Coisas surpreendentes que você pode encontrar nas bibliotecas

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Como sempre digo, a ideia antiga de biblioteca como espaço para guarda e empréstimo de livro já não se adequa mais a nova necessidade das pessoas e fico feliz quando encontro cases interessantes. Dessa vez, lhes apresento a  Biblioteca Livre de Fayetteville (FFL) em Nova Iorque, Estados Unidos.

Com a  missão é “proporcionar acesso livre e aberto a idéias e informações” a FFL cria e sustenta esse acesso com a visão e com um propósito simples mas bem definido.

E portanto, orienta suas ações por meio da criação de um acesso igual e aberto para que os indivíduos de ponta tecnologia, oportunidades de aprendizagem únicas e inovadoras capazes de gerar poderosas ideias por meio das próprias pessoas da comunidades que pensem maneiras de transformar suas próprias vidas.

Por oferecer  programas inovadores, serviços, espaços e coleções, é conhecida por muitos apaixonados pelas bibliotecas em todo o mundo. Foi nomeada uma   Biblioteca  Estrela da América pelo prêmio da Library Journal  por seis anos, e é a casa da  primeira biblioteca Makerspace  nos Estados Unidos.

O discurso e as ações efetivas como capacitações, palestras e visitas técnicas com foco em inovação é possível devido a realização de parcerias com as indústrias e outros espaços fora da biblioteca, e influenciou bibliotecas e ações biblioteconômicas em escalas locais, nacionais e internacionais. Como o oferecimento de  cursos Hands on (expressão do tipo “mão na massa” ou “aprender fazendo”) com recursos para  apoiar o desenvolvimento das habilidades de crianças e adolescentes da comunidade. A seguir, apresento a lista de como estão planejados:

Programas de aprendizagem e desenvolvimento de habilidades em Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática

Oferecem clubes e programas pós-escola (algo como atividade de reforço ou extra-classe), tais como:

  • Tinker Tots/ Brinquedos de funilaria: Crianças de 2-6 anos. Exploram um tema por mês e têm oportunidades para aprender, explorar e inventar através do jogo de aprender relacionados.
  • Little makers/Pequenos costrutores: Para crianças de 5-8 anos. Facilitam o desenvolvimento do pensamento crítico, por meio da resolução de problemas explorando habilidades por meio do reforço do ensino de matemática e ciências.
  • Lego Brainstorms: Para estudantes de 3 a 5 série (8 a 10 anos). Uma introdução ao LEGO através de desafios de programação robótica seguido de uma missão.
  • Creation Club Jr./Clube de Criação Jr:. Para estudantes de 3 a 5 série (8 a 10 anos) aprenderem a criar e editar vídeos, podcasts, imagens, modelos 3D e muito mais.
  • Coding Club/Codificação Club: Para estudantes de 3 a 6 série (8 a 12 anos) aprenderem a criar seus próprios jogos, websites e mais usando Code.org, Scratch e outros recursos.
  • Geek Girl Camp/ Acampamento de meninas geek: Uma oportunidade de uma semana para as meninas de 3 a 5 série (8 a 10 anos) ficarem encantadas por assuntos geek,  isso inclui quadrinhos, livros, tecnologia, etc. Com muita diversão, fazem projetos e se inspiraram com mulheres nas área de Ciência e Tecnologia.
  • Minecraft and Coding/ Minecraft e Codificação: Este programa é para adolescentes na 6 ª série (12 anos) com interesse em aprender como codificar para Minecraft com o recurso Forge.
  • Mission Lego/Missão Lego: Orientado para estudantes de 5 a 8 série (10 a 14 anos) possam aprender a construir e programar robôs LEGO  e então completar missões específicas.
  • Teens Make/ Adolescentes fazem: Um programa de formação em artesanato e manualidades para adolescentes, com projetos diferentes a cada semana.
  • 3D Printer Certification/ Certificação Impressora 3D: Introdução a impressão 3D. Depois de certificado, o usuário pode entrar e imprimir as coisas que projetou.
  • 3D Design Classes/ Classes de design em  3D: adolescentes com mais de 12 anos e também adultos podem aprender a projetar  objetos 3D usando software como o SketchUp e Solidworks.

 

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As bibliotecas humanas onde se consultam pessoas em vez de livros

biblioteca humana

Biblioteca humana: pessoas reais, conversas reais.

É certo que nos últimos anos as bibliotecas vem apresentando mudanças significantes e isso não  se evidencia apenas com a tendência no desaparecimento dos catálogos em fichas impressas. O entendimento de biblioteca como um lugar cheio de livros onde pode acessar a informação está obsoleto e insisto em afirmar, o conceito de biblioteca que encontramos nos dicionários já não mais se aplicam por não ser suficiente.

Em postagens anteriores já falei da diversidade de coleções e coisas que podem ser encontradas no espaço de bibliotecas, como o  empréstimo de ferramentas de trabalho e de utensílios de cozinha.

O surgimento da ideia

biblioteca humana é uma experiência que iniciou com a ONG por jovens idealistas, denominada de “Stop the Violence” na  cidade dinamarquesa de Copenhaguem no ano 2000, dentro do Festival Roskilde ‒um dos  maiores festivais de verão na Europa. E desde esse primeiro momento a ideia já tinha o foco na anti-violência, encorajar o diálogo e ajudar a construir relações positivas  de tolerância e compreensão entre os visitantes do festival.

Naquele momento havia na Dinamarca uma grande concentração de pessoas de diferentes culturas, religiões, raças e então a população daquela região tinha um sentimento de invasão.

Em oposição a esta crença, deu-se forma à biblioteca humana, uma plataforma para promover o diálogo entre as pessoas que normalmente nunca falam, possibilitando, de certo modo o questionamento aos preconceitos e estereótipos, e contribuindo para o reforço da coesão social.

Atualmente a biblioteca funciona como projetos e permite que algumas ONGs ou pessoas utilizem a marca para realização de eventos com o nome Library Human em diferentes partes do mundo.

A coleção da biblioteca

Os  materiais consultivos porque não há como comparar aos livros numa Biblioteca Humana são pessoas reais, voluntárias, capazes de comunicar a sua realidade pessoal. A modo ilustrativo, é possível estabelecer contato com pessoas que foram vítimas de discriminação ou exclusão social e que estão disponíveis para se encontrar, num ambiente aberto, acolhedor e seguro, com um ou mais “leitores” interessados.

livros da biblioeca humana

No catálogo da própria biblioteca é possível identificar algumas “Pessoas informantes” denominados “Livros” pela instituição. Entre eles temos:

  • Transtorno bipolar
  • Vivendo com HIV
  • Refugiados
  • Mães solteiras
  • Abuso sexual
  • Naturistas
  • Relações poliamor
  • Surdos
  • Cegos
  • Desemprego
  • Lesão cerebral
  • Transtorno de estresse pós-traumático em soldados
  • Déficit de atenção / hiperatividade (TDAH/DDA)
  • Modificação extrema no corpo
  • Sem teto
  • Conversão religiosa

Metodologia da consulta

  • É um método planejado para promover o diálogo, reduzir preconceitos e estimular a compreensão.
  • Os encontros são uma oportunidade para a aprendizagem, tendo um papel importante na sensibilização sobre a importância dos direitos humanos para o bem-estar pessoal de todos.
  • Após escolher um tópico sobre o qual querem escutar, os “leitores” pegam no seu cartão de biblioteca e são conduzidos a uma área de discussão, onde conhecem os seus “livros”.
  • É riqueza está na possibilidade de questionar, tirar dúvidas: tornando a experiência engrandecedor para ambas as partes.

 

Bibliotecas em contextos indígenas

Educação indígena

Fotografia de Silvino Santos . Manaus: [1925].

De acordo com os dados mais recentes, existem no Brasil, 206 etnias distintas, cujo contingente populacional é constituído de aproximadamente 270.000 pessoas, o que em outras palavras significa, 0,2% da população nacional. Das 180 línguas existentes, mais de 60 são falados no Amazonas, sendo que muitas delas são exclusivas da região e dos países limítrofes (casos da língua Yanomami, Tukano, Waimiri Atroari etc).

No Amazonas, são 62 etnias diferentes, constituídas de aproximadamente 87.000 pessoas, as quais devem ser computados 12 grupos isolados (a maior parte na região do Vale do Rio Javari) e 52 “Terras Indígenas” sobre as quais não se tem registro, afora aqueles habitantes das três sedes municipais (os desaldeados), inclusive a capital, Manaus. Os 86.000 conhecidos ocupam 171 “Terras Indígenas”, que juntas compõem uma área de aproximadamente 28.190.262 hectares, o que equivale a mais ou menos 1/3 de todas as terras indígenas do País.

Então me questionei sobre a existência de bibliotecas em comunidades indígenas. Pensando no difícil acesso ás comunidades ribeirinhas e mesmo em como se dá a dinâmica de registro e salvaguarda das informações e do conhecimento produzido por esses povos. Sei que ocorre um processo de “democratização” maquiada uma vez que infiltram tais comunidades, se criam documentos, algumas vezes sem o cuidado de gerar relatórios que possibilitem a devolução em língua nativa e apresentam bibliotecas virtuais como se houvesse suficiente tecnologia e conexão a internet nestas. Ou seja, tem utilidade apenas como nova ferramenta de apoio à pesquisa, tornando o acesso mais ágil e eficaz às informações sobre as ações do indigenismo brasileiro.

Por sorte nem tudo está mal. Uma ação otimista vem sendo desenvolvida pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) como parte do Programa Arca das Letras, uma iniciativa criada em 2003, que já implantou diversos acervos indígenas em vários Estados como se observa no gráfico a seguir.

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Gráfico gerado a partir de relatórios do Arca das Letras.

Agora sigo com a curiosidade em saber de você leitor(a) se conhece ou desenvolve alguma atividade bibliotecária ou de promoção da leitura em contexto indígena.

Fontes:

http://portal.mda.gov.br/dotlrn/clubs/arcadasletras/one-community?page_num=0
http://www.mda.gov.br/arcadasletras/
http://www.bv.am.gov.br/portal/conteudo/serie_memoria/72_etnias.php

 

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Peer mentoring: entenda o que é e descubra como isso está funcionando entre os bibliotecários.

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Peer mentoring, normalmente, significa a orientação e o convívio de alguém que já passou por alguma experiência específica com alguém que é completamente novo em relação à mesma experiência.

Podendo ser ainda interpretado como “aconselhamento aos pares” ou “aconselhamento de colegas” já vinha sido aplicado no ambiente das universidades estrangeiras a certo tempo.  Para que este programa funcione, as instituições contam com o trabalho voluntário de outros estudantes veteranos (no segundo ano de curso ou mais) para trabalhar como “mentores” de calouros, estudantes que acabaram de chegar ao país e começar os estudos.

Benefícios de ser um mentee

  • Ganha conselhos práticos, incentivo e apoio
  • Aprende com as experiências dos outros
  • Torne-se mais capacitado para tomar decisões assertivas
  • Desenvolve suas habilidades de  comunicação
  • Desenvolver estratégias para lidar com ambas as questões pessoais, acadêmicas e laborais
  • Identifica objetivos e estabelecer um senso de direção
  • Obtêm informações valiosas
  • Aumenta a rede de contatos e faz novos amigos

Benefícios de ser um mentor

  • Melhora a comunicação e habilidades pessoais
  • Desenvolve qualidades de liderança e de gestão
  • Reforça as suas próprias habilidades de estudo e conhecimento do seu assunto (s)
  • Aumenta a sua confiança e motivação
  • Envolve-se em uma oportunidade de voluntariado,  que pode ser valorizada pelos empregadores
  • Aumenta a rede de contatos e faz novos amigos
  • Obtêm o reconhecimento de suas habilidades e experiências profissionais
  • Beneficia-se de um sentimento de satisfação e crescimento pessoal

Peer mentoring para bibliotecários

International Librarians Network  (INL) é uma espécie de peer mentoring entre bibliotecários que organiza o contato  entre bibliotecários de diferentes partes do mundo a partir das experiência  nesta iniciativa de formação entre pares. 

No último dia 02/03/2016 tivemos uma conferência virtual organizada por SocialBiblio e presentada por María García-Puente Sánchez da Espanha onde apresentou o projeto e esclareceu sobre possíveis dúvidas. 

Quem pode participar?

Bibliotecários que possuam habilidades mínimas de redação em língua inglesa isso porque haverá troca de emails, whatsapp, etc. embora seja bem interessante que se pudesse conversar por skype. Existe a possibilidade de que haja acordo entre ambos em definir um idioma padrão para a comunicação. Ou seja, se houver um mentor que se expresse em português, pode ser uma oportunidade.

Qual o tempo de dedicação?

4 meses a total. Ideal dedicação de 1 a duas horas a cada duas semanas mas que fica acordado a melhor forma entre as partes.

Algumas outras questões frequentes são encontradas  aqui.

Pense que isso pode resultar em uma experiência muito enriquecedora e ter um impacto positivo sobre o sucesso profissional. Eu já demonstrei interesse para a próxima rodada, e você porque não faz o mesmo? Preencha esse formulário aqui.

A neutralidade bilbiotecária

Há alguns dias recebi em uma lista de discussão profissional um tema para debater que sempre era levantado em sala de aula por uma colega durante o mestrado e me chamava bastante atenção o “não medo” dos colegas argentinos posicionar-se e defender o que acreditam dentro dos seus espaços de trabalho. Me pareceu bastante oportuno compartilhar algumas reflexões com vocês.

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Não é novidade que a formação superior de bibliotecários, na maioria das nossas universidades, enfatiza o uso da tecnologia da informação e comunicação, dando um forte aspecto técnico fazer laboral.

Assim, ao entrar no mercado de trabalho, reproduzem a escola de formação e, portanto, olham com desconfiança e com desdém marcante e total desinteresse pela “política” em geral, e mais receio ainda com a “política progressista” o que é um tanto engraçado uma vez que ela se aproxima fortemente para a análise da realidade social dos povos.

Aprendemos um discurso da neutralidade mas vale ressaltar que isso não é o mesmo que deixar de defender e posicionar-se frente a algo que você acredita e se opor quando vê que algo está errado de acordo a nossa ética profissional. Para ilustrar a ideia, cito Morillo Calero (2008: 15-16)[1]:

Em vez de ser neutro, o que qualquer profissional deveria pretender é ser independente e reflexivo. […] Ao contrário do que se poderia pensar, a suposta neutralidade já é uma decisão de postura fundamentalmente política frente a realidade social em que nos movemos, mas não quer ser reconhecido como tal.

Parece-me que as vezes, é mais fácil ocultar ou omitir comportamentos ou atitudes talvez para não assumir a responsabilidade por determinado fato. Então questiono: Onde está a nossa biblioteconomia socialmente responsável?

Talvez ela esteja ficando conformada mais na literatura que nas ações propriamente ditas. Muitas vezes ignoramos questões de responsabilidade e compromisso social dos bibliotecários, parecendo algo acessório da profissão. Alguns entendem que não é necessário, afinal de contas, é mais prático e mais pomposo deixar de ser bibliotecário, envaidecer-nos com as tecnologias e então nos transformaremos em gestores da informação[2].

A modo de conclusão ou ainda como um espaço de abertura para novos posicionamentos, desejo realmente que não reduzamos nossas atividades à execução de processos técnicos e sejamos capazes de atuarmos de modo reflexivo, crítico e analítico para argumentar e que isso possa ajudar em nossas articulações que não deixam de ser políticas.

Fontes e dicas de leitura:
[1] Hacía una biblioteconomía responsable socialmente. Texto completo disponível em : http://www.portalseer.ufba.br/index.php/revistaici/article/view/2663.
[2]  El rol social del profesional de la información: un punto de vista desde Argentina. Texto completo disponível em : http://www.abecin.org.br/revista/index.php/rebecin/article/view/28/pdf_16.

Empréstimo de ferramentas de trabalho em bibliotecas

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Economia e negócios são são temas alheios ás bibliotecas, acredite. Prova disso é o artigo breve de Matthew Yglesias publicado em 2012 onde dedicou umas linhas sobre as bibliotecas do futuro oferecendo seu ponto de vista alheio da profissão bibliotecária.

Para Yglesias, a função tradicional da biblioteca de emprestar livros segue com sentido e sendo eficiente nos dias atuais, porém deixará de ser no futuro, com a previsível extensão do texto digital. Recomenda aos bibliotecários que deixem de pensar apenas em formas de otimizar a função de empréstimos de livros na era digital e comecem a planejar uma mudança orientada a outros empréstimos mais úteis para a a sociedade: as ferramentas de trabalho!

Coleção

Inaugurada em Janeiro de 2000 e foi financiada em modo  Block Grant  que se trata de uma concessão consolidada dos fundos federais, que um governo estadual ou local poderá utilizar a seu critério para programas como educação ou desenvolvimento urbano.

São mais de 5.000 itens entre manuais e ferramentas disponíveis para empréstimo na Temescal Lending Library. Divididas em: Carpintaria e marcenaria, Alvenaria, Ferramentas elétricas, Piso e parede, Jardinagem e paisagismo, Escadas, Movimentação de materiais, Ferramentas mecânicas, Canalização e limpeza de esgotos.

Políticas

  • Para emprestar ferramentas que você precisa ter um cartão de sócio da biblioteca comprovante  de residência que demonstre que o usuário vive em Oakland, Emeryville ou Piedmont.
  • Idade superior a 18 anos são elegíveis para emprestar ferramentas do Lending Library Tool (TLL).
  • Não mais do que  oito (8) itens podem ser emprestados a qualquer momento.
  • Período de empréstimo é de sete (7) dias para a maioria das ferramentas; dois (2) dias para alguns de nossos artigos mais populares.
  • As multas: $ 1.00- $ 20,00 para cada dia uma ferramenta final é, dependendo do valor da ferramenta.
  • Se o item for devolvido danificado, você será cobrado uma taxa de danos.
  • Multas e taxas são pagas em qualquer local da Biblioteca Pública em dinheiro ou cheque. Também podem ser pagas on-line.
  • As ferramentas devem ser entregues limpas.
  • Renovações são permitidas até duas (2) vezes se não houver espera pela ferramenta. Devido à alta demanda, ferramentas marcadas com * não são renováveis.

O bom desse tipo de serviço em  bibliotecas é que permitem que seus usuários possam emprestar ferramentas, equipamentos e guias “how-to” (como fazer) ou “DIY”Do It Yourself (do inglês faça você mesmo)  – espécie de materiais de ensino  , ou seja, funcionando tanto como bibliotecas cumprindo sua função educativa como uma loja de aluguel onde com uma taxa de empréstimo das ferramentas, ou mais comumente de forma gratuita como forma de partilha comunitária.

Materiais adicionais para consulta:

Clique aqui para consultar a política de empréstimo completa. (Original, em inglês)

Clique aqui para consultar outras políticas da biblioteca. (Original, em inglês)

Lista de bibliotecas que oferecem esse tipo de empréstimo no mundo.

Destacam o poder da leitura para harmonizar e tornar as pessoas melhores

Sala de leitura. Foto: Divulgação do Programa Nacional de Salas de Leitura (PNSL) da Conaculta, México.

Sala de leitura. Foto: Divulgação do Programa Nacional de Salas de Leitura (PNSL) da Conaculta, México.

Inaugurando a Conferência Nacional de Mediadores de Sala de Leitura, que ocorreu no dia 22 de outubro na cidade de Mérida, Estado de Yucatán, México e contou com a participação de mais de 150 mediadores destas salas a diretora geral de publicações de Conaculta (Conselho Nacional para a Cultura e as Artes), Marina Núñez Bespalova ressaltou que já existem mais de três mil desses espaços em todo o país e alcançou a formação das pessoas, especialmente dos jovens.

Jorge Cortés Ancona, Marina Núñez Bespalova, Hiryna Enríquez Niño (representando os professores) .

Jorge Cortés Ancona, Marina Núñez Bespalova, Hiryna Enríquez Niño (representando os professores) .

As salas de leitura que surgem como um esforço social “são salas frutíferas que estão formando leitores com um nível de amplo e crítico de leitura.

” Acrescentou ainda que “São pessoas que sabem como escolher o que ler e que nos faz felizes e nos dá muita esperança e nos anima, nos dá confiança para continuar com o apoio dos outros.”  – Bespalova

Está comprovado, acrescentou, que as comunidades se deslocar no livro, inclusive têm apoiado a determinados programas de corte social, de harmonia, de pacificação, então é algo que deve ser apoiado por ser uma ferramenta valiosa de divulgação da cultura e a promoção da leitura .

Isso tem dado certo porque tivemos sensibilidade suficiente para encontrar uma maneira de que através da sociedade civil fosse possível disponibilizar livros para as pessoas, porque não podemos esperar que as pessoas leiam se não houver livros. Até mesmo porque

Onde o único lugar de acesso ao livro é uma sala de leitura, mas não falo de poucas. Existem áreas marginais que estão longe dos centros culturais e administrativos, onde há somente uma sala de leitura como espaço de acesso ao livro”. – Bespalova.

Para o chefe do Departamento de Fomento Literário e Promoção Editorial de Sedeculta (Secretaria de Cultura e das Artes), Jorge Cortés Ancona, afirmou que:

O papel que tem essa atividade não é apenas como lazer ou ócio criativo mas também como forma de comunicação e de convivência, pois nem sempre a leitura é um ato solitário já que é uma ação que se pode compartir frutuosamente”. – Ancona

Ancona disse ainda que a leitura é uma ferramenta para a sociedade poder desfrutar de uma convivência justa e pacífica e acredita na possibilidade de torná-lo uma ferramenta de redirecionamento da qualidade de vida de todos os cidadãos, independentemente da idade, etnia, gênero ou condição socioeconômica. Finalizou destacando que o encontro é importante para dar visibilidade ao trabalho feito pelos mediadores, o qual representa o maior ativo disponível para uma sociedade que é o capital humano: os nutridas nosso povo em sua expressão artística, livre nas suas manifestações culturais.

Fontes: 
http://www.informaciondelonuevo.com/2015/10/mediadores-de-salas-de-lectura.html
http://www.informador.com.mx/suplementos/2015/621535/6/destacan-poder-de-la-lectura-para-armonizar-y-hacer-mejores-personas.htm

Pensar maneiras de reavivar as bibliotecas

Campanha para transformar as bibliotecas

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Projetado para sensibilizar o público para o valor, o impacto e os serviços prestados por bibliotecas e dos próprios profissionais; a campanha de ALA (American Library Association) criou a campanha “Libraries Transform” , no português algo como  “Transformar as Bibliotecas” e tem o objetivo de ajudar a criar uma mensagem comum, clara e forte dentro e fora da profissão sobre a natureza transformadora das bibliotecas nos dias de hoje bem como a importância delas na era digital.

As maneiras pelas quais as bibliotecas se transformam são tão sutis e variadas como as pessoas a que servem. As mudanças físicas são fáceis de detectar, mas a transformação de serviços, e o alcance podem ser menos evidentes, embora essas mudanças estão ocorrendo constantemente.

Este vídeo é a primeira de muitas ferramentas compartilháveis ​​concebidos para provocar uma discussão sobre a  biblioteca transformada e o profissional  da biblioteca. Em algumas coisas estamos longe na realidade brasileira, onde ainda não conseguimos unir economia e bibliotecas por exemplo. Mas o importante é a inspiração e acreditar que podemos chegar nesse cenário o quanto antes.

Esta campanha foi desenhada para mostrar como:

• Bibliotecas transformam as comunidades e as vidas de pessoas.

• Bibliotecas seguirão [deveriam seguir] se transformando rapidamente para responder e atender às novas necessidades de usuários e comunidades no século 21.

• Os profissionais de biblioteca seguem em capacitação para adquirir habilidades e competências para melhor atender as necessidades em tempos de mudança nas comunidades a que servem.

• Aumentar a conscientização e o apoio às bibliotecas. Demonstrando a natureza transformadora das bibliotecas de hoje.

• Aumentar a conscientização sobre o papel fundamental que possuem as bibliotecas e os profissionais das bibliotecas na era digital.

• Atualização da imagem das bibliotecas e dos profissionais que nela atuam.

• Atrair à profissão os melhores e mais brilhantes profissionais em todas os âmbitos da vida para ajudar a crescer e expandir nossa biblioteca.

• Influenciar os principais tomadores de decisão nos níveis nacional, estadual e local para aumentar a acessibilidade e políticas públicas para as bibliotecas.

Cartões postais e cartazes da campanha

Amerelo: Porque existem mais de 14.000.000 resultados da busca para as eleições presidenciais de 2016. Laranja: Porque mais de um quarto dos lares norte-americanos não têm um computador com ligação à Internet. Azul: Porque por que não você ser capaz de trazer o seu grande macchiato snickerdoodle caramelo (tipo de café vendido na cafeteria Starbucks)?

Amerelo: Porque existem mais de 14.000.000 resultados da busca para as eleições presidenciais de 2016.
Laranja: Porque mais de um quarto dos lares norte-americanos não têm um computador com ligação à Internet.
Azul: Porque você não pode ser capaz de trazer o seu grande macchiato snickerdoodle caramelo (tipo de café vendido na cafeteria Starbucks)?

Verde claro: Porque o mundo está em suas mãos e que o mundo pode ser um lugar assustador. Verde escuro: Porque os alunos não podem pagar revistas acadêmicas com um orçamento "ramen budget" (expressão utilizada para viver na pobreza já que se refere a uma comida muito econômica como o macarrão instantâneo - amplamente considerado como a refeição mais barata que um humano pode consumir). Roxo: Porque os empregadores querem candidatos que sabem a diferença entre uma busca na web e uma pesquisa.

Verde claro: Porque o mundo está em suas mãos e que o mundo pode ser um lugar assustador.
Verde escuro: Porque os alunos não podem pagar revistas acadêmicas com um orçamento “ramen budget” (expressão utilizada para viver na pobreza já que se refere a uma comida muito econômica como o macarrão instantâneo – amplamente considerado como a refeição mais barata que um humano pode consumir).
Roxo: Porque os empregadores querem candidatos que sabem a diferença entre uma busca na web e uma pesquisa.

Ajude a difundir a campanha

Como o material é em inglês e algumas coisas não se aplicam a nossa cultura brasileira, é interessante pensar no que poderia despertar o interesse de nossa comunidade e criar nossos próprios cartazes utilizando um diagrama parecido. As cores utilizadas me chamaram bastante atenção. Isso seguramente eu aplicaria.

  1. Envie um Tweet em seus serviços mais inovadores e impactantes usando a hashtag #transformarasbibliotecas
  2. Inclua informações sobre “Transformar as Bibliotecas” nos boletins de notícias ou e-mails.
  3. Faça a sua própria campanha de marketing criativa para encantar e surpreender sua comunidade. 
  4. Convido você leitor ou seguidor do blog os membros de sua comunidade para compartilhar informações sobre a forma de “transformar as bibliotecas” em suas plataformas de mídia social – Facebook, YouTube, Instagram, etc. 

Sinta-se convidado a compartilhar suas experiências e dizer quais motivos você acredita que as bibliotecas precisam ser transformadas e de que maneira podemos oferecer serviços para mostrar essas transformações.

As oportunidades estão na biblioteca pública: apoio a pessoas sem emprego e ao emprendedorismo

As bibliotecas públicas devem recuperar a sua missão social e se concentrar em ajudar os grupos mais desfavorecidos.

Alemanha, Brasil, Espanha, Estados Unidos são países onde já é possível encontrar serviços bibliotecários orientados a pessoas que estão buscando emprego ou ainda aos empreendedores e autônomos, especialmente aos jovens quando o objetivo é oferecer recursos e ferramentas para ajudá-los e apoiá-los a enfrentar o mercado de trabalho cada vez mais competitivo e em busca de pessoas criativas e capacidades inovadoras.

Trata-se de uma questão cultural que está por detrás dos indicadores sociais do desemprego e então a biblioteca ressurge com destaque e mostra o seu papel efetivo como uma instituição agente que pode e deve contribuir para a coesão social.

Depois de ler algumas coisas em fóruns da internet, resolvi escrever um post como sugestão inspiradora aos colegas bibliotecários que gostam e desejam pensar a biblioteca “fora da caixa”, assim que fica o registro como uma maneira de estimular profissionais de bibliotecas a criar e empreender ações sustentáveis para ampliar o protagonismo da biblioteca na sua comunidade.

#O que se observa e que pode ser feito a partir das páginas web ou blog das bibliotecas públicas ou dos terminais de consulta:

  • Serviço de recompilação documental sobre notícias e informações relevantes sobre oportunidades de trabalho e capacitação;
  • Organizar um espaço onde a informação esteja classificada em: orientação; profissões; encontrar um emprego; vida profissional; concursos públicos.

#Nos espaços físicos podem ser organizados diferentes cursos, oficinas e palestras para:

  • A descoberta profissional – conhecendo profissões;
  • Capacitação – divulgação e realização de cursos de curta duração e com saída laboral;
  • Conhecimento e utilização de ferramentas e recursos para busca de emprego;
  • Conhecimento de empreendedorismo e mundo do trabalho;
  • Assessoria para criar plano de negócios, educação financeira;
  • Modelagem de negócios;
  • Iniciação as start-ups;

Seria interessante que as bibliotecas públicas brasileiras possuíssem um espaço ou serviço sobre informação e emprego, considerando ainda as necessidades de informação especializadas para os imigrantes e emigrantes.

#O que considerar:

  • A biblioteca  pública é um lugar excelente por sua neutralidade para desenvolver muitos tipos de serviços, deve ser inclusiva;
  • É necessário cooperar com entidades de forma sistematizada e baseada em acordos, convênios, parcerias;
  • A mediação humana é fator básico nas bibliotecas;
  • Os cursos e oficinas  devem ser personalizados sempre conhecendo o perfil dos usuários;
  • Principalmente: Nunca esqueça de avaliar as ações que se desenvolvem para ver e ter evidências da efetividade e do impacto que tem para a sociedade.

O assessoramento pode ser individual ou em grupo, dependendo do espaço físico e dos equipamentos disponíveis. Obviamente nem todas as competências são obrigatória de bibliotecários. Ora, se estamos na era das cooperações, é esse o momento de buscar pessoas e entidades parceiras( setor de informática, de recursos humanos, de empreendedorismo, de capacitação profissionalizante) para colaborar nos projetos que se pretendem executar.

Além de realizar as atividades é preciso divulgá-las e animar a comunidade a participar. Assim, é sempre bom promover palestras, fóruns, debates, encontros profissionais entre empresários e jovens em busca de emprego. É realmente pensar a biblioteca como um espaço interativo e de encontro.

Biblioteca virtual chega ao metrô em Buenos Aires

A primeira rede de biblioteca virtual foi instalada na estação de metrô Plaza Italia (Linha D/Verde). Lá você pode baixar mais de 200 livros para desfrutar durante as suas viagens, de forma gratuita.

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A partir de alguns passos simples, você pode aproveitar seu tempo lendo livros. Apenas com um dispositivo móvel que permita escanear um código QR para acessar o catálogo completo da Biblioteca Integrar do Ministério da Educação e usando a rede de conexão a internet da cidade (BA Wi-Fi) disponível em toda a Linha D, você poderá baixar o livro que quiser.

A Biblioteca faz parte do Portal Educativo da Cidade de Buenos Aires, onde seguem agregando mais livros, filmes, vídeos e música.

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Alguns dos livros que você consegue de encontrar na biblioteca virtual são: Contos de amor, loucura e morte, A vida é um sonho, Édipo Rei, O Príncipe e o Mendigo, O Amigo fiel, Alice no País maravilhas, A Arte da Guerra. Estão em formato EPUB e PDF.

Em breve serão instaladas novas bibliotecas virtuais  na estação Juan Manuel de Rosas( Linha B/Vermelha) linha e na passagem Newton da estação 9 de julho (Linha D/Verde).

Passo a passo:

  1. Baixe leitor de QR Code em seu telefone.
  2. Abra o aplicativo que você baixou.
  3. Aponte o QR Code  para o livro que você quer ler.
  4. Baixe-o e leia sempre que quiser.

Se você mora ou estiver de passeio em Buenos Aires, fica a dica.