E se efetivamente tivéssemos bibliotecas públicas?

Tive um sonho onde existia um site da Biblioteca Pública do Estado do Amazonas e estava congestionado porque os pais de alunos queriam se registrar e ter um cartão da biblioteca (nem sei se ainda existe o cartão atualmente). Mas por qual motivo? Basicamente para economizar e garantir entretenimento e lazer sem gastar muito mais além dos milhares de impostos que já pagam anualmente.

Carteira de usuário. Biblioteca Pública do Amazonas. Disponível: http://noamazonaseassim.com.br/biblioteca-estadual-do-amazonas/

Certamente se as bibliotecas públicas brasileiras fossem efetiva em cumprir o seu papel bem mais além do empréstimo de livros, elas seriam atrativas às comunidades.

Trabalharemos aqui com a situação hipotética (mas não utópica, porque já há casos aqui no Brasil), onde o cartão de biblioteca oferece acesso gratuito não só a livros, mas também a livros eletrônicos, CDs, DVD e videogames, bem como espaços para artistas que estimulam a criatividade e os computadores que contêm valiosas ferramentas de pesquisa, como bancos de dados e arquivos de revistas e jornais.

Lindo né?! Para aqueles que não têm acesso a computadores em casa, uma biblioteca é um recurso essencial. Este espaço oferece recompensas ricas em desempenho acadêmico e aprendizagem ao longo da vida. Eu acredito e conheço casos concretos presentes no livro Memórias Literárias, organizado pela amiga Prof. Dra. Evany Nascimento um livro de relatos dos alunos e as relações e as experiências que os indivíduos possuem com o livro, com a literatura e as bibliotecas desde os primeiros livros que leram até a chegada na universidade.

memórias literárias.jpg

Pensar a biblioteca como um espaço de convivência, proporcionado eventos que vão desde momentos como a contação de histórias para bebês, ou histórias musicalizadas, bate-papo informativo, oficinas e cursos. Atividades que proporcionem desenvolver  talentos, habilidades ou interesses especiais.

Seria bem interessante oferecer incentivos, como ocorre com os clubes e associações onde poderiam oferecer brindes como sacolas e livros para os usuários assíduos ou aos novos membros. As empresas locais poderiam propor parcerias com as bibliotecas, oferecendo recompensas como descontos aos que mostram o cartão da biblioteca.

Realmente as bibliotecas podem ajudar a economizar uma grana ao fim do mês. Eu, por exemplo, poderia emprestar em vez de comprar um livro ou um joguinho novo. Imagina, quanto nós poderíamos economizar durante o ano?

O primeiro passo é aceitar que a biblioteca não é lugar apenas para livros. O segundo passo é ver o interesse dos atores: governo, gestores e bibliotecários em promover esses tipos de ações. O terceiro, é a comunidade compreender que ela faz parte, e esses locais são construídos para ela, portanto, devem ocupá-los, fazer o bom uso.

 

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