Conheça as melhores práticas de museus e exposições virtuais

O projeto Unplace pretende discutir o conceito de “museografia intangível”, no campo das exposições de arte contemporânea, especificamente produzidas para contextos virtuais e em rede.

Conscientes que o  fenômeno de mediatização e globalização alterou uma série de paradigmas nas instituições museológicas, enquanto atrações turísticas e lugares de dinamização urbana e cultural ao longo das últimas duas décadas, fazendo emergir projetos de museus e exposições virtuais, sediados na Internet – tendo o ciberespaço como lugar para pensar o design das exposições, de curadoria, trazendo portanto discussões sobre Arte Digital ou a Internet Art.

Nesse sentido temos as principais plataformas colaborativas internacionais, como o Google Art Project ou, o MatrizNet (catálogo coletivo on-line de 34 museus da Rede Portuguesa de Museus), seguem também essa via, situando-se assim claramente no domínio da simulação do preexistente, potenciado pela diversidade e pelo cruzamento de patrimônios com múltiplas localizações. Esse detalhe que realmente me chama a tenção: a possibilidade de descobrir conexões entre obras de arte. 

Para entender mais sobre o projeto Museu sem lugar acesse a página de publicações AQUI e faça o download do e-book MUSEUS SEM LUGAR: ensaios, manifestos e diálogos em rede e outros.

Aqui no Brasil, sei que os Museus do Futebol, da Casa Brasileira (até o momento não consegui visualizar as exposições virtuais) e o Afro Brasil, todos instituições do Governo do Estado de São Paulo, integraram recentemente o projeto mundial da Google Arts & Culture ‘We Wear Culture’ junto com mais de 180 museus em São Paulo, Nova York, Londres, Paris, Tóquio, Berlim e outras cidades ao redor do mundo.

É importante reconhecermos que a relação entre artistas e visitantes de museu se transforma com as tecnologias disponíveis. Inclusive há comunidades de artistas que se dedicam ao espaço virtual, seja produzindo obras para serem disponibilizadas na web ou ainda fazendo a curadoria de materiais nesse ambiente. O padrão de comportamento é construído coletivamente mas lembrem-se: as possibilidades são convergentes e não restritivas.

Quero destacar que uma não substitui a outra e há questões de preferências. Para os apaixonados por arte pode ser  vantajoso e realmente pode ser um público que quer mergulhar na observação sem sair de casa, é possível realizar diversas experiências virtuais 360º e aproximar a imagem em alta resolução. De outro lado há  os espectadores que preferem visitar os locais por acreditarem na interação e na vivência simbólica que transmite a narrativa histórica do lugar, seja: a cidade, o bairro, os edifícios e o entorno do museu; esses realmente querem a experimentação direta com o objeto  museológico.

Seguindo essa linha, escolhi opções para visitas de exposições virtuais:

  • Afro Brasil Dividido por meio de Núcleos temáticos, o acervo procura abranger aspectos da arte, da religião afro-brasileira, do catolicismo popular, do trabalho, da escravidão, das festas populares, registrando assim, a trajetória histórica, artística e as importantes influências africanas na construção da sociedade brasileira.

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  • Museu do Futebol Mais do que sobre esporte, o Museu do Futebol é, antes de tudo, um museu sobre a história do povo brasileiro. Um museu cercado pelos mistérios da euforia que todos temos pela bola, pelo drible e pelo gol. Um mistério que unifica e separa como as grandes paixões coletivas, onde as alegrias são sempre maiores que as tristezas.  Entre no feitiço de como um esporte inglês, branco e de elite, aos poucos ganhou novos traços: tornou-se brasileiro, popular, mestiço e uma das mais reconhecidas manifestações culturais do nosso país.

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  • Exposições virtuais do Arquivo Nacional é uma iniciativa da instituição para difundir seu acervo, compreendido entre o século XVI aos nossos dias, fundamental para o princípio democrático de acesso à informação pública e para a pesquisa em inúmeros campos do conhecimento.

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  • O projeto Era Virtual foi e continua sendo resultado da percepção de que nesta nova era da tecnologia das informações é essencial inovar, rever e reconstruir o modo de promover a cultura. Ao perceber o potencial de das visitas virtuais em promover as instituições beneficiadas, em 2013, decidimos desenvolver o projeto também para os parques nacionais e para as cidades com sítios considerados como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Navegue e descubra o nosso Brasil.

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  • Museu Evita (Argentina) O Museu Evita é um importante passeio para quem quer aprender mais sobre a história argentina e entender essa paixão do povo por Eva Perón, mulher tão marcante para o país. Hoje o local é um dos principais atrativos turísticos da cidade. Percorra toda a trajetória da grande heroína da Argentina, o museu traz fotos, roupas e documentos que fizeram parte da vida de Evita. O museu fica em um grande casarão em Palermo e é um dos passeios mais recomendados. 

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Você já fez alguma visita virtual incrível em algum museu não listado aqui? Comente aqui qual foi, também gostaria de conhecer.