Como o filme “Procurando Nemo” mudou a minha vida

O que aprendi com a Dori em Procurando Nemo

Originalmente as animações são pensadas para crianças mas possuem mensagens interessantes para todas as idades, basta prestarmos atenção.

Fim de férias, hora de voltar pra Argentina, país que tem me acolhido muito bem há 1 ano. Uma excelente experiência. Resolvi escrever esse post no momento de inquietação entre a conexões no aeroporto. Esse “não-lugar”‘ segundo Marc Augé*, que define esses espaços físicos capazes de modelar novas formas de interação assentes numa “contratualidade solitária” – e por isso pode ser frustrante, porque têm a beleza do que poderá vir a ser. Do que ainda não é. Do que, um dia talvez, terá lugar.” E esse talvez é algo que muitas vezes podem frustar nossos planos.

Sentado do banco, observando o fluxo de pessoas tristes ou alegres, indo e vindo. Lembrei da Dori, personagem do filme “Procurando Nemo”. Mais precisamente no momento que ela diz – “‘Continue a nadar” nos momentos difíceis da vida e por aí vai.

Nadar, aqui não se limita apenas ao ato de manter-se e avançar sobre ou sob a água. Tem uma dimensão bem maior, é procurar soluções, mudar, buscar um modo de superar o que incomoda ou acomoda. Estou nadando constantemente e percebi nesses últimos 2 meses que estive de férias, 5 lições básicas que até então me deixavam tristes ou com raiva mas porque eu não tinha ainda uma compreensão madura de como funcionam as coisas.

  1. Faça as coisas pensando em mudanças por você e para você.
  2. Algumas pessoas nunca vão esquecer do seu aniversario, você estando aqui, na Argentina ou em Marte.
  3. Esse papo de “que saudades de você”, vamos nos ver uma hora”, “vamos combinar de sair” – normalmente vem acompanhada de um “ai, tô trabalhando demais” ou “‘estou sem dinheiro, mas quando eu receber…” é desculpa de gente enrolada e sem consideração.
  4. Existe um filtro natural da proximidade entre as pessoas: quem sente sua falta vai sempre sentir e agir.
  5. Vai ter sempre aquelas pessoas amadas,do seleto e especial grupo que vai te surpreender por e-mail, whatsapp, skype seja lá como for, ao terminar a frase “Lembrei de você”, “Sonhei com você”  e em seguida “por isso tô te mandando esse áudio”;  ou “lembrei daquele dia X e espero te reencontrar em breve”‘  ou então “Ei car_lho, arruma um colchão pra mim que eu já comprei minha passagem” ou ainda um grande amigo que chega de surpresa no  seu apartamento e diz: “se arruma agora que vamos sair”.

Temos que nadar para ver as coisas de outras perspectivas. Desculpas para não nadar, há muitas. É natural do ser humano querer racionalizar as coisas, buscando motivos lógicos e racionais para justificar suas falhas ou mesmo sua acomodação.

Para finalizar, mais uma vez escrevo uma frase que escutei quando fiz o Empretec e consolidei na minha vida:

Mamangava motivacional

Espécie de abelha que se parece com uma vespa e são polinizadoras importantes na contribuição para a manutenção de muitas espécies de plantas nativas, principalmente do maracujá.

E você o que está esperando para nadar ou voar? A mudança depende de você.

WAKE-UP!

 *Augé, Marc (2005 [1992]). Não Lugares. Lisboa: 90º

Inquietudes (que não são apenas) argentinas sobre as bibliotecas populares

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A Feira Internacional do Livro de Buenos Aires ocupa mais de 45 mil metros quadrado e é mais concorrida no mundo de fala espanhola. Durante três semanas de duração, as estatísticas indicam mais de um milhão de leitores e mais de dez mil profissionais do livro: escritores, editores, ilustradores, etc.

Na edição de 2014 estive presente e me chamou a atenção o estande do Governo da Cidade Autônoma de Buenos Aires, convocando por meio da Secretaria de Cultura a população presente na feira a participar de uma conversa aberta sobre as bibliotecas do futuro.

Cheguei pensando que o discurso seria sobre os e-books ou sobre crescimento da documentação escrita, uso de tecnologias ou algo assim visto que havia muitas editoras promovendo seus serviços nesse aspecto durante a feira.

Para minha surpresa foi bem além disso, fizeram o tal do “pensar fora da caixa” em vez de reproduzir “mais do mesmo”.

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