhecimento e ferramentas que você pode utilizar para escapar de verdade.

Como J. R. R. Tolkien nos lembrou, as únicas pessoas que fazem injúrias contra o escape são prisioneiros.

Outra forma de destruir o amor de uma criança pela leitura, claro, é se assegurar de que não existam livros de nenhum tipo por perto. E não dar a elas nenhum lugar para que leiam estes livros. Eu tive sorte. Eu tive uma biblioteca local excelente enquanto eu cresci. Eu tive o tipo de pais que podiam ser persuadidos a me deixar na biblioteca no caminho do trabalho deles nas férias de verão, e o tipo de bibliotecários que não se importavam que um menino pequeno e desacompanhado ficasse na biblioteca das crianças todas as manhãs e ficasse mexendo no catálogo de cartões, procurando por livros com fantasmas ou mágica ou foguetes neles, procurando por vampiros ou detetives ou bruxas ou fantasias. E quando eu terminei de ler a biblioteca de crianças eu comecei a de adultos.

Eles eram ótimos bibliotecários. Eles gostavam de livros e eles gostavam dos livros que estavam sendo lidos. Eles me ensinaram como pedir livros das outras bibliotecas em empréstimo inter-bibliotecas. Eles não eram arrogantes em relação a nada que eu lesse. Eles pareciam apenas gostar do fato de existir esse menininho de olhos arregalados que amava ler e conversariam comigo sobre os livros que eu estava lendo, achariam pra mim outros livros em uma série deles, eles me ajudariam. Eles me tratavam como outro leitor – nem mais, nem menos – o que significa que eles me tratavam com respeito. Eu não estava acostumado a ser tratado com respeito aos oito anos de idade.

Mas as bibliotecas tem a ver com liberdade. A liberdade de ler, a liberdade de ideias, a liberdade de comunicação. Elas tem a ver com educação (que não é um processo que termina no dia que deixamos a escola ou a universidade), com entretenimento, tem a ver com criar espaços seguros e com o acesso à informação.

Eu me preocupo que no século XXI as pessoas entendam errado o que são bibliotecas e qual é o propósito delas. Se você perceber uma biblioteca como estantes com livros, pode parecer antiquado e datado em um mundo no qual a maioria, mas não todos, os livros impressos existem digitalmente. Mas pensar assim é errar o ponto fundamentalmente.

Eu acho que tem a ver com a natureza da informação. A informação tem valor, e a informação certa tem um enorme valor. Por toda a história humana, nós vivemos em escassez de informação e ter a informação desejada era sempre importante, e sempre valia alguma coisa: quando plantar sementes, onde achar as coisas, mapas e histórias e estórias – eles eram sempre bons para uma refeição e companhia. Informação era uma coisa valorosa, e aqueles que a tinham ou podiam obtê-la podiam cobrar por este serviço.

Nos últimos anos, nos mudamos de uma economia de escassez da informação para uma dirigida por um excesso de informação. De acordo com o Eric Schmidt do Google, a cada dois dias agora a raça humana cria tanta informação quanto criávamos desde o início da civilização até 2003. Isto é cerca de cinco exobytes de dados por dia, para vocês que mantém a contagem. O desafio se torna não encontrar aquela planta escassa crescendo no deserto, mas encontrar uma planta específica crescendo em uma floresta. Precisaremos de ajuda para navegar nesta informação e achar a coisa que precisamos de verdade.

Bibliotecas são lugares que pessoas vão para obter informação. Livros são apenas a ponta do iceberg da informação: eles estão lá, e bibliotecas podem fornecer livros gratuitamente e legalmente. Crianças estão emprestando livros de bibliotecas hoje mais do que nunca – livros de todos os tipos: de papel e digital e em áudio. Mas as bibliotecas também são, por exemplo, lugares onde pessoas que não tem computadores, que podem não ter conexão à internet, podem ficar online sem pagar nada: o que é imensamente importante quando a forma que você procura empregos, se candidata para entrevistas ou aplica para benefícios está cada vez mais migrando para o ambiente exclusivamente online. Bibliotecários podem ajudar estas pessoas a navegar neste mundo.

Bibliotecas são lugares que pessoas vão para obter informação. Livros são apenas a ponta do iceberg da informação: eles estão lá, e bibliotecas podem fornecer livros gratuitamente e legalmente

Eu não acredito que todos os livros irão ou devam migrar para as telas: como Douglas Adams uma vez me falou, mais de 20 anos antes do Kindle aparecer, um livro físico é como um tubarão. Tubarões são velhos: existiam tubarões nos oceanos antes dos dinossauros. E a razão de ainda existirem tubarões é que tubarões são melhores em serem tubarões do que qualquer outra coisa que exista. Livros físicos são durões, difíceis de destruir, resistentes à banhos, operam a luz do sol, ficam bem na sua mão: eles são bons em serem livros, e sempre existirá um lugar para eles. Eles pertencem às bibliotecas, bem como as bibliotecas já se tornaram lugares que você pode ir para ter acesso à ebooks, e audio-livros e DVDs e conteúdo na web.

Uma biblioteca é um lugar que é um repositório de informação e dá a cada cidadão acesso igualitário a ele. Isso inclui informação sobre saúde. E informação sobre saúde mental. É um espaço comunitário. É um lugar de segurança, um refúgio do mundo. É um lugar com bibliotecários. Como as bibliotecas do futuro serão é algo que deveríamos estar imaginando agora.

Alfabetização é mais importante do que nunca, nesse mundo de mensagens e e-mail, um mundo de informação escrita. Precisamos ler e escrever, precisamos de cidadãos globais que possam ler confortavelmente, compreender o que estão lendo, entender as nuances e se fazer entender.

As bibliotecas realmente são os portais para o futuro. É tão lamentável que, ao redor do mundo, nós observemos autoridades locais apropriarem-se da oportunidade de fechar bibliotecas como uma maneira fácil de poupar dinheiro, sem perceber que eles estão roubando do futuro para serem pagos hoje. Eles estão fechando os portões que deveriam ser abertos.

De acordo com um estudo recente feito pela Organisation for Economic Cooperation and Development, a Ingaterra é o “único país onde o grupo de mais idade tem mais proficiência tanto em alfabetização quanto em capacidade de usar ou entender as técnicas numéricas da matemática do que o grupo mais jovem, depois de outros fatores, tais como gênero, perfis sócioeconômicos e tipo de ocupações levados em consideração”.

Colocando de outro modo, nossas crianças e netos são menos alfabetizados e menos capazes de utilizar técnicas de matemática do que nós. Eles são menos capazes de navegar o mundo, de entendê-lo e de resolver problemas. Eles podem ser mais facilmente enganados e iludidos, serão menos capazes de mudar o mundo em que se encontram, ser menos empregáveis. Todas essas coisas. E como um país, a Inglaterra ficará para trás em relação a outras nações desenvolvidas porque faltará mão de obra especializada.

Livros são a forma com a qual nós nos comunicamos com os mortos. A forma que aprendemos lições com aqueles que não estão mais entre nós, que a humanidade se construiu, progrediu, fez com que o conhecimento fosse incremental ao invés de algo que precise ser reaprendido, de novo e de novo. Existem contos que são mais velhos que alguns países, contos que sobreviveram às culturas e aos prédios nos quais eles foram contados pela primeira vez.

Eu acho que nós temos responsabilidades com o futuro. Responsabilidades e obrigações com as crianças, com os adultos que essas crianças se tornarão, com o mundo que eles habitarão. Todos nós – enquanto leitores, escritores, cidadãos – temos obrigações. Pensei em tentar explicitar algumas dessas obrigações aqui.

Eu acredito que temos uma obrigação de ler por prazer, em lugares públicos e privados. Se lermos por prazer, se outros nos verem lendo, então nós aprendemos, exercitamos nossas imaginações. Mostramos aos outros que ler é uma coisa boa.

Temos a obrigação de apoiar bibliotecas. De usar bibliotecas, de encorajar outras pessoas a utilizarem bibliotecas, de protestar contra o fechamento de bibliotecas. Se você não valoriza bibliotecas então você não valoriza informação ou cultura ou sabedoria. Você está silenciando as vozes do passado e você está prejudicando o futuro.

Temos a obrigação de ler em voz alta para nossas crianças. De ler pra elas coisas que elas gostem. De ler pra elas histórias das quais já estamos cansados. Fazer as vozes, fazer com que seja interessante e não parar de ler pra elas apenas porque elas já aprenderam a ler sozinhas. Use o tempo de leitura em voz alta para um momento de aproximação, como um tempo onde não se fique checando o telefone, quando as distrações do mundo são postas de lado.

Temos a obrigação de usar a linguagem. De nos esforçarmos: descobrir o que as palavras significam e como empregá-las, nos comunicarmos claramente, de dizer o que estamos querendo dizer. Não devemos tentar congelar a linguagem, ou fingir que é uma coisa morta que deve ser reverenciada, mas devemos usá-la como algo vivo, que flui, que empresta palavras, que permite que significados e pronúncias mudem com o tempo.

Nós escritores – e especialmente escritores para crianças, mas todos os escritores – temos uma obrigação com nossos leitores: é a obrigação de escrever coisas verdadeiras, especialmente importantes quando estamos criando contos de pessoas que não existem em lugares que nunca existiram – entender que a verdade não está no que acontece mas no que ela nos diz sobre quem somos. A ficção é a mentira que diz a verdade, afinal. Temos a obrigação de não entediar nossos leitores, mas fazê-los sentir a necessidade de virar as páginas. Uma das melhores curas para um leitor relutante, afinal, é uma estória que eles não são capazes de parar de ler. E enquanto nós precisamos contar a nossos leitores coisas verdadeiras e dar a ele armas e dar a eles armaduras e passar a eles qualquer sabedoria que recolhemos em nossa curta estadia nesse mundo verde, nós temos a obrigação de não pregar, não ensinar, não forçar mensagens e morais pré-digeridas goela abaixo em nossos leitores como pássaros adultos alimentando seus bebês com vermes pré-mastigados; e nós temos a obrigação de nunca, em nenhuma circunstância, escrever nada para crianças que nós mesmos não gostaríamos de ler.

Temos a obrigação de entender e reconhecer que enquanto escritores para crianças nós estamos fazendo um trabalho importante, porque se nós estragarmos isso e escrevermos livros chatos que distanciam as crianças da leitura e de livros, nós estaremos menosprezando o nosso próprio futuro e diminuindo o deles.

Todos nós – adultos e crianças, escritores e leitores – temos a obrigação de sonhar acordado. Temos a obrigação de imaginar. É fácil fingir que ninguém pode mudar coisa alguma, que estamos num mundo no qual a sociedade é enorme e que o indivíduo é menos que nada: um átomo numa parede, um grão de arroz num arrozal. Mas a verdade é que indivíduos mudam o seu próprio mundo de novo e de novo, indivíduos fazem o futuro e eles fazem isso porque imaginam que as coisas podem ser diferentes.

Olhe à sua volta: eu falo sério. Pare por um momento e olhe em volta da sala em que você está. Eu vou dizer algo tão óbvio que a tendência é que seja esquecido. É isto: que tudo o que você vê, incluindo as paredes, foi, em algum momento, imaginado. Alguém decidiu que era mais fácil sentar numa cadeira do que no chão e imaginou a cadeira. Alguém tinha que imaginar uma forma que eu pudesse falar com vocês em Londres agora mesmo sem que todos ficássemos tomando uma chuva. Este quarto e as coisas nele, e todas as outras coisas nesse prédio, esta cidade, existem porque, de novo e de novo e de novo as pessoas imaginaram coisas.

Temos a obrigação de fazer com que as coisas sejam belas. Não de deixar o mundo mais feio do que já encontramos, não de esvaziar os oceanos, não de deixar nossos problemas para a próxima geração. Temos a obrigação de limpar tudo o que sujamos, e não deixar nossas crianças com um mundo que nós desarrumamos, vilipendiamos e aleijamos de forma míope.

Temos a obrigação de dizer aos nossos políticos o que queremos, votar contra políticos ou quaisquer partidos que não compreendem o valor da leitura na criação de cidadãos decentes, que não querem agir para preservar e proteger o conhecimento e encorajar a alfabetização. Esta não é uma questão de partidos políticos. Esta é uma questão de humanidade em comum.

Uma vez perguntaram a Albert Einstein como ele poderia tornar nossas crianças inteligentes. A resposta dele foi simples e sábia.

“Se você quer que crianças sejam inteligentes”, ele disse, “leiam contos de fadas para elas. Se você quer que elas sejam mais inteligentes, leia mais contos de fadas para elas”.

Ele entendeu o valor da leitura e da imaginação. Eu espero que possamos dar às nossas crianças um mundo no qual elas possam ler, e que leiam para elas, e imaginar e compreender.

Fonte original: Neil Gaiman: Por que nosso futuro depende de bibliotecas, de leitura e de sonhar acordado

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20 cartazes vintage sobre livros e bibliotecas

cartazes vintage de bibliotecas

Uma coleção de cartazes sobre livros e bibliotecas vintage que vão desde o final do século 19 até a década de 50 do século 20. Pensadas para incentivar o hábito da leitura e a visita desses espaços.

Os cartazes foram projetados na maioria dos casos na primeira metade do século 20. Você verá exemplos não só dos EUA, mas também da Holanda e da Polônia.

Fonte original e que permite fazer o download dos cartazes: 20 vintage posters about books and libraries

As bibliotecas humanas onde se consultam pessoas em vez de livros

biblioteca humana

Biblioteca humana: pessoas reais, conversas reais.

É certo que nos últimos anos as bibliotecas vem apresentando mudanças significantes e isso não  se evidencia apenas com a tendência no desaparecimento dos catálogos em fichas impressas. O entendimento de biblioteca como um lugar cheio de livros onde pode acessar a informação está obsoleto e insisto em afirmar, o conceito de biblioteca que encontramos nos dicionários já não mais se aplicam por não ser suficiente.

Em postagens anteriores já falei da diversidade de coleções e coisas que podem ser encontradas no espaço de bibliotecas, como o  empréstimo de ferramentas de trabalho e de utensílios de cozinha.

O surgimento da ideia

biblioteca humana é uma experiência que iniciou com a ONG por jovens idealistas, denominada de “Stop the Violence” na  cidade dinamarquesa de Copenhaguem no ano 2000, dentro do Festival Roskilde ‒um dos  maiores festivais de verão na Europa. E desde esse primeiro momento a ideia já tinha o foco na anti-violência, encorajar o diálogo e ajudar a construir relações positivas  de tolerância e compreensão entre os visitantes do festival.

Naquele momento havia na Dinamarca uma grande concentração de pessoas de diferentes culturas, religiões, raças e então a população daquela região tinha um sentimento de invasão.

Em oposição a esta crença, deu-se forma à biblioteca humana, uma plataforma para promover o diálogo entre as pessoas que normalmente nunca falam, possibilitando, de certo modo o questionamento aos preconceitos e estereótipos, e contribuindo para o reforço da coesão social.

Atualmente a biblioteca funciona como projetos e permite que algumas ONGs ou pessoas utilizem a marca para realização de eventos com o nome Library Human em diferentes partes do mundo.

A coleção da biblioteca

Os  materiais consultivos porque não há como comparar aos livros numa Biblioteca Humana são pessoas reais, voluntárias, capazes de comunicar a sua realidade pessoal. A modo ilustrativo, é possível estabelecer contato com pessoas que foram vítimas de discriminação ou exclusão social e que estão disponíveis para se encontrar, num ambiente aberto, acolhedor e seguro, com um ou mais “leitores” interessados.

livros da biblioeca humana

No catálogo da própria biblioteca é possível identificar algumas “Pessoas informantes” denominados “Livros” pela instituição. Entre eles temos:

  • Transtorno bipolar
  • Vivendo com HIV
  • Refugiados
  • Mães solteiras
  • Abuso sexual
  • Naturistas
  • Relações poliamor
  • Surdos
  • Cegos
  • Desemprego
  • Lesão cerebral
  • Transtorno de estresse pós-traumático em soldados
  • Déficit de atenção / hiperatividade (TDAH/DDA)
  • Modificação extrema no corpo
  • Sem teto
  • Conversão religiosa

Metodologia da consulta

  • É um método planejado para promover o diálogo, reduzir preconceitos e estimular a compreensão.
  • Os encontros são uma oportunidade para a aprendizagem, tendo um papel importante na sensibilização sobre a importância dos direitos humanos para o bem-estar pessoal de todos.
  • Após escolher um tópico sobre o qual querem escutar, os “leitores” pegam no seu cartão de biblioteca e são conduzidos a uma área de discussão, onde conhecem os seus “livros”.
  • É riqueza está na possibilidade de questionar, tirar dúvidas: tornando a experiência engrandecedor para ambas as partes.

 

Bibliotecas em contextos indígenas

Educação indígena

Fotografia de Silvino Santos . Manaus: [1925].

De acordo com os dados mais recentes, existem no Brasil, 206 etnias distintas, cujo contingente populacional é constituído de aproximadamente 270.000 pessoas, o que em outras palavras significa, 0,2% da população nacional. Das 180 línguas existentes, mais de 60 são falados no Amazonas, sendo que muitas delas são exclusivas da região e dos países limítrofes (casos da língua Yanomami, Tukano, Waimiri Atroari etc).

No Amazonas, são 62 etnias diferentes, constituídas de aproximadamente 87.000 pessoas, as quais devem ser computados 12 grupos isolados (a maior parte na região do Vale do Rio Javari) e 52 “Terras Indígenas” sobre as quais não se tem registro, afora aqueles habitantes das três sedes municipais (os desaldeados), inclusive a capital, Manaus. Os 86.000 conhecidos ocupam 171 “Terras Indígenas”, que juntas compõem uma área de aproximadamente 28.190.262 hectares, o que equivale a mais ou menos 1/3 de todas as terras indígenas do País.

Então me questionei sobre a existência de bibliotecas em comunidades indígenas. Pensando no difícil acesso ás comunidades ribeirinhas e mesmo em como se dá a dinâmica de registro e salvaguarda das informações e do conhecimento produzido por esses povos. Sei que ocorre um processo de “democratização” maquiada uma vez que infiltram tais comunidades, se criam documentos, algumas vezes sem o cuidado de gerar relatórios que possibilitem a devolução em língua nativa e apresentam bibliotecas virtuais como se houvesse suficiente tecnologia e conexão a internet nestas. Ou seja, tem utilidade apenas como nova ferramenta de apoio à pesquisa, tornando o acesso mais ágil e eficaz às informações sobre as ações do indigenismo brasileiro.

Por sorte nem tudo está mal. Uma ação otimista vem sendo desenvolvida pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) como parte do Programa Arca das Letras, uma iniciativa criada em 2003, que já implantou diversos acervos indígenas em vários Estados como se observa no gráfico a seguir.

biblioteca em contexto indígena-programaarcadasletras.png

Gráfico gerado a partir de relatórios do Arca das Letras.

Agora sigo com a curiosidade em saber de você leitor(a) se conhece ou desenvolve alguma atividade bibliotecária ou de promoção da leitura em contexto indígena.

Fontes:

http://portal.mda.gov.br/dotlrn/clubs/arcadasletras/one-community?page_num=0
http://www.mda.gov.br/arcadasletras/
http://www.bv.am.gov.br/portal/conteudo/serie_memoria/72_etnias.php

 

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Uma biblioteca que empresta utensílios de cozinha como se fossem livros.

Biblioteca de Cozinha

A crescente popularidade de compartilhamento entre as comunidades, está provocando, nos últimos anos, uma sub economia mais justa e social em que as pessoas colaboram e dividem seus recursos.

Recentemente, toScreen-Shot-Tem açúcar-2015-01-26-at-10.44.34-AMmei conhecimento do Tem açúcar?,  uma plataforma onde os usuários compartilham itens/bens/coisas/objetos uns com os outros. Apenas facilita a conexão entre usuários e não tem nenhuma responsabilidade com relação aos itens envolvidos na transação entre eles, ou qualquer outro acontecimento que se dê em contatos e relações, online e offline, entre usuários que tenham se conectado através do site.

Seguindo um conceito semelhante vem um projeto sem fins lucrativos do Canadá chamado The  Kitchen Library  (a biblioteca da cozinha). A primeira biblioteca de empréstimo  de utensílios de cozinha e eletrodomésticos.The-Kitchen-Library-Biblioteca-de-Cozinha

É como uma biblioteca normal, mas em vez de livros de empréstimo você pode encontrar e emprestar qualquer número de aparelhos de cozinha por 7 dias!

Como funciona?

Passo 1: Compre uma adesão (US$ 9 / mês ou US$ 50/anual)

Passo 2: Confira o inventário completo (espremedores de frutas, um desidratador, fabricantes de massas, fabricantes de sorvete, e muito mais!).Ver algo que você deseja pedir emprestado? (usuários podem agora reservar itens!)

Passo 3: Busque  o aparelho que você gostaria de pedir emprestado e leve para você.

Passo 4: Use o aparelho por até 7 dias. Lave-o. Entregue de volta para a biblioteca e vamos verificar o item na devolução.

Funciona como uma biblioteca livros convencionais mas em vez de promover a leitura está focada na cozinha. Ela está atuando como um recurso da comunidade para cozinheiros domésticos.

acervo da biblioteca da cozinha

Além do serviço de empréstimos, a biblioteca tem parceria com a Biblioteca Pública de Toronto é utilizada para ditar oficinas de cozinha e workshops de planejamento de refeições entre seus membros. Desta maneira, os consumidores podem familiarizar-se com o equipamento e  aprender  novas receitas.O objetivo final desta iniciativa é fomentar a cozinha caseira como uma solução aos problemas de saúde causados pela má alimentação.

Demorei mas encontrei a parte que mais tinha curiosidade Penalidades, claro – toda boa biblioteca que se preze tem que possuir uma política de gestão de sua coleção. Abaixo conto algumas coisas que estão claras:

  1. Os membros devem ter 18 anos de idade ou mais para se tornarem membros.
  2. Se houver danos a qualquer aparelho ocorrido como resultado do uso por qualquer terceiro, o membro que emprestou o aparelho será responsável por custos de reparação ou substituição.
  3. Antes de tomar emprestado mais de US$ 200 no valor dos aparelhos, todos os membros devem fornecer um número de cartão de crédito válido ou fornecer um depósito reembolsável para o valor do aparelho.
  4. Se o aparelho não for devolvidos ou incorrer em prejuízos, a biblioteca cobrará o valor total para reparo ou substituição destes aparelhos no número do cartão de crédito fornecido.
  5. A taxa de atraso para cada aparelho é de US$ 1/ dia.
  6. Se entregar o aparelho sujo, paga uma multa  (taxa administrativa) de  US$ 5.

    É possível que este conceito de biblioteca possa ser utilizado também em outras áreas, você pensa em alguma? Conte-me. 

Pensar maneiras de reavivar as bibliotecas

Campanha para transformar as bibliotecas

libraries transform

Projetado para sensibilizar o público para o valor, o impacto e os serviços prestados por bibliotecas e dos próprios profissionais; a campanha de ALA (American Library Association) criou a campanha “Libraries Transform” , no português algo como  “Transformar as Bibliotecas” e tem o objetivo de ajudar a criar uma mensagem comum, clara e forte dentro e fora da profissão sobre a natureza transformadora das bibliotecas nos dias de hoje bem como a importância delas na era digital.

As maneiras pelas quais as bibliotecas se transformam são tão sutis e variadas como as pessoas a que servem. As mudanças físicas são fáceis de detectar, mas a transformação de serviços, e o alcance podem ser menos evidentes, embora essas mudanças estão ocorrendo constantemente.

Este vídeo é a primeira de muitas ferramentas compartilháveis ​​concebidos para provocar uma discussão sobre a  biblioteca transformada e o profissional  da biblioteca. Em algumas coisas estamos longe na realidade brasileira, onde ainda não conseguimos unir economia e bibliotecas por exemplo. Mas o importante é a inspiração e acreditar que podemos chegar nesse cenário o quanto antes.

Esta campanha foi desenhada para mostrar como:

• Bibliotecas transformam as comunidades e as vidas de pessoas.

• Bibliotecas seguirão [deveriam seguir] se transformando rapidamente para responder e atender às novas necessidades de usuários e comunidades no século 21.

• Os profissionais de biblioteca seguem em capacitação para adquirir habilidades e competências para melhor atender as necessidades em tempos de mudança nas comunidades a que servem.

• Aumentar a conscientização e o apoio às bibliotecas. Demonstrando a natureza transformadora das bibliotecas de hoje.

• Aumentar a conscientização sobre o papel fundamental que possuem as bibliotecas e os profissionais das bibliotecas na era digital.

• Atualização da imagem das bibliotecas e dos profissionais que nela atuam.

• Atrair à profissão os melhores e mais brilhantes profissionais em todas os âmbitos da vida para ajudar a crescer e expandir nossa biblioteca.

• Influenciar os principais tomadores de decisão nos níveis nacional, estadual e local para aumentar a acessibilidade e políticas públicas para as bibliotecas.

Cartões postais e cartazes da campanha

Amerelo: Porque existem mais de 14.000.000 resultados da busca para as eleições presidenciais de 2016. Laranja: Porque mais de um quarto dos lares norte-americanos não têm um computador com ligação à Internet. Azul: Porque por que não você ser capaz de trazer o seu grande macchiato snickerdoodle caramelo (tipo de café vendido na cafeteria Starbucks)?

Amerelo: Porque existem mais de 14.000.000 resultados da busca para as eleições presidenciais de 2016.
Laranja: Porque mais de um quarto dos lares norte-americanos não têm um computador com ligação à Internet.
Azul: Porque você não pode ser capaz de trazer o seu grande macchiato snickerdoodle caramelo (tipo de café vendido na cafeteria Starbucks)?

Verde claro: Porque o mundo está em suas mãos e que o mundo pode ser um lugar assustador. Verde escuro: Porque os alunos não podem pagar revistas acadêmicas com um orçamento "ramen budget" (expressão utilizada para viver na pobreza já que se refere a uma comida muito econômica como o macarrão instantâneo - amplamente considerado como a refeição mais barata que um humano pode consumir). Roxo: Porque os empregadores querem candidatos que sabem a diferença entre uma busca na web e uma pesquisa.

Verde claro: Porque o mundo está em suas mãos e que o mundo pode ser um lugar assustador.
Verde escuro: Porque os alunos não podem pagar revistas acadêmicas com um orçamento “ramen budget” (expressão utilizada para viver na pobreza já que se refere a uma comida muito econômica como o macarrão instantâneo – amplamente considerado como a refeição mais barata que um humano pode consumir).
Roxo: Porque os empregadores querem candidatos que sabem a diferença entre uma busca na web e uma pesquisa.

Ajude a difundir a campanha

Como o material é em inglês e algumas coisas não se aplicam a nossa cultura brasileira, é interessante pensar no que poderia despertar o interesse de nossa comunidade e criar nossos próprios cartazes utilizando um diagrama parecido. As cores utilizadas me chamaram bastante atenção. Isso seguramente eu aplicaria.

  1. Envie um Tweet em seus serviços mais inovadores e impactantes usando a hashtag #transformarasbibliotecas
  2. Inclua informações sobre “Transformar as Bibliotecas” nos boletins de notícias ou e-mails.
  3. Faça a sua própria campanha de marketing criativa para encantar e surpreender sua comunidade. 
  4. Convido você leitor ou seguidor do blog os membros de sua comunidade para compartilhar informações sobre a forma de “transformar as bibliotecas” em suas plataformas de mídia social – Facebook, YouTube, Instagram, etc. 

Sinta-se convidado a compartilhar suas experiências e dizer quais motivos você acredita que as bibliotecas precisam ser transformadas e de que maneira podemos oferecer serviços para mostrar essas transformações.

Tuitaço pela biblioteca

tweet2

O dia da #biblioteca é uma ação internacional que tem a finalidade de difundir através do Twitter mensagens com a etiqueta #biblioteca para divulgar o valor social, cultural e educativo dos serviços bibliotecários.

Espero que você possa participar conosco no próximo dia 10/08/2015, no Twitter falando sobre a #biblioteca e compartindo com outros colegas de todo o planeta.

Ainda que possa tuitar durante todo o dia, queremos concentrar os esforços brasileiros em dois momentos: 11:00h e 15:00 h.

Todo começou em 2009 como um jogo entre um grupo de amigos que se perguntavam se seriam capazes de converter a  #biblioteca num trending topic. Mesmo passado os anos que conseguiram o objetivo em mais de uma ocasião, todos continuam entusiasmados a cada ano e seguem agregando pessoas em diferentes países e que desejam se empenhar para que a biblioteca tenha maior visibilidade.

Se quiser saber mais sobre o porquê e a história da #biblioteca, os remeto aos arquivos deste blog, especialmente os do mês de agosto de 2009, quando surgiu tudo, e a este site que criado por Diego Ariel Vega e que se recopila toda a informação sobre a aventura.

O que publicar:

Os conteúdos dos tweets podem ser de muitos tipos, o importante é que sempre estejam acompanhados da hashtag #biblioteca e que em cada mensagem se mostrem nossos valores. Algumas ideias:

  • Se é usuário: Conte sua experiência,  as razões de usá-la, vantagens (e inconvenientes), Estás satisfeito? Exitem bibliotecas perto da sua casa ou comunidade?
  • Se é bibliotecári@: O que você faz, onde trabalha, o que você gosta [o não] de suas tarefas, etc.
  • Se é uma biblioteca: Se trata de mensagens mais orientados as proprias bibliotecas, para que se mandem com a conta institucional. Difunda esta informação entre seus usuários (eles são a chave de que sejamos trending topic), explica seus serviços, horários, atividades, quem é essa instituição, etc.

Exemplos:

A #biblioteca não é um gasto, é uma inversão

#biblioteca + bibliotecári@s: um direito irrenunciável

Uma foto na  #biblioteca ______ http://___

Fiz meu book de casamento, aniversário, na #biblioteca

Vídeo sobre o uso do catálogo da #biblioteca

Te apresentamos ao clube de leitura da #biblioteca

A #biblioteca recomenda ____ 

Um obra essencial ____, disponível na #biblioteca

Graças a  #biblioteca conheci ____

Um livro interessante que li sobre______ e está na  #biblioteca ______

Lembre que sua #biblioteca está em http://___ ,

A #biblioteca te oferece diversidade de serviços http://___

A partir do catálogo da #biblioteca você pode conhecer nossos recursos

Tutorial sobre o serviço ___ da #biblioteca http://___


Solte a imaginação! E independentemente de ser usuário, bibliotecári@ ou biblioteca, ajude a difundir o evento entre seus seguidores do Twitter, anime-os a participar. Segue pessoas importantes? Peça que te ajudem a difundir a ideia, ademais: comente coisas, comparta fotos, sugira leituras. Qualquer coisa, mas não esqueça a hashtag  #biblioteca

Lembre-se e esteja seguro de tuitar: #biblioteca e não #bibliotecas (no plural) ou outras possíveis variações.

Imagens que podem ser compartilhadas e divulgadas a vontade:

Para leitores de outros países, confira os horários:
  • 08:00 e 12:00 h. Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicaragua.
  • 09:00 e 13:00 h. Colômbia, Equador, México, Panamá, Peru.
  • 09:30 e 13:30 h. Venezuela.
  • 10:00 e 14:00 h. Cuba, Bolívia, Chile, Estados Unidos (Washington), Paraguai, Porto Rico, República Dominicana
  • 11:00 e 15:00 h. Argentina, Brasil, Uruguai.
  • 15:00 e 19:00 h. Espanha (Canarias), Portugal.
  • 16:00 e 20:00 h. Espanha (Península)

Bibliotecas em todo o mundo estão sofrendo cortes orçamentários resultantes da crise econômica

Bibliotecas em todo o mundo estão sofrendo cortes orçamentários resultantes da crise econômica: inversão ou gasto?

investir em tempos de criseAs bibliotecas desempenham um papel fundamental na sociedade, não só como lugares onde um indivíduo pode emprestar livros ou utilizar-se do espaço sem gastar um real por isso.

Me refiro aqui às bibliotecas que fornecem bons serviços à comunidade como os centros culturais ou mesmo as bibliotecas parque, um conceito que surgiu em Medellín, na Colômbia e chegou ao Brasil onde já existem no Rio de Janeiro e São Paulo  e vem ganhando cada vez mais visibilidade devido sua formulação ser  mais ampla do que a tradicional, vai além de ter um acervo literário e de oferecer empréstimos de livros.  A ideia é que esses locais se aproximem de centros culturais, com ampla acessibilidade, a realização de atividades culturais e a promoção de leitura nos mais diversos suportes.

Mas com a crise do que a maioria dos países do mundo têm sido cruz recursos orçamentais notáveis em muitas ocasiões têm desempenhado-se à cultura e bibliotecas onde há livros são comprados, quase não há empregados ou, por exemplo, revistas não estão disponíveis.

É uma realidade comum nas mídias impressas e mesmo nos correios eletrônicos que tenho recebido ultimamente. É fato o recorte nos orçamentos destinados às bibliotecas mesmo em países onde culturalmente elas se apresentam como instituições de alto reconhecimento para a sociedade.

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Em Nova York, já foi decidido dispor uma fatia no orçamento destinado aos serviços direto ao púbico das bibliotecas em mais ou menos U$10 milhões de dólares do total de U$323 milhões (New York Times; 21/04/2015) o restante serve para pagar os funcionários e quase nada sobra para modernizar as instalações dos edifícios e realizar outras manutenções que sejam necessárias.

Comparado ao ano de 2008, já apresenta uma perda de 65 milhões de dólares que deixaram de ser investidos nesses espaços. Isso desenvolveu protestos em frente as instituições porque os cidadãos entendem que o orçamento para tal instituição nunca deveria baixar, mas sim permanecer estável ou aumentar ano após ano. E já começam a mobilizar-se para recuperar dinheiro que possibilite a volta de alguns programas que deixaram de ocorrer desde o referido ano.

Keith Michael Fiels (2011) elaborou um excelente trocadilho em seu artigo “A Library State of the State: trends, issues and myths” quando disse:

“Nós já ouvimos falar da ‘biblioteca sem paredes’ por muitos anos e muitos políticos prontos para acelerar a impressão dessa tendência acabaram criando a ‘biblioteca sem dinheiro”.


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Pensando nisso, a sociedade se organiza. O Movimento Abre Biblioteca que surgiu em Manaus em maio de 2012, inspirado no Marea Amarilla (Maré Amarela), movimento criado em prol da luta pelas Bibliotecas Públicas da Espanha. Encabeçado pelas bibliotecárias Soraia Magalhães, Katty Anne Nunes, eu Thiago Giordano Siqueira, na época ainda estudante de Biblioteconomia  e a design Evany Nascimento decidimos criar uma mobilização para garantir a reabertura da Biblioteca Pública do Estado do Amazonas que se encontrava fechada a 5 anos para reformas.

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Agora, cria-se uma extensão carioca, Movimento Abre Biblioteca Rio para sensibilizar as autoridades e demais responsáveis pelas bibliotecas parque do Estado do Rio de Janeiro sobre a contenção de investimentos que levou as 4 instituições a  limitarem os dias e horários de atendimento ao público. Por conta disso, haverá um Ato público contra os corte na cultura, especialmente nas bibliotecas-parque; Data e horário: 29 de maio de 2015, às 15 horas; Local: Biblioteca Pública do Estado do Rio de Janeiro, Avenida Presidente Vargas, 126 – Centro.

Aproveito o espaço para divulgar o movimento “Eu Amo Biblioteca, Eu Quero” foi criado pela Federação Brasileira de Associação de Bibliotecário (FEBAB) para mobilizar a sociedade e mostrar que as bibliotecas não são apenas um espaço para guardar livros. As bibliotecas devem ser espaEu-amo-bibliotecasços convidativos e, além de incentivar a leitura, precisam oferecer uma agenda cultural variada com música, cinema, dança, arte, cursos, palestras, oficinas. Nós precisamos de bibliotecas, e devemos exigir bibliotecas de qualidade. É nosso direito como pessoa, como cidadão.

Eu percebo e gostaria que muitos governantes e investidores notassem as bibliotecas como uma fonte de inversão social porque nelas se cresce como pessoas, se constroem cidadãos que precisam de informação. [Não vale dizer que a internet chegou pra democratizar, porque é papo. Nem todos possuem computador em casa, tampouco acesso a internet ou ainda sabem manipular o aparato tecnológico]. 

As bibliotecas não são apenas lugares de estudos ou para empréstimo de livros, há muitos casos em que ela é utilizada para consultar os anúncios de apartamentos, para que os desempregados possam ser orientados de que maneira criar seus currículos e ainda para as crianças recebem aulas gratuitas. Ou seja, elas são essenciais para o desenvolvimento da cultura democrática e são lugares de encontro, debate e convivência para comunidade local.

Uma vez que a sociedade se mobilize e promovam atos a favor das bibliotecas, então a mediocridade dos gestores diminuirá pouco a pouco e começarão a conhecer o valor das bibliotecas, dos profissionais que a constituem e ainda dos milhões de pessoas que a frequentam diariamente e as que ainda estão por conhecer a magia desse lugar.

19 tendências futurísticas em bibliotecas e serviços bibliotecários segundo a ALA

Enquanto leio discursos sobre a importância da leitura do livro e das bibliotecas, sei que por outro lado, no mundo real, há falta de orçamentos e o esquecimento do lugar que deveria ser essencial nas escolas. Mas não é para desanimar, esse futuro não está longe. É hora de reinventar-se!

Pensando nisso a ALA (American Library Association), através de seu Centro para o Futuro das Bibliotecas, está trabalhando para identificar novas tendências relacionadas com as bibliotecas e as comunidades a que servem. Tal medida busca promover técnicas de inovação que favoreçam os bibliotecários e construir parcerias com expertos e inovadores que ajudem as bibliotecas em questões emergentes.

#Organização e Classificação de Tendências

As tendências estão organizadas em sete categorias – Sociedade, Tecnologia, Educação, Meio Ambiente, Política e Governo, Economia e Demografia.

#Quantas oportunidades de futuro restam as bibliotecas?

19 Tendências em bibliotecas segundo ALA

1) Envelhecimento da sociedade

Os adultos podem continuar a trabalhar idades de aposentadoria tradicionais passadas.Para bibliotecas, isso pode significar uma mudança no perfil de seus usuários, especialmente em bibliotecas universitárias, médicas e especiais, e no perfil dos bibliotecários e profissionais de biblioteca. Presume-se  uma demanda por atividades de lazer para preencher o tempo dos adultos mais velhos.

2) Anonimato 

As bibliotecas e os bibliotecários podem preencher uma necessidade crescente de diálogo aberto e informações respeitáveis. Para alguns usuários, o anonimato proporciona oportunidades de discussão mais profunda e revelação pessoal. A mídia social fornece uma plataforma para partilhar informações amplamente com os amigos, familiares e público. No entanto, muitos dos aplicativos mais populares, nomeadamente Facebook, Twitter e Google, liga as comunicações para um perfil individual autenticado e  são rastreáveis.  

3) Impacto coletivo

As bibliotecas e bibliotecários são considerados colaboradores chave em projetos sociais, como a alfabetização. Portanto, devem alinhar-se com grandes organizações ou governo para esse tipo de tema.

4) Aprendizagem conectada

Estimular a exploração e interação com os recursos que para envolvam os estudante sobre benefícios fundamentais  das bibliotecas. Os estudantes poderão lograr melhores resultados quando se sentem apoiados e reforçados em outros cenários que não seja simplesmente a sala de aula e a escola.

5) Dados em todas as partes

As bibliotecas podem encontrar oportunidades de utilizar os dados para seus próprios fins ou para compartilhar com empresas, governos ou outras organizações ainda que este cenário possam trazer problemas com a privacidade dos usuários.  De igual maneira, se utilizados com inteligência, poderão ser utilizados para desenvolver, criar e promover conteúdo.  

6) Nativos digitais

 As bibliotecas e bibliotecários devem estar preparados para adaptar serviços e programas segundo as necessidades desta tipologia de usuários.  

7) Drones

Poderiam ajudar  para melhorar o acesso a Internet em zonas desatendidas, melhorar esforços de divulgação , entrega de recursos e ainda conectar pessoas por vídeo. Também são muito questionados pelos temas que envolvem a privacidade e há alguns problemas na segurança. 

8) Os “jovens adultos

As bibliotecas e  bibliotecários também tem que olhar com atenção a esse grupo de usuários que saem da adolescência mas que não necessariamente tem que ser considerado já como adultos.  

9) “Fast casual

É igual aos serviços de comida rápida, as bibliotecas devem aproveitar esse nicho para criar espaços mais ativos e sociais, mais que decoração (que pode ser um plus), é interessante desenvolver serviços que criem boas experiências e que faça ter um sentido de pertinência que toda organização busca (ou deveria buscar).

10) Aprendizagem agregada

Ofertar serviços extras a estudantes através de recursos na própria biblioteca. Recursos como oficinas, conversas informativas,  sessões de ensino, videoconferências, vídeos, etc. 

11) Gamificação

As bibliotecas, como espaços reconhecidos de aprendizagem, podem impulsar o acesso a informação por meio da aprendizagem e o descobrimento através de pequenos jogos ou instruções a fim de motivar os usuários. Estimular aprendizagem e descoberta promovida por jogos. Utilizar a biblioteca como espaço de reunião, ajudando a melhorar as habilidades sociais dos jogadores, incentivar a jogar juntos em pequenos ou grandes grupos. E principalmente: construir consciência, fazer perguntas, e processar o que está sendo aprendido através da brincadeira.

12) Internet das coisas

Os dados coletados podem ser utilizados por investigadores para identificar tendências ou padrões na sociedade de que não seria possível de outro modo.

13) Movimento maker: faça você mesmo

As bibliotecas proporcionam acesso a materiais criados por outros, agora é a hora de adotar novas funcionalidades proporcionando às comunidades a oportunidade de criar conteúdos na própria biblioteca e que poderão ser inseridas na coleção.

14) Mudança de privacidade 

Os usuários das bibliotecas necessitarão ajuda a respeito dos temas de sua privacidade pessoal de sua privacidade pessoal. O ideal é encontrar um ponto médio entre compartilhar informação e conservar a privacidade.  

15) Resilência

As bibliotecas podem ter que adaptar suas instalações, serviços e programas para demonstrar uma estratégia flexível. Sobretudo, os profissionais podem ser sócios ideais em apoiar as pessoas a adotarem práticas flexíveis em suas comunidades. 

16) Robôs

A crescente introdução a robôs nos postos de trabalho faz que haja um deslocamento nos postos laborais das pessoas. As bibliotecas devem ter um papel importante no desenvolvimento de novas habilidades para esse tipo de trabalhadores e melhorar as habilidades para que os trabalhadores possam fazer a transição a novas funções e assumir outras responsabilidades em ambientes onde os robôs assumem uma parte significativa do fluxo de trabalho. 

17) Economia compartilhada ou colaborativa

As bibliotecas tem que seguir sendo líderes em por a disposição de seus usuários recursos e espaços livres. Necessitam mudar e se adaptar para manter a satisfação de seus usuários.  Podem ter a oportunidade de se alinhar com o intercambio de serviços que promovam o bem social.

18) Desconexão

As bibliotecas tem que seguir sendo espaços para seus usuários. Buscar tranquilidade, desconexão, concentração e reflexão de alguns usuários.  Portanto, pensar em espaços múltiplos e para fins diversos, mas não esquecer dos típicos usuários que precisam de silêncio ou mesmo os que queiram “zonas livres de dispositivo” para realizar uma  desintoxicação digital.

19) Urbanização

As bibliotecas das grandes cidades tem que estar preparadas para assumir um papel importante no desenvolvimento econômico e para enfrentar desafios de aumento de demanda por qualquer razão, podendo ser uma delas, o desemprego da população. É importante adaptar-se as necessidades da cidade.

Fonte original:
Trends“, American Library Association, Agosto 8, 2014.
http://www.ala.org/transforminglibraries/future/trends (Acesso em: 5 de Maio, 2015)

5 coisas surpreendentes que você pode encontrar nas bibliotecas

Você pensa que as bibliotecas são espaço apenas onde se encontram livros? Enganado.. apresento aqui algumas mudanças nessa história, pois as bibliotecas já não são apenas sobre livros, e-books, CD ou DVD.

Embora a maioria não esteja no Brasil, espero que os colegas possam copiar. Se é bom, é legal e dá resultado.. porque não utilizar-se das boas práticas? Muitas bibliotecas repensaram suas atividades para não se tornarem espaços subutilizado e dessa maneira estão expandindo suas definições do que podem emprestar e buscam novas alternativas para de alcançar a comunidade de jovens e idosos.

Mudança de paradigma necessário: da coleção às pessoas.

“Nós gostamos de dizer que as bibliotecas hoje são menos sobre o que temos para as pessoas e mais sobre o que fazer para e com as pessoas”.

A frase acima foi dita por Sari Feldman, presidente eleito da American Library Association  (ALA) e diretor-executivo do Sistema de Bibliotecas Públicas de Cuyahoga County, nos arredores de Cleveland, Estados Unidos.

  1. Os Bibliotecários hoje [deveriam e podem]  ajudar com pesquisas de emprego, ensinar conhecimentos de informática básica, mesmo mostrar novos aplicativos para e-readers ou informar como aproveitar melhor as funcionalidades de seus dispositivos.

    Bibliotecário educador. Fonte: http://www.fno.org/mar2010/library.jpg

    Bibliotecário educador.
    Fonte: http://www.fno.org/mar2010/library.jpg

  2. Existem práticas de reinvenção das tradicionais horas de narração oral ou hora do conto, oferecem programas de artesanato para as crianças – e já há casos de que é possível até mesmo levar seus animais para a biblioteca, através de projeto como “Paws of Readind” algo como ” Patas de leitura”, que tem a proposta de estimular a confiança das através da leitura em voz alta para um cão especialmente treinado. Esses cães possuem perfil calmo e discreto e podem normalmente permanecer como parte de uma classe ou uma biblioteca. A metodologia acredita que as crianças vêem os cães como adoráveis ​​e não-julgamento, ademais, os relatos divulgados no site desse projeto as crianças afirmam que os cão não ficam se divertindo pelo fato de se ler lentamente ou se atrapalhar para pronunciar uma palavra.

3) Há bibliotecas que usam o Facebook para hospedar um clube do livro fora de hora. É como se em uma conversa Facebook regular, o usuário segue a fan page da biblioteca e comenta listando os  três leituras recentes que  mais gostaram, e há uma equipe de funcionários que sugerem mais três livros que provavelmente serão de interesse. Outras como a Rede de Bibliotecas do Instituto Cervantes disponibiliza uma série de material de apoio para o ensino de espanhol como língua estrangeira. As Bibliotecas da Cidade de Buenos Aires, por sua vez divulga eventos como festivais de poesia e leitura, cursos promovidos na cidade e divulga as bibliotecas que fazem parte da rede comunitária de apoio escolar.

4) A Biblioteca Pública de Hartford (Estados Unidos) por exemplo, possui um estúdio de gravação no espaço YOUmedia. Claro, se há tecnologia para isolamento acústico, porque não podemos ter um estúdio? É um espaço onde os adolescentes de 13 a 19 anos podem explorar, expressar e criar utilizando meios digitais. Lá possuem acesso a laptops, dispositivos móveis, sistemas de jogo, imagem e edição de vídeo software, ferramentas de fabricante, a cabine de som e outras coisas. O mais bacana é que possibilita aos alunos formar seus próprios grupos de trabalho ou se conectar com outros departamentos da biblioteca para personalizar ainda mais a sua experiência de aprendizagem e propor projetos. De acordo com a equipe, o YOUmedia está disponível para parcerias com professores e escolas para expandir o acesso a este espaço incrível. Que inveja! rsrs

Tudo o que tem disponível na YOUMedia na Biblioteca Pública de Hartford. Fonte: http://www.hplct.org/library-services/teens/youmedia

Tudo o que tem disponível na YOUmedia na Biblioteca Pública de Hartford.
Fonte: http://www.hplct.org/library-services/teens/youmedia

Entrada YouMedia da Biblioteca Pública de Hartford Fonte: https://www.facebook.com/HartfordPublicLibrary/photos_stream

Entrada YOUmedia da Biblioteca Pública de Hartford
Fonte: https://www.facebook.com/HartfordPublicLibrary/photos_stream

Coleção de CD, DVD, Games da YouMedia na Biblioteca Pública de Hartford Fonte: https://www.facebook.com/HartfordPublicLibrary/photos_stream

Coleção de CD, DVD, Games da YOUmedia na Biblioteca Pública de Hartford
Fonte: https://www.facebook.com/HartfordPublicLibrary/photos_stream

Estúdio de Gravação YouMedia da Biblioteca Pública de Hartford Fonte: https://www.facebook.com/HartfordPublicLibrary/photos_stream

Estúdio de Gravação YOUmedia da Biblioteca Pública de Hartford
Fonte: https://www.facebook.com/HartfordPublicLibrary/photos_stream

Sala de Games da YouMedia na Biblioteca Pública de Hartford Fonte: https://www.facebook.com/HartfordPublicLibrary/photos_stream

Sala de Games da YOUmedia na Biblioteca Pública de Hartford
Fonte: https://www.facebook.com/HartfordPublicLibrary/photos_stream

Na verdade YOUmedia é uam rede existente em mais de duas dezenas de bibliotecas, museus e outros espaços que são chamados de laboratórios de aprendizagem  onde permite o acolhimento de adolescentes e são construídos em torno da proposta de ser um espaço de encontro, brincadeiras e pesquisa.

Por hoje é só porque não sei se  deprimido ou motivado para gerar mudanças já que no no meu país são poucas as iniciativas assim.

Conhece alguma boa prática? Conte aqui nos comentários. Ajude a divulgar mais coisas surpreendentes que podemos encontrar nas bibliotecas.