Conselhos de branding para bibliotecários: dicas para criar a sua marca pessoal

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Que o marketing se aplica a todos os lugares, isto ninguém duvida. Inclusive para nós como bibliotecários, ele pode ser muito útil para nos projetarmos no mercado de trabalho. Pensando nisto, hoje trago algumas ideias sobre uma ação de marketing que pode ser utilizada a nosso favor, o branding: uma ação de marketing. Segundo os profissionais do marketing, o brand/branding seria:

Uma marca ou brand é a percepção dos consumidores sobre um produto, serviço, experiência ou organização.

É possível que já tenhamos nos deparados com algumas das situações a seguir:

  1.  O mercado de trabalho ainda não sabe quem eu sou ou o que eu faço;
  2.  Ingressei no mercado de trabalho, mas ainda não possuo um posicionamento concreto dentro dele e tenho a sensação de estar “perdido” na carreira;
  3. Conheço o meu potencial e habilidades, mas ainda não aprendi a mostrar para o mercado como sou diferente dos demais profissionais na minha área.

“Quem não é visto,não é lembrado” (ditado popular)

Estou certo? Isto tem a ver com branding que é um sistema de comunicação que deixa claro porque a marca (eu) importo e fazer com que um potencial consumidor me perceba enquanto profissional como a única solução para o que ele busca e principalmente atrair esses consumidores para mim. Note: tem a ver com percepção. Lembram daquele ditado “Quem não é visto,não é lembrado”? Faz muito sentido aqui. Pensando nisto, sugiro que mostrem o seu valor como profissional bibliotecário. Mas é preciso que você não se esconda dentro de uma biblioteca ou atrás do balcão de referência. Considere investir tempo (E talvez algum recurso) para criar a sua presença digital, o seu desenvolvimento pessoal e sua rede de relacionamentos.

As três facetas da marca pessoal do bibliotecário são o nível de educação, competências e interesses. O gráfico a seguir ilustra a importância dessas três facetas essenciais na modelagem das características do bibliotecário como uma profissão significativa para os usuários e para a sociedade.

Quadro branding pessoal para bibliotecários

Fonte: Adaptado de BAHARUDDIN; KASSIM (2014)

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O amor é um elemento importante nesta equação de marca pessoal. É sobre estar
amando a si mesmo … amando os outros e amando o que faz. ” (RAMPARSAD, 2008, p.34, tradução nossa)

 

Como criar a sua marca? Que conselho de branding você sugere? 

 

Quem é você?

Primeiro, pense em como você quer ser percebido e onde você quer ir com sua carreira. Eu acredito e o que gosto de vender é: “Eu sou bibliotecário e sou a pessoa que sabe onde está a informação”. Podemos criar um estereótipo positivo, com algumas personalizações. Pense em que você pode ser útil ao outro. Quais são as habilidades que você tem e que pode contribuir para solucionar o problema do próximo.

Tenha boas ideias e atitudes positivas

Faça o que você é bom! Não adianta querer fazer isto ou aquilo pensando apenas na rentabilidade da coisa. Concentre-se em seus talentos e no que você gosta. Só é feliz quem faz o que gosta.  O sucesso de sua marca pessoal expressa seus pontos fortes. Invista em potencializá-lo, estimule criação de novas ideias a partir do pensamento e atitude positiva. Você atrairá muita coisa boa.

Seja foda no que você faz

Normalmente é usada a expressão: “seja bom no que faz” mas não teria a mesma expressividade que quero neste momento. Está intimamente ligado ao tópico anterior. Isto poque se você segue investindo em aperfeiçoamento profissional, com o passar do tempo, à medida que apresenta excelente trabalho,  ganhará uma reputação por fornecer um excelente serviço, a notícia se espalhará e essa boa reputação encorajará outros a buscar por você e a usar os seus serviços.

Conheça o seu público

Você é visto por públicos distintos e que podem ter mensagens diferentes de como você se apresenta. Normalmente minha marca como bibliotecário será reconhecida e usada por estudantes, instrutores, pesquisadores, docentes, colegas, gestores de biblioteca e talvez outras pessoas.  Não seja uma boa ideia mostrar um rosto diferente para cada público, no entanto, considere adequar a mensagem que você deseja enviar a cada grupo e como essas mensagens podem se complementar. 

Cuide da sua apresentação pessoal

O aumento de sua confiança é o que a marca pessoal pode fazer. No trabalho, eles são a marca e sua aparência é o seu logotipo pessoal. Além disso, a marca pessoal pode aumentar a visibilidade do bibliotecário. Para aumentar sua visibilidade, experimente usar algo com cores vivas.

Tenha um Site/Blog/Portfólio

Construa relacionamentos virtuais. Para ser visto e  “recuperável” pelo Google. Possíveis empregadores irão pesquisar lá.  É mais prático buscar na internet referências sobre o que buscamos. Se temos um bom posicionamento online fica fácil despertar interesse para que nos busquem pra  conversar e  encontramos pessoalmente. Considere criar um perfil no Linkedin, um site, blog, instagram profissional e informe o que você pode fazer.

Pesquise por si mesmo no Google com frequência

No modo anônimo (ou como visitante, dependendo do seu navegador) busque pelo seu nome e veja se você aparece e como aparece. Ora, se não aparece nada, pode ser preocupante pois se eu não possuo meu nome no Google, estou perdendo oportunidades. Os dias das primeiras impressões que começam com um aperto de mão acabaram e agora a pesquisa do Google costuma ser o primeiro lugar em que as pessoas procuram informações publicadas sobre você. Leia mais ou busque ajuda profissional para orientá-lo quanto ao Search Engine Optimization (Otimização para mecanismos de busca).

Seja oferecido!

Não menospreze o trabalho voluntário. Nele, embora não seja uma parceria que envolva troca financeira, pode ser uma porta para futuros clientes e ainda para aumentar sua rede de contatos. Se ofereça para fazer palestras, treinamentos, organizar acervos pequenos de igrejas, associações de bairro, etc.

Se você está formado há algum tempo e não consegue se inserir no mercado de trabalho, crie a oportunidade. Seja através de empreendedorismo, ou quem sabe desenvolvendo um trabalho voluntário, ou ganhando um pouco menos, pode ser altamente estratégico –  pense a longo prazo.

Lembre-se duas coisas: 1)As vezes é preciso perder para ganhar. 2) Estabelecer uma reputação consistente não acontece rapidamente. Logo, você precisa estar fazendo suas próprias oportunidades.


gratidão ao universo - bibliotecário - manaus

Quando os bibliotecários não parecem proativos, eles inadvertidamente retratam uma imagem que pode prejudicar sua própria capacidade de relevância. Na pior das hipóteses, um bibliotecário de referência passivo ou conservador pode ser visto como aquele que desempenha pouco mais que os deveres administrativos. Ou ainda uma considerado exigente e ligado a regras. Certamente não é isso que queremos, não é mesmo? Então seguindo o estilo de vida da colega, também bibliotecária Katty Anne Nunes “Thi, fala para o universo que ele te devolve”. Vamos mentalizar o estereótipo com efeito positivo (E que já existe na mente de algumas pessoas):

 Bibliotecários também são prestativos, atenciosos e inteligentes.

 

Espero que as dicas tenham sido válidas a vocês e que possam aplicá-las para a construção da marca pessoal como profissional.  Estejam certos de que esta é uma tentativa  importante de gerenciar ou controlar o que as pessoas pensam de nós bibliotecários e ampliar os traços positivos. Mando boas vibrações a vocês. Se quiserem compartilhar a experiência pessoal de vocês, deixe seu comentário. Ficarei contente em ler e trocar ideias.

 

Referências
RAMPERSAD, Hubert K.. A new blueprint for authentic and successful personal branding. Performance Improvement, Estados Unidos da América, v. 6, n. 47, p.34-37, 11 abr. 2008. Disponível em: <https://doi.org/10.1002/pfi.20007&gt;. Acesso em: 04 abr. 2018.
BAHARUDDIN, Mohammad Fazli; KASSIM, Norliya Ahmad. Conceptualizing Personal Branding for Librarians. In: VISION 2020: SUSTAINABLE GROWTH, ECONOMIC DEVELOPMENT, AND GLOBAL COMPETITIVENESS, 23., 2014, Valencia (Espanha). Conference Paper. Valencia (Espanha): Ibma, 2015. p. 38 – 44. Disponível em: <https://www.researchgate.net/publication/281481121&gt;. Acesso em: 04 abr. 2018.

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Uma biblioteca que empresta utensílios de cozinha como se fossem livros.

Biblioteca de Cozinha

A crescente popularidade de compartilhamento entre as comunidades, está provocando, nos últimos anos, uma sub economia mais justa e social em que as pessoas colaboram e dividem seus recursos.

Recentemente, toScreen-Shot-Tem açúcar-2015-01-26-at-10.44.34-AMmei conhecimento do Tem açúcar?,  uma plataforma onde os usuários compartilham itens/bens/coisas/objetos uns com os outros. Apenas facilita a conexão entre usuários e não tem nenhuma responsabilidade com relação aos itens envolvidos na transação entre eles, ou qualquer outro acontecimento que se dê em contatos e relações, online e offline, entre usuários que tenham se conectado através do site.

Seguindo um conceito semelhante vem um projeto sem fins lucrativos do Canadá chamado The  Kitchen Library  (a biblioteca da cozinha). A primeira biblioteca de empréstimo  de utensílios de cozinha e eletrodomésticos.The-Kitchen-Library-Biblioteca-de-Cozinha

É como uma biblioteca normal, mas em vez de livros de empréstimo você pode encontrar e emprestar qualquer número de aparelhos de cozinha por 7 dias!

Como funciona?

Passo 1: Compre uma adesão (US$ 9 / mês ou US$ 50/anual)

Passo 2: Confira o inventário completo (espremedores de frutas, um desidratador, fabricantes de massas, fabricantes de sorvete, e muito mais!).Ver algo que você deseja pedir emprestado? (usuários podem agora reservar itens!)

Passo 3: Busque  o aparelho que você gostaria de pedir emprestado e leve para você.

Passo 4: Use o aparelho por até 7 dias. Lave-o. Entregue de volta para a biblioteca e vamos verificar o item na devolução.

Funciona como uma biblioteca livros convencionais mas em vez de promover a leitura está focada na cozinha. Ela está atuando como um recurso da comunidade para cozinheiros domésticos.

acervo da biblioteca da cozinha

Além do serviço de empréstimos, a biblioteca tem parceria com a Biblioteca Pública de Toronto é utilizada para ditar oficinas de cozinha e workshops de planejamento de refeições entre seus membros. Desta maneira, os consumidores podem familiarizar-se com o equipamento e  aprender  novas receitas.O objetivo final desta iniciativa é fomentar a cozinha caseira como uma solução aos problemas de saúde causados pela má alimentação.

Demorei mas encontrei a parte que mais tinha curiosidade Penalidades, claro – toda boa biblioteca que se preze tem que possuir uma política de gestão de sua coleção. Abaixo conto algumas coisas que estão claras:

  1. Os membros devem ter 18 anos de idade ou mais para se tornarem membros.
  2. Se houver danos a qualquer aparelho ocorrido como resultado do uso por qualquer terceiro, o membro que emprestou o aparelho será responsável por custos de reparação ou substituição.
  3. Antes de tomar emprestado mais de US$ 200 no valor dos aparelhos, todos os membros devem fornecer um número de cartão de crédito válido ou fornecer um depósito reembolsável para o valor do aparelho.
  4. Se o aparelho não for devolvidos ou incorrer em prejuízos, a biblioteca cobrará o valor total para reparo ou substituição destes aparelhos no número do cartão de crédito fornecido.
  5. A taxa de atraso para cada aparelho é de US$ 1/ dia.
  6. Se entregar o aparelho sujo, paga uma multa  (taxa administrativa) de  US$ 5.

    É possível que este conceito de biblioteca possa ser utilizado também em outras áreas, você pensa em alguma? Conte-me. 

As oportunidades estão na biblioteca pública: apoio a pessoas sem emprego e ao emprendedorismo

As bibliotecas públicas devem recuperar a sua missão social e se concentrar em ajudar os grupos mais desfavorecidos.

Alemanha, Brasil, Espanha, Estados Unidos são países onde já é possível encontrar serviços bibliotecários orientados a pessoas que estão buscando emprego ou ainda aos empreendedores e autônomos, especialmente aos jovens quando o objetivo é oferecer recursos e ferramentas para ajudá-los e apoiá-los a enfrentar o mercado de trabalho cada vez mais competitivo e em busca de pessoas criativas e capacidades inovadoras.

Trata-se de uma questão cultural que está por detrás dos indicadores sociais do desemprego e então a biblioteca ressurge com destaque e mostra o seu papel efetivo como uma instituição agente que pode e deve contribuir para a coesão social.

Depois de ler algumas coisas em fóruns da internet, resolvi escrever um post como sugestão inspiradora aos colegas bibliotecários que gostam e desejam pensar a biblioteca “fora da caixa”, assim que fica o registro como uma maneira de estimular profissionais de bibliotecas a criar e empreender ações sustentáveis para ampliar o protagonismo da biblioteca na sua comunidade.

#O que se observa e que pode ser feito a partir das páginas web ou blog das bibliotecas públicas ou dos terminais de consulta:

  • Serviço de recompilação documental sobre notícias e informações relevantes sobre oportunidades de trabalho e capacitação;
  • Organizar um espaço onde a informação esteja classificada em: orientação; profissões; encontrar um emprego; vida profissional; concursos públicos.

#Nos espaços físicos podem ser organizados diferentes cursos, oficinas e palestras para:

  • A descoberta profissional – conhecendo profissões;
  • Capacitação – divulgação e realização de cursos de curta duração e com saída laboral;
  • Conhecimento e utilização de ferramentas e recursos para busca de emprego;
  • Conhecimento de empreendedorismo e mundo do trabalho;
  • Assessoria para criar plano de negócios, educação financeira;
  • Modelagem de negócios;
  • Iniciação as start-ups;

Seria interessante que as bibliotecas públicas brasileiras possuíssem um espaço ou serviço sobre informação e emprego, considerando ainda as necessidades de informação especializadas para os imigrantes e emigrantes.

#O que considerar:

  • A biblioteca  pública é um lugar excelente por sua neutralidade para desenvolver muitos tipos de serviços, deve ser inclusiva;
  • É necessário cooperar com entidades de forma sistematizada e baseada em acordos, convênios, parcerias;
  • A mediação humana é fator básico nas bibliotecas;
  • Os cursos e oficinas  devem ser personalizados sempre conhecendo o perfil dos usuários;
  • Principalmente: Nunca esqueça de avaliar as ações que se desenvolvem para ver e ter evidências da efetividade e do impacto que tem para a sociedade.

O assessoramento pode ser individual ou em grupo, dependendo do espaço físico e dos equipamentos disponíveis. Obviamente nem todas as competências são obrigatória de bibliotecários. Ora, se estamos na era das cooperações, é esse o momento de buscar pessoas e entidades parceiras( setor de informática, de recursos humanos, de empreendedorismo, de capacitação profissionalizante) para colaborar nos projetos que se pretendem executar.

Além de realizar as atividades é preciso divulgá-las e animar a comunidade a participar. Assim, é sempre bom promover palestras, fóruns, debates, encontros profissionais entre empresários e jovens em busca de emprego. É realmente pensar a biblioteca como um espaço interativo e de encontro.

Quando a palavra inovação adquire todo seu significado em uma biblioteca

bibliotecário inovador

No mês de Junho do corrente ano aconteceu na cidade de Madri (Espanha) o Encontro de Bibliotecários Inovadores. Na ocasião, três bibliotecários, líderes de algumas das experiencias mais inovadoras no campo bibliotecário foram convidados pela Fundación Germán Sánchez Ruipérez a participar na Semana sobre a inovação digital da leitura e dos livros (Readmagine). 

Cada um dos relatores expôs sua experiência sobre as mudanças encaradas em suas bibliotecas para se adaptarem aos tempos e construir modelos de gestão atentos às necessidades das comunidades as que servem. Onde o significado da palavra inovação teve destaque em seu sentido mais puro, sem os artifícios e as falsas expectativas que apresentam as modas.

Jill Bourne, diretora da Biblioteca Pública de San José, Califórnia, (EE.UU.); Anja Flicker, diretora da Biblioteca Pública de Wüzburg (Alemanha); e Kari Lämsä, gerente da Library 10 Meeting Point de Helsinki (Finlândia) literalmente seduziram o auditório composto em sua maior parte por bibliotecários de dez países da América Latina que participaram do evento.

Kari Lämsä, Anja Flicker y Jill Bourne

Kari Lämsä, Anja Flicker y Jill Bourne

 Jill Bourne destacou seu discurso a partir de que “Juntos somos mais fortes”,  a biblioteca  trabalha em parceria com as empresas do Vale do Silício na intenção de conseguir fundos e articular a gestão até manter a função clássica e informacional da biblioteca num contexto tecnológico onde se pode beneficiar da atividade econômica baseada no conhecimento e assim ela se referiu ao trabalho que realiza  envolvendo as companhias tecnológicas desta zona com o fim de potenciar programas educativos e sociais. Desta maneira conseguiu que a gigante do comércio eletrônico eBay lhe ajudasse a elaborar o aplicativo da biblioteca e, atrás esta experiência, foram estabelecidas alianças com outras empresas tecnológicas. Bourne aconselhou aos bibliotecários: “Não esqueçamos de ser geniais”.

Anja Flicker, com o lema “Coloquei o pé no ar e me segurava”,  deu ênfase em seu discurso sobre a mudança da cultura organizacional e na necessidade de reformas nas competências e a funcionalidade do trabalho das equipes. Envolver o pessoal da biblioteca sobre as questões relacionadas com as novas tecnologias podem ser um assunto delicado. Mas Flicker se atreveu a capacitar todos os funcionários da biblioteca que ela dirige, em aspectos como a cultura da internet, trabalho em  equipe e  comunicação com o usuário por meio das redes sociais e os dispositivos móveis.  Ela confessou que sua proposta não foi bem aceita pelo setor mais tradicional e os motivos que justificam isso nos parecem bem familiar: a falta de tempo e a preferência pelo contato direto com o usuário. Repassou, ademais alguns dos princípios da gestão de pessoas e destacou a importância de conhecer o potencial das pessoas que trabalham na biblioteca e de apreciar o espaço de trabalho.

Kari Lämsä apresentou o  lema de que “a biblioteca é um verbo”, porque são ações, um lugar onde sucedem coisas, portanto é ativa, e as pessoas podem cozinhar juntas. A Library 10 é uma biblioteca pouco usual, a julgar por sua descrição: nela são os próprios usuários quem propõem as atividades que serão realizadas, que vão desde oficinas de costura a concertos ou debates. Isto faz que o perfil de los usuários tampouco seja o típico de uma biblioteca: a metade são homens e há um importante grupo entre os 25 e 35 anos. O empréstimo não é o principal serviço da biblioteca, apenas o utiliza uma quarta parte dos usuários e  não perdem tanto tempo ordenando os livros nas estantes.

Na ocasião, se lançou o programa de formação International Network of Emerging Library Innovators (INELI) edição Ibero-América,  implementada pelo Centro Regional para o Fomento do Livro na América Latina e Caribe (CERLALC). O propósito é reforçar as habilidades de liderança e inovação de trinta bibliotecários públicos de dez países (Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica,  Equador, Espanha, Guatemala, México, Paraguai, Portugal), assim como a criação de uma rede para o intercâmbio de experiências.

Gostaria de escrever um post com ações brasileiras. Se você realiza ou conhece alguma, me escreva. Juntos vamos construir um novo post.

Fontes:
http://www.lecturalab.org/story/Readmagine-la-seduccin-de-los-bibliotecarios-innovadores-en-Casa-del-Lector_5976
http://www.fundaciongsr.com/
http://readmagine.fundaciongsr.com/348/Que-es-esto