Um rápido resumo para você saber o que aconteceu no XX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias

bibliotecário-manaus-notícias-snbu-2018banner-snbu-bilbioteca-universitária-brasil-salvador-2018

O 20º Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias (SNBU), que aconteceu em Salvador/BA de 15 a 20 de Abril, contou com a presença de inúmeros profissionais que estiveram ali para discutir  e debater sobre sobre o tema “O Futuro da Biblioteca Universitária na perspectiva do Ensino, Inovação, Criação, Pesquisa e Extensão”. 

Este evento se consolidou há quatro décadas (1978) como referencial na temática e ocorre a cada dois anos e possibilita o intercâmbio de conhecimento e aproximação de profissionais dos diversos estados do Brasil. Senti falta de espaços formais para o debate, e isto mostra que o método de disseminação 1 para muitos não é mais  tão efetivo nos dias de hoje. Nota-se a necessidade de repensar a metodologia deste Seminário e inserir metodologia dialógica na dinâmica dos trabalhos.

A seguir, algumas considerações (muito  pessoais) sobre o XX SNBU:

  1. A possibilidade de reencontrar amigos e conhecer gente nova nos corredores e durante os almoços foi extremamente sensacional para aprender coisas novas, saber o que estão desenvolvendo em suas instituições e estabelecer projetos futuros. Destaco isto porque houve muitos trabalhos com enfoque demasiado acadêmico e teórico;repositório
  2. Resumo do congresso e o futuro da Biblioteconomia em uma palavra: repositórios. Aspectos de digitalização e gestão das coleções digitais (sobretudo sobre o autoarquivamento). O que é bom, está ficando uma prática consolidada e podemos perceber quais os pontos fortes e as debilidades para a implantação nas instituições. Cada um com a sua particularidade, obviamente e todos aprendendo coletivamente;bia-foto-PUC-RIO-bibliotecária-virtual
  3. Outro aspecto bastante apresentado foi as tecnologias mediando os serviços. Aplicação de ferramentas que auxiliam o serviço de referência virtual. Esta parte acompanhei mais de perto sobretudo porque é algo que me encanta: o uso de mídias sociais em bibliotecas não apenas como um mural informativo mas como serviço. Teve ainda aplicações de  chatbot para o auxílio de dúvidas sobre as normas da ABNT e  e a assistente virtual BIA – Bibliotecária Interativa Automazida das Bibliotecas da PUC-Riobibliotecário-educador
  4. Bibliotecários como educadores e colaboradores para fomentar a competência em pesquisa. Nisto, considera-se as bibliotecas como espaço para descobrir, usar e criar coisas. Facilitando o acesso às diversas fontes internas e externas de informação disponíveis.
  5. A Agenda 2030 é o foco do momento, com os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e suas 169 metas que compreendem os aspectos econômico, social e ambiental. Nós bibliotecários nos enquadramos perfeitamente no objetivo 16.10 que é referente à capacidade de usar a informação e pensar em aspectos de preservação da mesma para ser acessada no futuro. E nisto se aplica pensar e promover conteúdos acessíveis para que ocorra de fato a democratização do acesso a informação que ainda deixa muitos à margem, logo, acessibilidade não deve ser resumida à adequação do espaço físico mas considerar materiais assistivos.objetivos_agenda2030-port
  6. Bibliotecários amam brides e disputam loucamente por eles. A estratégia dos estandes funcionaram bem, sobretudo para o sorteio de ursinhos, o destaque da vez foi famoso ursinho Bê da Biccateca que causou euforia nos que estavam presentes. benosnbu.png

 

Estas foram as percepções, isto posto é muito importante entender que as bibliotecas universitárias precisam ser formadas por equipes multidisciplinares para que possam desbravar as opções que têm potencial para desenvolver, reinventando-se constantemente. Inovando enquanto serviços dinâmicos e não mais focada no espaço físico.

 

 

Política de comentários:

  1. Seja respeitoso e não ataque o autor, as pessoas mencionadas no artigo ou outros comentaristas. Aceite a ideia, não o mensageiro.
  2. Não use linguagem obscena, profana ou vulgar.
  3. Foque na questão. Os comentários que se desviarem do tópico em questão podem ser excluídos.
Anúncios

Tuitaço pela biblioteca

tweet2

O dia da #biblioteca é uma ação internacional que tem a finalidade de difundir através do Twitter mensagens com a etiqueta #biblioteca para divulgar o valor social, cultural e educativo dos serviços bibliotecários.

Espero que você possa participar conosco no próximo dia 10/08/2015, no Twitter falando sobre a #biblioteca e compartindo com outros colegas de todo o planeta.

Ainda que possa tuitar durante todo o dia, queremos concentrar os esforços brasileiros em dois momentos: 11:00h e 15:00 h.

Todo começou em 2009 como um jogo entre um grupo de amigos que se perguntavam se seriam capazes de converter a  #biblioteca num trending topic. Mesmo passado os anos que conseguiram o objetivo em mais de uma ocasião, todos continuam entusiasmados a cada ano e seguem agregando pessoas em diferentes países e que desejam se empenhar para que a biblioteca tenha maior visibilidade.

Se quiser saber mais sobre o porquê e a história da #biblioteca, os remeto aos arquivos deste blog, especialmente os do mês de agosto de 2009, quando surgiu tudo, e a este site que criado por Diego Ariel Vega e que se recopila toda a informação sobre a aventura.

O que publicar:

Os conteúdos dos tweets podem ser de muitos tipos, o importante é que sempre estejam acompanhados da hashtag #biblioteca e que em cada mensagem se mostrem nossos valores. Algumas ideias:

  • Se é usuário: Conte sua experiência,  as razões de usá-la, vantagens (e inconvenientes), Estás satisfeito? Exitem bibliotecas perto da sua casa ou comunidade?
  • Se é bibliotecári@: O que você faz, onde trabalha, o que você gosta [o não] de suas tarefas, etc.
  • Se é uma biblioteca: Se trata de mensagens mais orientados as proprias bibliotecas, para que se mandem com a conta institucional. Difunda esta informação entre seus usuários (eles são a chave de que sejamos trending topic), explica seus serviços, horários, atividades, quem é essa instituição, etc.

Exemplos:

A #biblioteca não é um gasto, é uma inversão

#biblioteca + bibliotecári@s: um direito irrenunciável

Uma foto na  #biblioteca ______ http://___

Fiz meu book de casamento, aniversário, na #biblioteca

Vídeo sobre o uso do catálogo da #biblioteca

Te apresentamos ao clube de leitura da #biblioteca

A #biblioteca recomenda ____ 

Um obra essencial ____, disponível na #biblioteca

Graças a  #biblioteca conheci ____

Um livro interessante que li sobre______ e está na  #biblioteca ______

Lembre que sua #biblioteca está em http://___ ,

A #biblioteca te oferece diversidade de serviços http://___

A partir do catálogo da #biblioteca você pode conhecer nossos recursos

Tutorial sobre o serviço ___ da #biblioteca http://___


Solte a imaginação! E independentemente de ser usuário, bibliotecári@ ou biblioteca, ajude a difundir o evento entre seus seguidores do Twitter, anime-os a participar. Segue pessoas importantes? Peça que te ajudem a difundir a ideia, ademais: comente coisas, comparta fotos, sugira leituras. Qualquer coisa, mas não esqueça a hashtag  #biblioteca

Lembre-se e esteja seguro de tuitar: #biblioteca e não #bibliotecas (no plural) ou outras possíveis variações.

Imagens que podem ser compartilhadas e divulgadas a vontade:

Para leitores de outros países, confira os horários:
  • 08:00 e 12:00 h. Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicaragua.
  • 09:00 e 13:00 h. Colômbia, Equador, México, Panamá, Peru.
  • 09:30 e 13:30 h. Venezuela.
  • 10:00 e 14:00 h. Cuba, Bolívia, Chile, Estados Unidos (Washington), Paraguai, Porto Rico, República Dominicana
  • 11:00 e 15:00 h. Argentina, Brasil, Uruguai.
  • 15:00 e 19:00 h. Espanha (Canarias), Portugal.
  • 16:00 e 20:00 h. Espanha (Península)

10 destaques do Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação

banner-top_cbbd2015

Bibliotecários, editores, livreiros e representantes de base de dados e softwares se reuniram mais uma vez no congresso para falar de pontos em comum, para fazer negócios, para aperfeiçoar-se nos minicursos e trocar ideias no “Conversando sobre” e apresentações de trabalhos, no que constitui o maior acontecimento da comunidade bibliotecária brasileira.

Foi um grande prazer poder encontrar amigos, colegas de outras cidades e pensadores da área que conhecia apenas pelas redes sociais. O congresso que acontece a cada dois anos tornou-se um espaço privilegiado para a apresentação de experiências, práticas e difusão da produção técnico-científica relativa a bibliotecas, unidades de informação, ensino e pesquisa.

O mais interessante foi a agenda de contatos que se pode estabelecer nesse espaço com profissionais dos outros Estados do Brasil e a partir daí gerar frutos de trabalhos colaborativos. Percebe-se as mudanças nas linhas editoriais, produção e comercialização de base de dados e e-books, nos inteiramos do que está sendo produzido pelos colegas em termos de artigos e mesmo de atividades práticas.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Destaques

  1. A pergunta que deve motivar os profissionais da informação não deve ser “como” mas “porque” e então teremos mais claro a maneira de mostrar nosso valor a sociedade.
  2. O discurso a partir e agora é: “Veja o que podemos fazer!” Portanto, esqueçamos aquela “Precisamos de bibliotecários”.
  3. “Ao invés de desenvolver coleções, precisamos desenvolver conexões” (David Lankes @rdlankes). Ou seja, devemos orientar nossa carreira pelas pessoas e não somente pelos processos, dessa forma será possível criar coisas lindas.
  4. Bibliotecários precisam sair dos prédios (espaço físico).
  5. É necessário seguir estimulando os colegas de profissão a divulgar seus trabalhos nos eventos. Talvez tenhamos boas práticas em nosso país e elas só não estão sendo divulgadas. É hora de contagiar e motivar nossos colegas que sabemos que está desenvolvendo um trabalho diferente.
  6. O empreendedorismo torna mais evidente na profissão bibliotecário e não apenas na literatura acadêmica, há sim casos práticos e reais. Precisa ser estimulado desde a formação.
  7. Os agentes públicos continuam com uma noção errônea de biblioteca pública. Poucos Estados apresentaram ideias inovadoras, o que mostra que ainda é triste nosso cenário nesse ponto. O Governo Federal apresentou alguns editais e programas que alguns Estados desconhecem ou não sabem como concorrer ou mesmo seja falta de boa articulação política.
  8. O negócio das bibliotecas escolares não é o livro, é aprendizagem. (David Lankes citado por Bernadete Campelo).
  9. O cenário das bibliotecas escolares pode mudar rapidamente se a sociedade e governo entenderem as possibilidades que elas podem oferecer. Ou seja, abandonaremos o discurso da miséria e da exaltação e começaremos apresentar ações que impactem na aprendizagem.
  10. O bibliotecário é o principal responsável por sua carreira. Não podemos culpar a academia pelas nossas falhas e falta de preparo. Mesmo quando há boa vontade de mudarem os planos e ementas, pela burocratização, quando estas são aprovadas, já estão ultrapassadas. Portanto, é mais que a hora de criar o hábito da educação continuada. (Fala de Dani Spudeit que concordo com cada ponto e vírgula)

Espero que o propósito final do evento tenha sido cumprido, que haja sido um ambiente esclarecedor e que tenha permitido por meio das mesas redondas, visitas técnicas, minicursos, conferências e mesmo nos corredores, levar a cada um dos profissionais novos elementos de análise, descobertas de oportunidades, amizades prósperas e excelentes oportunidades de trabalho.