Estudantes criam marcadores de livros com temática multicultural

Estudantes criam marcadores de livros com temática multicultural para as bibliotecas públicas do Condado de Montgomery (Estado Maryland, nos Estados Unidos).

Estudantes do ensino médio foram convidados a usar arte para expressar como eles se sentem sobre comunidade e cultura em Montgomery. Dezenas de estudantes reuniram-se no parlamento provisório de bibliotecas públicas do condado de Montgomery, quinta-feira (22/06/2017) para estrear a divulgação de suas novas obras que serão exibidas nas bibliotecas.

Ao total, 24 alunos tiveram a oportunidade única de criar marcadores que não só promovem a alfabetização, mas também as diversas culturas da comunidade por meio do “Multicultural Bookmarks Project“.  A parte de trás de cada marcador mostra os recursos disponíveis nas bibliotecas da cidade.

 

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Crédito das imagens: http://www.mymcmedia.org/students-design-multicultural-bookmarks-for-montgomery-county-public-libraries/

 

Os marcadores foram impressos e distribuídos para todos os departamentos das bibliotecas públicas da cidade @MCPL. Cada aluno pode ilustrar com uma citação sobre livros, leituras ou bibliotecas. Alguns alunos vieram com suas próprias citações, enquanto outros escolheram citações de escritores famosos. Vários dos marcadores são bilíngues: em espanhol e inglês, bem como chinês, hebraico, hindi, tagalo e nepalês. Um ponto interessante que destaca realmente a função da inclusão multicultural e a bibliodiversidade.

O Projeto foi apoiado pelo Conselho de Artes e Humanidades do Condado de Montgomery, Amigos da Biblioteca, Art4Moore, Associação de Arte de Montgomery e Artivate.

“Eu projetei um marcador multicultural que é baseado em um balão de ar quente acima do mundo, que é representado como você é livre para explorar”

Katelyn Hinkel, estudante da nona série da Wheaton High School.

Clique aqui e veja o vídeo do projeto.

Divulgo a atividade para que possa servir de inspiração aos colegas.

Boas práticas devem ser disseminadas e replicadas, sempre.

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Coisas surpreendentes que você pode encontrar nas bibliotecas

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Como sempre digo, a ideia antiga de biblioteca como espaço para guarda e empréstimo de livro já não se adequa mais a nova necessidade das pessoas e fico feliz quando encontro cases interessantes. Dessa vez, lhes apresento a  Biblioteca Livre de Fayetteville (FFL) em Nova Iorque, Estados Unidos.

Com a  missão é “proporcionar acesso livre e aberto a idéias e informações” a FFL cria e sustenta esse acesso com a visão e com um propósito simples mas bem definido.

E portanto, orienta suas ações por meio da criação de um acesso igual e aberto para que os indivíduos de ponta tecnologia, oportunidades de aprendizagem únicas e inovadoras capazes de gerar poderosas ideias por meio das próprias pessoas da comunidades que pensem maneiras de transformar suas próprias vidas.

Por oferecer  programas inovadores, serviços, espaços e coleções, é conhecida por muitos apaixonados pelas bibliotecas em todo o mundo. Foi nomeada uma   Biblioteca  Estrela da América pelo prêmio da Library Journal  por seis anos, e é a casa da  primeira biblioteca Makerspace  nos Estados Unidos.

O discurso e as ações efetivas como capacitações, palestras e visitas técnicas com foco em inovação é possível devido a realização de parcerias com as indústrias e outros espaços fora da biblioteca, e influenciou bibliotecas e ações biblioteconômicas em escalas locais, nacionais e internacionais. Como o oferecimento de  cursos Hands on (expressão do tipo “mão na massa” ou “aprender fazendo”) com recursos para  apoiar o desenvolvimento das habilidades de crianças e adolescentes da comunidade. A seguir, apresento a lista de como estão planejados:

Programas de aprendizagem e desenvolvimento de habilidades em Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática

Oferecem clubes e programas pós-escola (algo como atividade de reforço ou extra-classe), tais como:

  • Tinker Tots/ Brinquedos de funilaria: Crianças de 2-6 anos. Exploram um tema por mês e têm oportunidades para aprender, explorar e inventar através do jogo de aprender relacionados.
  • Little makers/Pequenos costrutores: Para crianças de 5-8 anos. Facilitam o desenvolvimento do pensamento crítico, por meio da resolução de problemas explorando habilidades por meio do reforço do ensino de matemática e ciências.
  • Lego Brainstorms: Para estudantes de 3 a 5 série (8 a 10 anos). Uma introdução ao LEGO através de desafios de programação robótica seguido de uma missão.
  • Creation Club Jr./Clube de Criação Jr:. Para estudantes de 3 a 5 série (8 a 10 anos) aprenderem a criar e editar vídeos, podcasts, imagens, modelos 3D e muito mais.
  • Coding Club/Codificação Club: Para estudantes de 3 a 6 série (8 a 12 anos) aprenderem a criar seus próprios jogos, websites e mais usando Code.org, Scratch e outros recursos.
  • Geek Girl Camp/ Acampamento de meninas geek: Uma oportunidade de uma semana para as meninas de 3 a 5 série (8 a 10 anos) ficarem encantadas por assuntos geek,  isso inclui quadrinhos, livros, tecnologia, etc. Com muita diversão, fazem projetos e se inspiraram com mulheres nas área de Ciência e Tecnologia.
  • Minecraft and Coding/ Minecraft e Codificação: Este programa é para adolescentes na 6 ª série (12 anos) com interesse em aprender como codificar para Minecraft com o recurso Forge.
  • Mission Lego/Missão Lego: Orientado para estudantes de 5 a 8 série (10 a 14 anos) possam aprender a construir e programar robôs LEGO  e então completar missões específicas.
  • Teens Make/ Adolescentes fazem: Um programa de formação em artesanato e manualidades para adolescentes, com projetos diferentes a cada semana.
  • 3D Printer Certification/ Certificação Impressora 3D: Introdução a impressão 3D. Depois de certificado, o usuário pode entrar e imprimir as coisas que projetou.
  • 3D Design Classes/ Classes de design em  3D: adolescentes com mais de 12 anos e também adultos podem aprender a projetar  objetos 3D usando software como o SketchUp e Solidworks.

 

As bibliotecas humanas onde se consultam pessoas em vez de livros

biblioteca humana

Biblioteca humana: pessoas reais, conversas reais.

É certo que nos últimos anos as bibliotecas vem apresentando mudanças significantes e isso não  se evidencia apenas com a tendência no desaparecimento dos catálogos em fichas impressas. O entendimento de biblioteca como um lugar cheio de livros onde pode acessar a informação está obsoleto e insisto em afirmar, o conceito de biblioteca que encontramos nos dicionários já não mais se aplicam por não ser suficiente.

Em postagens anteriores já falei da diversidade de coleções e coisas que podem ser encontradas no espaço de bibliotecas, como o  empréstimo de ferramentas de trabalho e de utensílios de cozinha.

O surgimento da ideia

biblioteca humana é uma experiência que iniciou com a ONG por jovens idealistas, denominada de “Stop the Violence” na  cidade dinamarquesa de Copenhaguem no ano 2000, dentro do Festival Roskilde ‒um dos  maiores festivais de verão na Europa. E desde esse primeiro momento a ideia já tinha o foco na anti-violência, encorajar o diálogo e ajudar a construir relações positivas  de tolerância e compreensão entre os visitantes do festival.

Naquele momento havia na Dinamarca uma grande concentração de pessoas de diferentes culturas, religiões, raças e então a população daquela região tinha um sentimento de invasão.

Em oposição a esta crença, deu-se forma à biblioteca humana, uma plataforma para promover o diálogo entre as pessoas que normalmente nunca falam, possibilitando, de certo modo o questionamento aos preconceitos e estereótipos, e contribuindo para o reforço da coesão social.

Atualmente a biblioteca funciona como projetos e permite que algumas ONGs ou pessoas utilizem a marca para realização de eventos com o nome Library Human em diferentes partes do mundo.

A coleção da biblioteca

Os  materiais consultivos porque não há como comparar aos livros numa Biblioteca Humana são pessoas reais, voluntárias, capazes de comunicar a sua realidade pessoal. A modo ilustrativo, é possível estabelecer contato com pessoas que foram vítimas de discriminação ou exclusão social e que estão disponíveis para se encontrar, num ambiente aberto, acolhedor e seguro, com um ou mais “leitores” interessados.

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No catálogo da própria biblioteca é possível identificar algumas “Pessoas informantes” denominados “Livros” pela instituição. Entre eles temos:

  • Transtorno bipolar
  • Vivendo com HIV
  • Refugiados
  • Mães solteiras
  • Abuso sexual
  • Naturistas
  • Relações poliamor
  • Surdos
  • Cegos
  • Desemprego
  • Lesão cerebral
  • Transtorno de estresse pós-traumático em soldados
  • Déficit de atenção / hiperatividade (TDAH/DDA)
  • Modificação extrema no corpo
  • Sem teto
  • Conversão religiosa

Metodologia da consulta

  • É um método planejado para promover o diálogo, reduzir preconceitos e estimular a compreensão.
  • Os encontros são uma oportunidade para a aprendizagem, tendo um papel importante na sensibilização sobre a importância dos direitos humanos para o bem-estar pessoal de todos.
  • Após escolher um tópico sobre o qual querem escutar, os “leitores” pegam no seu cartão de biblioteca e são conduzidos a uma área de discussão, onde conhecem os seus “livros”.
  • É riqueza está na possibilidade de questionar, tirar dúvidas: tornando a experiência engrandecedor para ambas as partes.

 

Peer mentoring: entenda o que é e descubra como isso está funcionando entre os bibliotecários.

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Peer mentoring, normalmente, significa a orientação e o convívio de alguém que já passou por alguma experiência específica com alguém que é completamente novo em relação à mesma experiência.

Podendo ser ainda interpretado como “aconselhamento aos pares” ou “aconselhamento de colegas” já vinha sido aplicado no ambiente das universidades estrangeiras a certo tempo.  Para que este programa funcione, as instituições contam com o trabalho voluntário de outros estudantes veteranos (no segundo ano de curso ou mais) para trabalhar como “mentores” de calouros, estudantes que acabaram de chegar ao país e começar os estudos.

Benefícios de ser um mentee

  • Ganha conselhos práticos, incentivo e apoio
  • Aprende com as experiências dos outros
  • Torne-se mais capacitado para tomar decisões assertivas
  • Desenvolve suas habilidades de  comunicação
  • Desenvolver estratégias para lidar com ambas as questões pessoais, acadêmicas e laborais
  • Identifica objetivos e estabelecer um senso de direção
  • Obtêm informações valiosas
  • Aumenta a rede de contatos e faz novos amigos

Benefícios de ser um mentor

  • Melhora a comunicação e habilidades pessoais
  • Desenvolve qualidades de liderança e de gestão
  • Reforça as suas próprias habilidades de estudo e conhecimento do seu assunto (s)
  • Aumenta a sua confiança e motivação
  • Envolve-se em uma oportunidade de voluntariado,  que pode ser valorizada pelos empregadores
  • Aumenta a rede de contatos e faz novos amigos
  • Obtêm o reconhecimento de suas habilidades e experiências profissionais
  • Beneficia-se de um sentimento de satisfação e crescimento pessoal

Peer mentoring para bibliotecários

International Librarians Network  (INL) é uma espécie de peer mentoring entre bibliotecários que organiza o contato  entre bibliotecários de diferentes partes do mundo a partir das experiência  nesta iniciativa de formação entre pares. 

No último dia 02/03/2016 tivemos uma conferência virtual organizada por SocialBiblio e presentada por María García-Puente Sánchez da Espanha onde apresentou o projeto e esclareceu sobre possíveis dúvidas. 

Quem pode participar?

Bibliotecários que possuam habilidades mínimas de redação em língua inglesa isso porque haverá troca de emails, whatsapp, etc. embora seja bem interessante que se pudesse conversar por skype. Existe a possibilidade de que haja acordo entre ambos em definir um idioma padrão para a comunicação. Ou seja, se houver um mentor que se expresse em português, pode ser uma oportunidade.

Qual o tempo de dedicação?

4 meses a total. Ideal dedicação de 1 a duas horas a cada duas semanas mas que fica acordado a melhor forma entre as partes.

Algumas outras questões frequentes são encontradas  aqui.

Pense que isso pode resultar em uma experiência muito enriquecedora e ter um impacto positivo sobre o sucesso profissional. Eu já demonstrei interesse para a próxima rodada, e você porque não faz o mesmo? Preencha esse formulário aqui.

Empréstimo de ferramentas de trabalho em bibliotecas

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Economia e negócios são são temas alheios ás bibliotecas, acredite. Prova disso é o artigo breve de Matthew Yglesias publicado em 2012 onde dedicou umas linhas sobre as bibliotecas do futuro oferecendo seu ponto de vista alheio da profissão bibliotecária.

Para Yglesias, a função tradicional da biblioteca de emprestar livros segue com sentido e sendo eficiente nos dias atuais, porém deixará de ser no futuro, com a previsível extensão do texto digital. Recomenda aos bibliotecários que deixem de pensar apenas em formas de otimizar a função de empréstimos de livros na era digital e comecem a planejar uma mudança orientada a outros empréstimos mais úteis para a a sociedade: as ferramentas de trabalho!

Coleção

Inaugurada em Janeiro de 2000 e foi financiada em modo  Block Grant  que se trata de uma concessão consolidada dos fundos federais, que um governo estadual ou local poderá utilizar a seu critério para programas como educação ou desenvolvimento urbano.

São mais de 5.000 itens entre manuais e ferramentas disponíveis para empréstimo na Temescal Lending Library. Divididas em: Carpintaria e marcenaria, Alvenaria, Ferramentas elétricas, Piso e parede, Jardinagem e paisagismo, Escadas, Movimentação de materiais, Ferramentas mecânicas, Canalização e limpeza de esgotos.

Políticas

  • Para emprestar ferramentas que você precisa ter um cartão de sócio da biblioteca comprovante  de residência que demonstre que o usuário vive em Oakland, Emeryville ou Piedmont.
  • Idade superior a 18 anos são elegíveis para emprestar ferramentas do Lending Library Tool (TLL).
  • Não mais do que  oito (8) itens podem ser emprestados a qualquer momento.
  • Período de empréstimo é de sete (7) dias para a maioria das ferramentas; dois (2) dias para alguns de nossos artigos mais populares.
  • As multas: $ 1.00- $ 20,00 para cada dia uma ferramenta final é, dependendo do valor da ferramenta.
  • Se o item for devolvido danificado, você será cobrado uma taxa de danos.
  • Multas e taxas são pagas em qualquer local da Biblioteca Pública em dinheiro ou cheque. Também podem ser pagas on-line.
  • As ferramentas devem ser entregues limpas.
  • Renovações são permitidas até duas (2) vezes se não houver espera pela ferramenta. Devido à alta demanda, ferramentas marcadas com * não são renováveis.

O bom desse tipo de serviço em  bibliotecas é que permitem que seus usuários possam emprestar ferramentas, equipamentos e guias “how-to” (como fazer) ou “DIY”Do It Yourself (do inglês faça você mesmo)  – espécie de materiais de ensino  , ou seja, funcionando tanto como bibliotecas cumprindo sua função educativa como uma loja de aluguel onde com uma taxa de empréstimo das ferramentas, ou mais comumente de forma gratuita como forma de partilha comunitária.

Materiais adicionais para consulta:

Clique aqui para consultar a política de empréstimo completa. (Original, em inglês)

Clique aqui para consultar outras políticas da biblioteca. (Original, em inglês)

Lista de bibliotecas que oferecem esse tipo de empréstimo no mundo.

Uma biblioteca que empresta utensílios de cozinha como se fossem livros.

Biblioteca de Cozinha

A crescente popularidade de compartilhamento entre as comunidades, está provocando, nos últimos anos, uma sub economia mais justa e social em que as pessoas colaboram e dividem seus recursos.

Recentemente, toScreen-Shot-Tem açúcar-2015-01-26-at-10.44.34-AMmei conhecimento do Tem açúcar?,  uma plataforma onde os usuários compartilham itens/bens/coisas/objetos uns com os outros. Apenas facilita a conexão entre usuários e não tem nenhuma responsabilidade com relação aos itens envolvidos na transação entre eles, ou qualquer outro acontecimento que se dê em contatos e relações, online e offline, entre usuários que tenham se conectado através do site.

Seguindo um conceito semelhante vem um projeto sem fins lucrativos do Canadá chamado The  Kitchen Library  (a biblioteca da cozinha). A primeira biblioteca de empréstimo  de utensílios de cozinha e eletrodomésticos.The-Kitchen-Library-Biblioteca-de-Cozinha

É como uma biblioteca normal, mas em vez de livros de empréstimo você pode encontrar e emprestar qualquer número de aparelhos de cozinha por 7 dias!

Como funciona?

Passo 1: Compre uma adesão (US$ 9 / mês ou US$ 50/anual)

Passo 2: Confira o inventário completo (espremedores de frutas, um desidratador, fabricantes de massas, fabricantes de sorvete, e muito mais!).Ver algo que você deseja pedir emprestado? (usuários podem agora reservar itens!)

Passo 3: Busque  o aparelho que você gostaria de pedir emprestado e leve para você.

Passo 4: Use o aparelho por até 7 dias. Lave-o. Entregue de volta para a biblioteca e vamos verificar o item na devolução.

Funciona como uma biblioteca livros convencionais mas em vez de promover a leitura está focada na cozinha. Ela está atuando como um recurso da comunidade para cozinheiros domésticos.

acervo da biblioteca da cozinha

Além do serviço de empréstimos, a biblioteca tem parceria com a Biblioteca Pública de Toronto é utilizada para ditar oficinas de cozinha e workshops de planejamento de refeições entre seus membros. Desta maneira, os consumidores podem familiarizar-se com o equipamento e  aprender  novas receitas.O objetivo final desta iniciativa é fomentar a cozinha caseira como uma solução aos problemas de saúde causados pela má alimentação.

Demorei mas encontrei a parte que mais tinha curiosidade Penalidades, claro – toda boa biblioteca que se preze tem que possuir uma política de gestão de sua coleção. Abaixo conto algumas coisas que estão claras:

  1. Os membros devem ter 18 anos de idade ou mais para se tornarem membros.
  2. Se houver danos a qualquer aparelho ocorrido como resultado do uso por qualquer terceiro, o membro que emprestou o aparelho será responsável por custos de reparação ou substituição.
  3. Antes de tomar emprestado mais de US$ 200 no valor dos aparelhos, todos os membros devem fornecer um número de cartão de crédito válido ou fornecer um depósito reembolsável para o valor do aparelho.
  4. Se o aparelho não for devolvidos ou incorrer em prejuízos, a biblioteca cobrará o valor total para reparo ou substituição destes aparelhos no número do cartão de crédito fornecido.
  5. A taxa de atraso para cada aparelho é de US$ 1/ dia.
  6. Se entregar o aparelho sujo, paga uma multa  (taxa administrativa) de  US$ 5.

    É possível que este conceito de biblioteca possa ser utilizado também em outras áreas, você pensa em alguma? Conte-me. 

As oportunidades estão na biblioteca pública: apoio a pessoas sem emprego e ao emprendedorismo

As bibliotecas públicas devem recuperar a sua missão social e se concentrar em ajudar os grupos mais desfavorecidos.

Alemanha, Brasil, Espanha, Estados Unidos são países onde já é possível encontrar serviços bibliotecários orientados a pessoas que estão buscando emprego ou ainda aos empreendedores e autônomos, especialmente aos jovens quando o objetivo é oferecer recursos e ferramentas para ajudá-los e apoiá-los a enfrentar o mercado de trabalho cada vez mais competitivo e em busca de pessoas criativas e capacidades inovadoras.

Trata-se de uma questão cultural que está por detrás dos indicadores sociais do desemprego e então a biblioteca ressurge com destaque e mostra o seu papel efetivo como uma instituição agente que pode e deve contribuir para a coesão social.

Depois de ler algumas coisas em fóruns da internet, resolvi escrever um post como sugestão inspiradora aos colegas bibliotecários que gostam e desejam pensar a biblioteca “fora da caixa”, assim que fica o registro como uma maneira de estimular profissionais de bibliotecas a criar e empreender ações sustentáveis para ampliar o protagonismo da biblioteca na sua comunidade.

#O que se observa e que pode ser feito a partir das páginas web ou blog das bibliotecas públicas ou dos terminais de consulta:

  • Serviço de recompilação documental sobre notícias e informações relevantes sobre oportunidades de trabalho e capacitação;
  • Organizar um espaço onde a informação esteja classificada em: orientação; profissões; encontrar um emprego; vida profissional; concursos públicos.

#Nos espaços físicos podem ser organizados diferentes cursos, oficinas e palestras para:

  • A descoberta profissional – conhecendo profissões;
  • Capacitação – divulgação e realização de cursos de curta duração e com saída laboral;
  • Conhecimento e utilização de ferramentas e recursos para busca de emprego;
  • Conhecimento de empreendedorismo e mundo do trabalho;
  • Assessoria para criar plano de negócios, educação financeira;
  • Modelagem de negócios;
  • Iniciação as start-ups;

Seria interessante que as bibliotecas públicas brasileiras possuíssem um espaço ou serviço sobre informação e emprego, considerando ainda as necessidades de informação especializadas para os imigrantes e emigrantes.

#O que considerar:

  • A biblioteca  pública é um lugar excelente por sua neutralidade para desenvolver muitos tipos de serviços, deve ser inclusiva;
  • É necessário cooperar com entidades de forma sistematizada e baseada em acordos, convênios, parcerias;
  • A mediação humana é fator básico nas bibliotecas;
  • Os cursos e oficinas  devem ser personalizados sempre conhecendo o perfil dos usuários;
  • Principalmente: Nunca esqueça de avaliar as ações que se desenvolvem para ver e ter evidências da efetividade e do impacto que tem para a sociedade.

O assessoramento pode ser individual ou em grupo, dependendo do espaço físico e dos equipamentos disponíveis. Obviamente nem todas as competências são obrigatória de bibliotecários. Ora, se estamos na era das cooperações, é esse o momento de buscar pessoas e entidades parceiras( setor de informática, de recursos humanos, de empreendedorismo, de capacitação profissionalizante) para colaborar nos projetos que se pretendem executar.

Além de realizar as atividades é preciso divulgá-las e animar a comunidade a participar. Assim, é sempre bom promover palestras, fóruns, debates, encontros profissionais entre empresários e jovens em busca de emprego. É realmente pensar a biblioteca como um espaço interativo e de encontro.

Quando a palavra inovação adquire todo seu significado em uma biblioteca

bibliotecário inovador

No mês de Junho do corrente ano aconteceu na cidade de Madri (Espanha) o Encontro de Bibliotecários Inovadores. Na ocasião, três bibliotecários, líderes de algumas das experiencias mais inovadoras no campo bibliotecário foram convidados pela Fundación Germán Sánchez Ruipérez a participar na Semana sobre a inovação digital da leitura e dos livros (Readmagine). 

Cada um dos relatores expôs sua experiência sobre as mudanças encaradas em suas bibliotecas para se adaptarem aos tempos e construir modelos de gestão atentos às necessidades das comunidades as que servem. Onde o significado da palavra inovação teve destaque em seu sentido mais puro, sem os artifícios e as falsas expectativas que apresentam as modas.

Jill Bourne, diretora da Biblioteca Pública de San José, Califórnia, (EE.UU.); Anja Flicker, diretora da Biblioteca Pública de Wüzburg (Alemanha); e Kari Lämsä, gerente da Library 10 Meeting Point de Helsinki (Finlândia) literalmente seduziram o auditório composto em sua maior parte por bibliotecários de dez países da América Latina que participaram do evento.

Kari Lämsä, Anja Flicker y Jill Bourne

Kari Lämsä, Anja Flicker y Jill Bourne

 Jill Bourne destacou seu discurso a partir de que “Juntos somos mais fortes”,  a biblioteca  trabalha em parceria com as empresas do Vale do Silício na intenção de conseguir fundos e articular a gestão até manter a função clássica e informacional da biblioteca num contexto tecnológico onde se pode beneficiar da atividade econômica baseada no conhecimento e assim ela se referiu ao trabalho que realiza  envolvendo as companhias tecnológicas desta zona com o fim de potenciar programas educativos e sociais. Desta maneira conseguiu que a gigante do comércio eletrônico eBay lhe ajudasse a elaborar o aplicativo da biblioteca e, atrás esta experiência, foram estabelecidas alianças com outras empresas tecnológicas. Bourne aconselhou aos bibliotecários: “Não esqueçamos de ser geniais”.

Anja Flicker, com o lema “Coloquei o pé no ar e me segurava”,  deu ênfase em seu discurso sobre a mudança da cultura organizacional e na necessidade de reformas nas competências e a funcionalidade do trabalho das equipes. Envolver o pessoal da biblioteca sobre as questões relacionadas com as novas tecnologias podem ser um assunto delicado. Mas Flicker se atreveu a capacitar todos os funcionários da biblioteca que ela dirige, em aspectos como a cultura da internet, trabalho em  equipe e  comunicação com o usuário por meio das redes sociais e os dispositivos móveis.  Ela confessou que sua proposta não foi bem aceita pelo setor mais tradicional e os motivos que justificam isso nos parecem bem familiar: a falta de tempo e a preferência pelo contato direto com o usuário. Repassou, ademais alguns dos princípios da gestão de pessoas e destacou a importância de conhecer o potencial das pessoas que trabalham na biblioteca e de apreciar o espaço de trabalho.

Kari Lämsä apresentou o  lema de que “a biblioteca é um verbo”, porque são ações, um lugar onde sucedem coisas, portanto é ativa, e as pessoas podem cozinhar juntas. A Library 10 é uma biblioteca pouco usual, a julgar por sua descrição: nela são os próprios usuários quem propõem as atividades que serão realizadas, que vão desde oficinas de costura a concertos ou debates. Isto faz que o perfil de los usuários tampouco seja o típico de uma biblioteca: a metade são homens e há um importante grupo entre os 25 e 35 anos. O empréstimo não é o principal serviço da biblioteca, apenas o utiliza uma quarta parte dos usuários e  não perdem tanto tempo ordenando os livros nas estantes.

Na ocasião, se lançou o programa de formação International Network of Emerging Library Innovators (INELI) edição Ibero-América,  implementada pelo Centro Regional para o Fomento do Livro na América Latina e Caribe (CERLALC). O propósito é reforçar as habilidades de liderança e inovação de trinta bibliotecários públicos de dez países (Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica,  Equador, Espanha, Guatemala, México, Paraguai, Portugal), assim como a criação de uma rede para o intercâmbio de experiências.

Gostaria de escrever um post com ações brasileiras. Se você realiza ou conhece alguma, me escreva. Juntos vamos construir um novo post.

Fontes:
http://www.lecturalab.org/story/Readmagine-la-seduccin-de-los-bibliotecarios-innovadores-en-Casa-del-Lector_5976
http://www.fundaciongsr.com/
http://readmagine.fundaciongsr.com/348/Que-es-esto

 

Gmail inova com opção valiosa: o botão “desfazer envio”.

Configurando Desfazer envio no Gmail

Imagem da tela para configurar a opção: Desfazer envio no Gmail

Alguma vez deve ter ocorrido de mandar um e-mail e esquecer de inserir alguma informação ou equivocar-se em algo e ter que mandar outra vez.

Depois de meses de estudo e perceber que os usuários de contas Gmail sentiam falta dessa opção, Google lançou oficialmente a opção desfazer envio de e-mails.

Na aba Configurações você poderá introduzir definições para a opção em: 5 (cinco), 10 (dez), 20 (vinte) e 30 (trinta) segundos após a entrega. E esse será o tempo que o Gmail irá reter a mensagem antes de enviá-la e assim nos dá tempo de reagir frente alguma situação rara.

No momento a opção está disponível apenas para usuário web mas como a equipe trabalha a todo vapor , muito em breve usuários de telefone e tablet com sistemas iOS e Android.

Via Google App e Updates

Vender mais livros não significa criar leitores

Guillermo Schavelzon nos ajuda a compreender porque “Vender livros não significa criar leitores”.

Pontos importantes:

  • Uma das diferenças com outros produtos culturais: é pouco provável que o número de entradas vendidas num cinema não coincida com a quantidade de espectadores. Por outro lado  o livro é portátil, se leva a casa, se lê no ônibus , mas a leitura é quase sempre um ato privado e não coletivo.
  • É possível conhecer a quantidade de livros vendidos, não de livros lidos (seja total ou parcialmente).
  • Não se incorporam nas pesquisas, que livros podem ser comprados por hábito, ou seja, para ler; ou ainda para presentear. Pode ser ainda que comprem para decorar. Isso mesmo, embora não seja comum tal prática no Brasil. Na Argentina e na Europa é bem comum.
  • Acrescenta ainda que não somente os Estados devem fomentar a leitura; deveriam fazer sobretudo os professores, os bibliotecários, os contadores de histórias, os escritores, os ilustradores, os editores, os livreiros e, portanto há necessidade de que as famílias assumam suas responsabilidades com coerência.

El blog de Guillermo Schavelzon

(C) BiblioAsturias (C) BiblioAsturias

Una cosa es comprar libros, y otra leerlos. Conocemos cuántos libros se venden de cada autor y de cada título, en algunos países lo sabemos online y en tiempo real, pero no sabremos nunca cuántos de esos libros son leídos. La industria editorial puede intentar vender más, pero poco puede hacer para que se lea más.

Esta es una de las diferencias del libro con otros productos culturales: es poco probable que el número de entradas vendidas en un cine, no coincida con la cantidad de espectadores. En cambio el libro es portátil, se lleva a casa, se lee en el tren, pero la lectura es casi siempre  un acto privado más que colectivo o presencial.

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